Simon vai pedir na tribuna que Sarney se licencie do cargo
Simon antecipou à Agência Estado que defenderá, no discurso de hoje, que a "solução ideal" é que todos senadores integrantes da Mesa Diretora da Casa se afastem dos cargos. O senador gaúcho avalia que Sarney será sensível ao seu apelo, porque "tem inteligência política e experiência suficientes para saber que, quando as coisas começam assim, não param mais."
Na opinião de senadores, a denúncia é grave. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que a situação de Sarney com a nova denúncia caminha para a "inviabilidade". O senador voltou a cobrar respostas imediatas e drásticas por parte de Sarney. "Não sei se é licença ou renúncia. Mas ele está indo mal e precisa responder com urgência. O que se desenha é uma crise institucional. Creio que seja a maior que já vi depois da ditadura militar. É uma crise maior que a do mensalão, porque envolve agora um poder mais fraco do que o Executivo", ressaltou.
Na opinião de Virgílio, a ligação de um neto de Sarney com empréstimos consignados é mais grave do que a participação do ex-diretor João Carlos Zoghbi no esquema - a Polícia Federal já investiga a atuação do servidor por meio de uma empresa em nome de uma ex-babá. "É mais agravante, no caso do Sarney, porque envolve um componente familiar, no caso, o neto", disse.
O PSOL estuda entrar com uma representação contra Sarney ainda nesta quinta. A presidente do partido, Heloisa Helena, se reuniu pela manhã com o senador José Nery (PSOL-PA) e a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) para analisar o tipo de representação que será formulada - se será um pedido de cassação de mandato ou para a saída dele do cargo.
"É uma situação muito difícil porque há conflito de interesses", disse a senadora Marina Silva (PT-AC). Sarney ainda não foi ao gabinete nesta manhã, mas a assessoria informa que ele irá ao Senado sem dar previsão de horário. A Casa está esvaziada devido às festas juninas do Nordeste.
4 comentários:
E vovô não viu a uva. De novo!
quinta-feira, 25 de junho de 2009 | 5:35
Por Rodrigo Rangel e Rosa Costa, no Estadão:
O economista José Adriano Cordeiro Sarney, 29 anos, disse ao Estado que o avô, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sabia que ele tinha uma empresa especializada em intermediar empréstimos consignados em Brasília. Ele nega, porém, que o avô tivesse conhecimento de sua atuação no Senado.
Indagado sobre o endereço da Sarcris, que não foi localizada pela reportagem, José Adriano titubeou e, depois, admitiu que hoje a empresa existe apenas no papel. Ele não quis informar o faturamento da Sarcris. Limitou-se a dizer que, por ano, a empresa fatura “menos de R$ 5 milhões”. Ao atender à reportagem, no fim da tarde de ontem, ele estava passeando em Barreirinhas, nos Lençóis Maranhense.
CREDOOOOOO A EMPRESA QUE SÓ EXISTIA NO PAPEL SÓ FATURAVA MENOS DE 5 MILHÕES POR ANO??? QUE MISERIA HEIM SAFARNEY NETO!!!
Que seu sonho se torne realidade, das 11:51
Isto naum é um sonho é uma visão do paraiso......
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