Este Blog nasceu em 24 de novembro 2008, para prestar informações sobre temas diversos, tendo por princípio a defesa da cidadania e a expansão da consciência democrática. E-mail joaolucioteixeira@gmail.com
quinta-feira, 28 de maio de 2009
DIVISÃO NA CÚPULA DO PSDB PAULISTA
Aloysio teria, aparentemente, o apoio da máquina paulistana do PSDB, mas ainda não encarou as urnas em uma eleição para cargos executivos. Alckmin --após atritos com o atual governador, ecos da eleição de 2006-- alinhou-se com Serra e conta com a simpatia de boa parte do PSDB no interior do Estado, além da experiência de anos e anos à frente do Palácio dos Bandeirantes. Aloysio tem o desafio de unir o PSDB. Alckmin, o desafio de manter a simpatia de Serra, afastando de vez o clima hostial que reinou entre ambos durante anos.Nem Aloysio, nem Alckmin admitem estar de olho em 2010.Esta é a regra do jogo. A mais de um ano da eleição, admitir ser candidato é um pecado imperdoável, que pode atrapalhar o governo do PSDB.Como eles chegarão em 2010? Esse já é um exercício de futurologia difícil, mas, é certeza, a posição de ambos em 2010 vai depender dos projetos que transformarem em realidade nos próximos meses dentro da máquina do Estado, do humor político de Serra e dos rumos da eleição para a Presidência da República. Afinal, o leque de alianças que Serra --outro candidato nõ-candidato-- conseguirá ou terá que costurar em 2010 vai refletir diretamente na sucessão em São Paulo. O DEM, de Guilherme Afif Domingues, conta com isso, por exemplo, para, quem sabe, ganhar do PSDB a cabeça de chapa no Estado em troca de apoio incondicional na disputa nacional. Nessa vertente, surge uma dúvida: terá o DEM unidade nacional para uma negociação dessa envergadura?Esse é o cenário governista.Do lado da oposição, o PT busca alternativas para evitar bater na mesma tecla, Marta Suplicy, que já manifestou sua desistência. Nesse cenário, surgem os nomes do ministro da Educação, Fernando Haddad, do prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e o de Antonio Palocci --deputado, ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de Ribeirão Preto, preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que pode acabar bombado pelo STF. Sem Palocci, Haddad é o nome da vez. Alavancado por Lula, terá força para encarar o PSDB de Aloysio e Alckmin?