segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

CADÊ OS REMÉDIOS ?

13h00min - 08/12/2008
Farmácia municipal de Taubaté amanheceu de portas fechadas por falta de medicamentos
A semana começou com a farmácia da rede municipal de Taubaté fechada por falta de medicamentos. A prefeitura rompeu com a Home Care, empresa que fornecia os remédios, porque eles não estavam conseguindo cumprir o contrato. Pela manhã os moradores que foram até a farmácia municipal encontraram as portas fechadas. “Cheguei às 4h30 e só às 8h30 é que eles me avisaram que não ia ter remédio pra gente!”, afirma um dos pacientes. Desde o dia 30 de outubro a população sofre com a falta de medicamentos em Taubaté. A empresa responsável pelo gerenciamento dos produtos interrompeu o fornecimento de remédios importantes como as insulinas especiais. Os funcionários da firma também deixaram de receber os salários. Por conta disso, o contrato estabelecido há cinco anos foi rescindido. A empresa foi um dos principais alvos da Polícia Civil de São Paulo numa operação que investiga casos de corrupção envolvendo licitações e distribuição de medicamentos com qualidade supostamente duvidosa. “As contas da empresa foram bloqueadas e com isso, não pôde pagar os funcionários e os fornecedores. Alguns produtos começaram a faltar e, obviamente, que não podemos comprar um serviço que não será cumprido”, explica Pedro Henrique Silveiras, diretor de Saúde. Dos 98 funcionários demitidos pela empresa, 60% trabalhavam diretamente nas unidades de saúde da cidade. Na tentativa de minimizar o problema, a prefeitura deve abrir, ainda hoje, dois pregões eletrônicos. Um para a compra de medicamentos, no valor de R$ 1,6 milhão e outro para contratação de uma nova empresa que irá gerenciar a distribuição de remédios no município. Enquanto a solução não chega, alguns moradores, como a aposentada Alair Santos, vão ter que desembolsar dinheiro para não ter a saúde prejudicada. “Remédio da pressão eu estou comprando sem poder”, lamenta a aposentada. Segundo a prefeitura, em aproximadamente uma semana, a distribuição de medicamentos deve voltar ao normal. A Home Care foi procurada, mas não quis gravar entrevista. Por telefone, o advogado da empresa informou que só vão se manifestar quando forem notificados oficialmente do rompimento do contrato.
FONTE: Vnews

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