Henrique Meirelles diz que país pode crescer a taxas elevadas já no ano que vem
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que espera um "crescimento robusto" da economia brasileira, depois de amainada a crise mundial.– Nós temos espaço para sair crescendo, ao contrário de muitas crises anteriores de onde saímos tão enfraquecidos que, ao primeiro sinal de crescimento, revelavam-se desequilíbrios macroeconômicos hoje
inexistentes – disse.Para justificar seu otimismo, Meirelles destacou os fatos de o país contar com reservas em moeda estrangeira maiores do que no início da crise; da contínua tendência de queda da dívida pública em relação ao produto interno bruto (PIB) e da taxa de inflação; bem como a retomada de investimentos no setor industrial, indicativos de que o país poderá crescer a taxas mais elevadas do que a média histórica, já a partir do ano que vem.Comentando sugestão de Eduardo Suplicy (PT-SP) de usar a taxa de juros não apenas para controlar a inflação, mas, sobretudo, para fomento da economia e redução do desemprego, Meirelles observou que perseguir objetivos diversos tem dado resultados negativos.Sobre os comentários de uma possível falta de ação do BC para conter a desvalorização do real frente ao dólar, Meirelles observou que em países que dependem fortemente da exportação de commodities, como é o caso do Brasil e da Austrália, as políticas de controle cambial não têm funcionado. Meirelles afastou também preocupações de deputados relativas a um possível aumento da entrada de capitais especulativos na economia em função das altas taxas de juros internas. Segundo ele, a grande e recente entrada de capitais se deve principalmente à contratação de financiamentos externos e à retomada de investimentos pelas empresas.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que espera um "crescimento robusto" da economia brasileira, depois de amainada a crise mundial.– Nós temos espaço para sair crescendo, ao contrário de muitas crises anteriores de onde saímos tão enfraquecidos que, ao primeiro sinal de crescimento, revelavam-se desequilíbrios macroeconômicos hoje
inexistentes – disse.Para justificar seu otimismo, Meirelles destacou os fatos de o país contar com reservas em moeda estrangeira maiores do que no início da crise; da contínua tendência de queda da dívida pública em relação ao produto interno bruto (PIB) e da taxa de inflação; bem como a retomada de investimentos no setor industrial, indicativos de que o país poderá crescer a taxas mais elevadas do que a média histórica, já a partir do ano que vem.Comentando sugestão de Eduardo Suplicy (PT-SP) de usar a taxa de juros não apenas para controlar a inflação, mas, sobretudo, para fomento da economia e redução do desemprego, Meirelles observou que perseguir objetivos diversos tem dado resultados negativos.Sobre os comentários de uma possível falta de ação do BC para conter a desvalorização do real frente ao dólar, Meirelles observou que em países que dependem fortemente da exportação de commodities, como é o caso do Brasil e da Austrália, as políticas de controle cambial não têm funcionado. Meirelles afastou também preocupações de deputados relativas a um possível aumento da entrada de capitais especulativos na economia em função das altas taxas de juros internas. Segundo ele, a grande e recente entrada de capitais se deve principalmente à contratação de financiamentos externos e à retomada de investimentos pelas empresas.Fonte: Jornal do Senado
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