De:
contabil@contabilsaosebastiao.com.br
Data:
25/01/2009 19:47
Assunto:
PORQUE TINHA QUE SER ASSIM?
Numa boa parte dos municípios brasileiros a passagem dos bastões entre os mandatários municipais que estavam de saída e aqueles que chegavam, foi sofrida, cheia de pegadinhas administrativa e uma baciada de reclamações pela falta de coisas nas respectivas secretarias e gabinetes dos prefeitos.
Na vizinha cidade de Ilhabela em que pese à proximidade familiar entre o que estava despedindo-se e o que recebia boas vindas pela sua chegada, era publico a animosidade histórica entre ambos, mais nem por isso não deixou de ocorrer à transição administrativa e a participação do ex-prefeito no ato da troca de faixa. Demonstrando ambos que apesar dos pesares o município está acima do interesses e das picuinhas, prevalecendo à força do processo democrático e o respeito à vontade popular.
Infelizmente o vento perequeano que costuma empurrar nuvens pesadas que muitas vezes teimam ficar nos céus sebastianense, não veio, e talvez por esta razão a transição na cidade de São Sebastião não apareceu, e daí para frente tudo que está acontecendo tinge com cor preta a mais jovem democracia do litoral norte.
Publicada no jornal local no dia 06 de janeiro uma matéria jornalística ilustrada com uma foto do gigante prefeito Ernane curvado e abrindo as gavetas vazias de um móvel no gabinete de trabalho dele, com a seguinte chamada. Ernane inicia governo de gavetas vazias. Nesta matéria o Prefeito demonstrava sua indignação com a situação de não ter encontrando material básico, documentos, e de alguns equipamentos públicos. Segundo o Prefeito a única coisa encontrada dentro de um armário foi um sabonete, que para muitos pode ter diversos significados, o que não deixa de ser irônico, para não falar outra coisa.
Numa recente matéria jornalística num jornal local também, a nova Secretaria do Meio Ambiente Traud Rossi, que além de narrar o histórico da sua trajetória ambiental, falou da sua amizade com uma poderosa senhora, cujo marido é dono de revista semanal nacional. Esta mesma amiga que ela chamou de anjo da guarda de São Sebastião, e que já andou de braços dados politicamente com uma trinca de ex-prefeitos, João Siqueira, Paulo Julião e Juan Garcia, e sabe lá por quais razões ajudou apear todos eles do poder, agora o seu aliado político é o atual prefeito, até quando!. Ora isso o só tempo dirá, e o irônico desta aproximação política é que até musica já deu:-
" o primeiro foi o João, o segundo Julião, o terceiro foi Garcia, e agora é o Primazzi"
Mais voltando à secretaria de meio ambiente, dizia ela das prioridades e sonhos que são vários, e também não deixou de criticar a forma como encontrou a secretaria, com ausência de material e o vazio nos arquivos dos equipamentos de informática. A pergunta que deve fazer a Secretaria Traud Rossi, é se ela tinha conhecimento do que poderia existir lá e nas memórias dos computadores. Para que ela faça esta alegação é mais do que certo o seu conhecimento da existência de arquivos de atas do Condurb, copias ofícios a órgãos públicos, projetos de interesse do município, enfim todo trabalho desenvolvido pelo ex-secretario.
Ou será que ausência constatada pelo atual secretaria só vem confirmar a inoperância de uma secretaria municipal que em nenhum momento estabeleceu e criou programas ambientais a serem desenvolvidos no município, e que num determinado momento somente serviu para abrigar alguns companheiros ambientalistas e parceiros de uma ONG, que passeou entre as causas ambientalistas a aulas de dança de salão. Confesso que estranho muito o silencio do ex-secretario de meio ambiente, ele que a todos respondia prontamente e com altivez as questões ligadas a sua pasta, agora diante da manifestação cala-se, será que são determinações do ex-chefe para não criar nenhum ponto de confronto, ou não tem defesa para o indefensável.
Já o Secretario de Governo Paulo Henrique foi contundente, no exercício das suas funções declarou ao um jornal local que tinha achado uma nota fiscal de compra de doze lap tops, entretanto continuava procurando os aparelhos que ninguém consegue localizar, e provavelmente sequer passaram pelo setor de registro de patrimônio da Prefeitura. Além de informar também o desaparecimento de um painel que foi doado a Prefeitura de São Sebastião, pela Transpetro na gestão do ex-prefeito Paulo Julião no período de 2001/2004.
O painel feito de fotos aérea do centro do município ficava pendurado na parede do gabinete do Prefeito, e era algo que chamava atenção pelo seu tamanho com quase 3 metros de comprimento e a beleza das fotos que formavam um mosaico. Algumas informações dão conta que sumiram também, pires e xícaras, personalizadas com inserção do peixinho que é o símbolo turístico do município, e eram usados exclusivamente no atendimento ao gabinete do prefeito. Estas afirmações confirmadas só restam as providencias junto a Policia Civil para a mesma investigar e possa botar as mãos nos larápios de bens públicos, e aí poderemos ter a chance de conhecer dos dilapidadores de patrimônio publico.
No fundo, só devemos lamentar o que aconteceu na cidade de São Sebastião, é quase certo e podemos afirmar que nesta disputa política entre os grupos dos vencedores e vencidos não houve nenhum campeão, existe sim feridos de ambos os lados, basta caminhar pelos bastidores que vão enxergar, e não precisa ser assim, que sirva de exemplo para os próximos mandatários.
Luiz Alberto de Faria Luizinho
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