terça-feira, 30 de junho de 2009

BELA MATÉRIA DA MARA CIRINO

29/6/2009 9:00Falta de informatização nas redes municipais de saúde atrapalha agendamento de consultas no AME
Ambulatório Especializado tem programa específico para marcação, mas há unidades que não têm nem computadores Mara CirinoHá pouco mais de seis meses começou a funcionar em Caraguatatuba o Ambulatório Médico Especializado (AME). O centro é regional e foi instalado pelo Governo do Estado com o objetivo de prestar atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que passam pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Programa Saúde da Família (PSF) do município, de Ilhabela, Ubatuba, São Sebastião e Natividade da Serra.
Imprensa Livre
Pacientes aguardam para ser atendidos em uma das especialidades médicasO que era para ser uma atividade dinâmica, com agendamento com médicos de várias especialidades, ainda não encontrou o ritmo certo devido à falta de informatização nos postos médicos das cidades. Com exceção de Ubatuba, que conseguiu colocar uma UBS na rede, todos as outras marcações de consultas são feitas por meio das Centrais de Regulação de Vagas das cidades, que funcionam junto às respectivas Secretarias Municipais de Saúde. Isso significa que o processo que era para ser simplificado, saindo dos micros das UBSs diretamente para os computadores do AME, passa pela etapa de ir primeiro para o prédio onde funciona a pasta. Esse sistema tem gerado reclamações, especialmente de usuários, que ora não sabem a quem procurar, se a consulta foi agendada ou mesmo se o pedido se encontra onde deveria. Caso de um paciente de Caraguá que desde novembro do ano passado já levou seis pedidos de exame e ainda não conseguiu passar pelo oftalmologista (leia mais nesta página).Segundo a coordenadora médica do AME, Cecília Souza de Paula, o sistema de informatização do ambulatório está pronto. Funcionários dos quatro municípios do Litoral Norte passaram por cursos de capacitação para aprender como entrar no programa e fazer a marcação das consultas. “Ocorre que a maioria das unidades de saúde não possui sequer internet”.Conforme a saúde, a região tem 64 UBSs, sendo que dessas, 38 não tem computadores, 26 tem o equipamento, mas apenas 18 estão interligadas na internet. Mesmo naquelas que estão na rede, o serviço não é considerado o ideal. Segundo o responsável da Tecnologia da Informação, Arnaldo Toshio Hamaguti, no caso de Caraguá, por exemplo, a velocidade é de internet discada com 64 k, quando o mínimo indicado é de 1 mega.“O Sistema Hygia Web, de gerenciamento de consultas, é muito fácil de usar, basta acessar a internet que em menos de três minutos é possível fazer o agendamento”, esclarece Hamaguti.Com os pacientes cadastrados no sistema, são três passos a serem seguidos: seleção da especialidade e período desejado, dia e horário da consulta e impressão do comprovante. “É esse comprovante que o paciente deve levar no dia e horário especificado da consulta”, explica Cecília. Ocorre, segundo ela, que ainda há casos de pacientes que não são informados sobre o procedimento e acabam indo diretamente para o AME em busca de atendimento. “É importante ressaltar que aqui só atendemos quem está com a consulta marcada pela respectiva UBS ou secretaria de saúde”. A coordenadora complementa ainda que quando o paciente é recepcionado pelo ambulatório, automaticamente ele passa a ser usuário desse sistema e só quando é atendido e tem alta do especialista retorna para o município com as devidas recomendações.PlanejamentoOs municípios estão se adaptando para conseguir agilizar o processo de agendamento. Ubatuba conseguiu colocar a UBS do Ipiranguinha na rede e as consultas já começaram a ser marcadas. De acordo com a coordenadora da Central de Regulação de Vagas do município, Francine Maia França, a meta é levar para as outras regiões com mais adensamento populacional como oeste, sul e centro. “Vamos distribuir as cotas de acordo com a demanda de atendimento de casa região”. Em São Sebastião, há uma limitação técnica para a implantação da informatização. A Secretaria de Governo tem um projeto para interligar todas secretarias por meio de fibra ótica, mas enquanto o serviço não é executado, o agendamento também é feito pela central. Conforme o chefe da Divisão de Avaliação e Contratos da Secretaria de Saúde, Wilmar Ribeiro do Prado, o serviço vai beneficiar especialmente as pessoas atendidas pelas equipes do PSF. O município possui alguns especialistas na rede, por isso as prioridades são para casos que não tem médico, quando não tem o profissional na rede ou para uma segundo avaliação, conforme Prado.Ainda de acordo com ele, há pouco mais de uma semana que foi iniciado o