quarta-feira, 27 de maio de 2009

MORTALIDADE INFANTIL PODE RECEBER MAIS UM ALIADO O KAZON

O Kazon, vereador em Caraguatatuba pegou uma carona legal na garupa da ONG Olho Vivo. Esperto ele que ao saber que a ONG mandou oficio ao Ministério Público pedindo providências no caso da mortalidade infantil que é em Caraguá a mais alta do Litoral Norte e Vale do Paraíba, ele já tratou de fazer uma lei que cria um banco de dados sobre o assunto. Só que o problema não é uma Lei e sim atitudes, já que as razões das mortes são conhecidas e há claros desleixos no atendimento à gestante, ao parto, e à criança depois de nascida. È mau atendimento e não precisa de lei pra isso. O prefeito ACS dizia que a cidade estava sem governo no tempo do Aguilar, estava abandonada, e nesse quesito mortalidade infantil, continua sem governo porque se não fosse a ONG Olho Vivo ter forçado o fornecimento dos realtórios do Comitê de Mortalidade, e encaminha-lo ao Ministério Público, nada teria acontecido. Portanto, a lei do Kazon nem precisaria existir porque já existe o comitê de mortalidade infantil e materna que ninguém respeita, a nível estadual e o municipal que cuidam de contabilizar todos os dados, e se quiser conhecer os números do desastre é só requisitar à secretaria de saúde do município. O galo cantou no quintal errado.
O Aurimar que é presidente da comissão de saúde, se for macho mesmo pra enfrentar as freiras, e conseguir entrar para fiscalizar a Santa Casa, vai ver que se lá houver um melhor atendimento à gestante em trabalho de parto e a prefeitura resolver acompanhar as crianças até um ano de vida, a mortalidade poderá ser enquadrada nos limites aceitáveis. Só pra conhecimento, o estado de São Paulo tem média pouco acima de 13 mortes para cada mil crianças nascidas, e Caraguá tem 19 mortes por mil nascidas. Contam-se mortes de crianças antes de completarem um ano de vida.
Assim, os vereadores nem precisam aprovar a lei porque ela chove no molhado, precisam é de fazer uma CPI da Santa Casa e dos postos de saúde. Abrir as caixas pretas é que é o mais importante.
Essa lei é só uma forma de dizer que está preocupado com o assunto, mas se quiser ser mesmo eficiente o vereador pode fazer como a ONG vai ao Comitê de Mortalidade e ajude os seus membros a avançar na luta, porque no ano passado o Comitê até deixou de se reunir por conta da falta de atenção aso seus realatórios. Fazem o relatório mandam para a comissão de ética médica dentro da própria Santa Casa e lá é tudo engavetado.
Um recado ao Kazon: Não faça lei pra criar banco de dados. Faça uma lei que obrigue o Comitê a encaminhar à Câmara todos os meses os relatórios detalhados que ele elaboram e que ninguém lê. Ai te daremos todos os parabéns do mundo.
Fizemos a matéria nesses termos para mostrar que as ONGs prestam enorme serviço às cidades e quase todos os assuntos que os polìticos se envolvem, nós sempre chegamos na frente. Mortalidade é a nossa maior preocupação nos últimos tempos.
Se o vereador quiser nós fornecemos os dados oficiais de 1997 até 2008.