sexta-feira, 22 de maio de 2009

VEIO DO JOÃO ROCHA

:
joao.roc@terra.com.br
Para:
"Lucio João"
Data:
21/05/2009 01:25
Assunto:
Artigo
Ponto a Ponderar O FURACÃO ELEIÇÃO
João Rocha

O furacão quando passa: destelha, derruba, arrasta, etc. provoca estragos e prejuízos àqueles que estiverem desprevenidos. As eleições são como um furacão. Abalam relações, provocam constrangimentos, deixam prejuízos morais, financeiros e outros, aos menos preparados. Ao nível de cúpula, os partidos políticos ditos de direita, esquerda ou centro esquerdo, com figuras de expressão nacional, se digladiam e apregoam suas ideologias. Porém, nas suas bases, pelos rincões do nosso Brasil, a coisa se desvirtua. Prevalecem o fisiologismo, o oportunismo e outros "ismos".

Passada a fase do pula-pula de partido, veio a fase das coligações, leilões e aluguel de siglas, barganhas, etc. é uma verdadeira miscelânea, misturaram alhos com bugalhos. Siglas, que por princípios, não teriam nada a ver uma com outra se juntaram. Os “Capas Pretas”, caciques, donos de partidos, (siglas de aluguel), aproveitaram para equilibrar suas finanças e/ou melhorar de vida. Alguns, até fazem investimento com dinheiro de propina.

Alguns eleitores procuram ficar com a rebarba. Culturalmente, para uma parcela significativa da população, eleição é época de ganhar alguma coisa ou de se resolver problemas. Pede-se de tudo: emprego, dinheiro, material de construção, cesta básica, dentaduras, óculos, passagens, etc. São as conseqüências da falta de consciência, da baixa auto-estima e o empobrecimento do nosso povo. Políticos inescrupulosos se aproveitam dessa situação. É vergonhosa a prática clientelista e nefasta de alguns. Casuístas, fisiológicos adeptos do nepotismo, compram votos, oferecem todo tipo de favores e propinas.

Em política, existe a luta pelo espaço político. A conquista desse espaço deve ser fruto de um trabalho prestado a médio ou longo prazo em uma comunidade ou num seguimento social. Há políticos que procuram manter ou ampliar o seu espaço se reciclando, melhorando a cada dia que passa e mantendo uma coerência. Porém, há aqueles que querem manter ou ampliar o seu espaço diminuindo o espaço do outro. Corrompem, criam boatos, caluniam ou puxam tapetes. São denúncias, ciúmes, retaliações, boicotes, favores, promessas, etc.

Há seis meses das eleições em Caraguatatuba "os ventos começaram a soprar”. Troca de processos, liminares, recursos, insinuações, bloqueios e outros. Quem perde é a população e a cidade. "Dois barcos navegavam em mar revolto, cada um com seu timoneiro, tripulação, passageiros e convidados. Na troca de torpedos, os dois quase afundaram, quem teve melhor pontaria ganhou por pouca diferença”.

Próximo, durante e depois das eleições, os “ventos” sopraram muito mais fortes em Caraguatatuba. Comparando, o Vento Noroeste é Brisa.
A pendenga ainda não foi resolvida.
É preciso que os políticos sérios, que tem propostas sérias, não se deixem envolver pela bandalheira que alguns maus políticos transformam as eleições. Que se segurem firmes nos princípios éticos, morais e ideológicos, sem se desestabilizar, com essa “tempestade passageira”, as eleições.

João Rocha
É Presidente do D. M do
PT de Caraguatatuba -SP.
e-mail: http://bmail.uol.com.br/compose?to=joao.roc@terra.com.br