agendamento via programa Hygia. “Antes, tínhamos que mandar por e mail, aguardar a confirmação e só depois passar para o paciente. Hoje ele já sai com a data da marcação na hora”.Quem também iniciou o processo de informatização recentemente foi Ilhabela, mas também via secretaria porque as unidades de saúde não tem computadores em acesso à internet. Mas na avaliação da coordenadora da central, Marilene de Melo Souza, as solicitações estão mais ágeis. Ela ressalta que está havendo apenas uma falha na comunicação porque o paciente que demora em ter retorno do AME sobre um exame que precisa ser feito, acaba voltando à UBS quando a responsabilidade ainda é do ambulatório. Essa informação é confirmada por Cecília de Paula, que ressalta que a marcação interna também segue um cronograma e o paciente só volta ao atendimento do município quando recebe alta do AME. Os municípios também atentam para o fato de ainda não conseguir agendar os exames externos, quando o usuário não precisa passar por um especialista, apenas fazer um dos 16 exames de apoio diagnóstico. Pedidos “desaparecem” no trajeto entre UBS e Secretaria de Saúde de Caraguá Desde novembro passado o aposentado José Visciano, 66 anos, aguarda o agendamento de uma consulta no AME para passar por um oftalmologista. Sem enxergar quase nada, ele conta que por seis vezes o pedido enviado da UBS do Porto Novo, na região sul, desapareceu quando chegou à Secretaria de Saúde.“Toda vez que vou perguntar do agendamento a resposta é que o pedido não se encontra na secretaria. Tenho de retornar ao posto e solicitar novo pedido. E a minha consulta não sai”, reclama.Ele conta que há cerca de três anos passou por um oftalmo que atendia na rede e foi informado que estava com catarata e que precisava passar por uma cirurgia. No ano passado retornou ao posto e outra médica pediu o exame que não consegue fazer. “Não posso mais ler, ver TV e mesmo sentar na frente da minha casa porque não enxergo a menos de 50 centímetros”.Esta semana, durante a sessão de Câmara, o vereador José Mendes de Souza Neto, o Neto Bota (PSDB), chamou a atenção para o problema. “Os pacientes não podem mais ficar sem atendimento quando tem um ambulatório com essa estrutura para servir a comunidade”. A reportagem do Imprensa Livre entrou em contato com a Central de Regulação de Vagas de Caraguá, como fez com os outros municípios, mas não houve retorno no atendimento. O diretor da unidade, identificado como Robson, solicitou que fosse encaminhado um e mail com os questionamentos, mas também não deu retorno. As principais reclamações referentes ao agendamento de consultas estão relacionadas com Caraguá. Pacientes dizem que não conseguem a marcação e vereadores apuram denúncias de casos que seriam colocados na frente dentro da secretaria.Nesta semana, a doméstica Maria Sonia da Silva, 41 anos, moradora no Morro do Algodão, consegui ser consultada por uma mastologista após aguardar por dois meses o agendamento.RAIO – X AME*Cotas de pacientes – municípiosCaraguatatuba – 33%Ilhabela – 10%Natividade da serra – 3%São Sebastião – 26%Ubatuba – 28%*Números baseados em levantamento populacional da regiãoEspecialidades médicas: alergologia, cardiologia, cirurgia geral, cirurgia ginecológica, cirurgia pediátrica, cirurgia plástica, cirurgia vascular, dermatologia, endocrinologia, gastroenteorologia, obstetrícia (alto risco), mastologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, pneumologia, reumatologia e urologia.Serviço de apoio diagnóstico: audiometria/impedanciometria, cardiotocografia, ecocardiografia, eletrocardiograma, espirometria, endoscopia, mamografia, nasofibroscopia, holter/MAPA, radiologia simples, tomografia, teste ergométrico, ultra-sonografia, estudo urodinâmico e exames de oftalmologia (tonometria, teste ortóptico, campimetria, mapeamento de retina, retinografia colorida, angiografia, ecobiometria, fotocoagulação e paquimetria). Outros serviços: nutrição, serviço social, psicologia, enfermagem e cirurgia ambulatorialConsultórios: 19 médicos e três não médicosSalas: 2 curativo, 2 medicação, 2 repouso/observação (mas e fem), 2 salas cirúrgicas, 1 RPA, 1 almoxarifado, 1 arquivo.
FONTE: IMPRENSA LIVRE

3 comentários:

Anônimo disse...

É Serra pra presidente,kkkk!!!

Anônimo disse...

Mara

Fiquei sabendo que a confusao esta partindo dos postos de saude, me contaram que as consultas marcadas la quando a pessoa chega no AME nao existe medico aquele dia, é outro dia, ou entao o medico esta mas aquela pessoa nao esta agendada la, ta um desencontro entre o AME E OS POSTOS DE SAUDE, mas logo logo tudo entra nos eixos, temos que ter paciencia, fazer o que nao é mesmo?

Anônimo disse...

COMPRA COMPUTADOR PREFEITO!!!