Em Honduras o então presidente Manoel Zelaya eleito por uma coalizão de centro-direita, propôs a realização de um plebiscito que consultasse o povo sobre a possibilidade de reeleição do presidente, até então vetada pela constituição.
O simples fato de propor o plebiscito foi suficiente para que a oposição, diga-se a direita, protegida pelo poder militar, promovesse um golpe de estado retirando o presidente de casa à noite, de pijama e enviado para a Costa Rica exilando-o compulsoriamente ao arrepio da legalidade.
Ele vinha tentando voltar ao país mas foi sempre impedido com violência.
Os movimentos populares que o apoiavam foram também reprimidos com violência pelos militares.
Ontem Zelaya conseguiu entrar de volta ao pais sem ser notado, e foi acolhido na embaixada do Brasil, que é considerado território brasileiro dentro do espaço hondurenho. Lá é a embaixada brasileira, portanto, um território do Brasil.
O prédio sofreu corte de fornecimento de água e luz, mas a água já foi restabelecida e a luz é mantida por um gerador.
Lula que se encontra em Nova York, diz que espera que seja respeitado o território da embaixada.
É uma situação delicada que pode gerar conflito entre paises regionais.
Lula ouvido hoje pela imprensa disse uma frase significativa: "Não pode haver mais lugar no mundo, para golpes de estado".
Isso significa que deve prevalecer a vontade do povo até porque militar não é político e sua função é manter a ordem e não criar desordem.
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