domingo, 20 de setembro de 2009

APENAS UMA REFLEXÃO

Quando os prefeitos se elegeram na última eleição, já tinham conhecimento da existência da súmula vinculante de numero 13 do Supremo Tribunal Federal que proíbe a contratação de parentes de agentes políticos em cargos de confiança. Cargos de confiança são aqueles que não precisam de concurso e a nomeação é apenas decisão política. Nomeiam e demitem livremente.
No caso concreto de Caraguá nós vimos nesta semana o Sr. Prefeito Municipal Antônio Carlos da Silva dizendo em matéria publicada no Jornal Imprensa Livre, assinada pela Jornalista Mara Cirino, dando conta de que o prefeito lastimava ter que demitir mais ou menos 30 pessoas consideradas em situação de nepotismo, nos quadros da prefeitura, isso, fora a câmara e outros órgãos públicos locais.
A maioria dessas pessoas são parentes de ocupantes de cargos de primeiro escalão, ou seja, secretário e assessores diretos.
Certa vez nós dissemos que a assessoria deve buscar sempre preservar a imagem do assessorado, evitar problemas e principalmente conflitos com órgãos de imprensa e justiça. Mas aqui parece que esses assuntos não foram levados a sério e colocaram parentes à vontade em cargos de confiança e agora vão causar mais um desgaste desnecessário ao prefeito que já tem problemas de monte.
A dispensa de 30 pessoas vai causar alterações que podem prejudicar os projetos administrativos do prefeito.
Diz o Sr. Antônio Carlos que assinou um termo de ajustamento de conduta com o promotor mas é contra isso porque as pessoas que nomeou são competentes. Será que não havia pessoas competentes fora das famílias dos principais assessores do prefeito, que pudessem fazer funcionar a máquina tão bem bem quanto os parentes ?
Nosso comentário quer apenas esclarecer que poder público não é a mesma coisa que uma empresa particular em que o dono faz o que bem quer com a sua gestão. A gestão pública exige respeito a uma quantidade enorme de leis e regras que limitam prefeito, governador e até o presidente da república , a praticarem os atos públicos sempre dentro do critério da legalidade.
Comum é também vereadores ou deputados e senadores fazerem bobagens e depois sairem por ai se desculpando, ou culpando a imprensa pelos problemas que lhes são criados.
A cada dia fica mais claro que a gestão pública se transforma em ciência e exige que seus gestores sejam preparados, não politicamente mas tecnicamente para observar limites, estabelecer objetivos e metas ao invés de aplicarem o "achismo" que é uma prática perigosa.
Qualquer prefeito que se eleja no Brasil, terá que formar secretariados sem que sejam eles necessariamente os seus agentes políticos. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

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