quinta-feira, 22 de junho de 2017

O SUPREMO FEZ UM GOL DE PLACA

Hoje 22 de junho de 2017, o supremo tribunal federal do Brasil julgou importante questionamento sobre denunciação premiada. Estava em jogo a sobrevivência da operação “lava jato” a mais importante operação e combate à corrupção no Brasil e quem sabe no mundo. São três anos de trabalho conjunto entre a justiça federal e a polícia federal, que já levou à cadeia vários políticos importantes como deputados e senadores e empresários de grande porte que nunca se imaginariam ao alcance dos presídios. Uma ação proposta por um investigado questionava os métodos de ação das autoridades diante da lei de delação que prevê o acordo entre ministério público e réu no sentido de reduzir as penas ou oferecer-se a isenção e pena se o réu colabora com a justiça. No caso os donos da Friboi eram os personagens. A maioria dos ministros do supremo votou pela continuidade da metodologia como está e assim a operação lava-jato segue incólume no seu trajeto de “pega-ladrão”.

Parece que o supremo está sensível à expectativa do povo brasileiro que deseja firmeza da justiça nos casos de corrupção que contaminaram completamente o poder político e parte do legislativo brasileiros. Ainda bem.

ESTOU VIVO

Ouvi de um amigo a sua história de alguém que um dia pensou em dar fim à própria vida, em ato de desespero absoluto. Um cara de boa aparência, vida econômica bem resolvida, mas que deixou de gostar da vida. Ai eu escrevi essa modesta poesia para mostrar que a vida vale a pena pelos seus pequenos detalhes e não por uma questão e sucesso, poder ou riqueza. A vida é simples porque é bela.

ESTOU VIVO

MAIS SÓ DO QUE UM PAU DE SEBO
ANDAVA TONTA MINH'ALMA
CONFUSA E CHEIA DE DORES
A TIRAR DE MIM A CALMA

SUBI LADEIRAS E ESCADAS
DESCI CALÇADAS DESERTAS
ANDEI POR SOBRE O VAZIO
VIVI MEMÓRIAS INCERTAS

A CONFUSÃO NA CABEÇA
NÃO TINHA EXPLICAÇÃO
SE DESEJAVA A MORTE
DOIA O MEU CORAÇÃO

QUANDO ABRACEI O MEU CÃO
SENTI QUE NO MUNDA HAVIA
UM SER QUE TANTO ME AMAVA
E QUE SEM MIM SOFRERIA. (ESTOU VIVO)


João Lúcio Teixeira 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DEU PANE NA CUCA DOS ANALISTAS

Aquele povo que vivia fazendo análise da situação política no Brasil, inclusive eu, está completamente endoidecido com a velocidade com que os fatos caem em desuso. Hoje o que se escreve já não vale mais amanhã. Verdades viram mentiras com a maior rapidez.
Toda a cautela do mundo, não é suficiente.

sábado, 17 de junho de 2017

FOGO NA LONA DO CIRCO

O Joesley disse que Temer, o presidente do Brasil após o golpe da inexplicada pedalada, é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil.
O PSDB começa a rediscutir o apoio ao governo. Parece que Deus é brasileiro e está atento.
O presidente pode cair se o Gilmar Mendes não resolver protegê-lo com apoio de alguns outros ministros da justiça brasileira também fragilizada.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CURSO DE PSICANÁLISE

Psicanálise é um movimento efervescente nos tempos atuais, já que visa a cuidar da saúde mental das pessoas, quando a medicina e a psicologia não conseguem alcançar a profundidade do desconforto emocional. Freud, o criador do movimento foi um dos mais importantes estudiosos da mente humana nos primeiros anos do século XX, por volta de 1900, quando descobriu que alguns dontes mentais
não podiam ser tratados com medicamentos mas com escuta e ajuda técnica do método que depois de descobrir os segredos da mente com seus diversos compartimentos que nominou de  consciente, pré-consciente e inconsciente, ele descobriu que alguns pacientes queriam ser ouvidos e somente pelo fato de serem ouvidos eles apresentavam melhoras significativas como se desabafassem o seu incômodo. São José dos campos conta com um curso de psicanálise ministrado pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Contemporânea, que funciona nas dependências da ETEP, que apenas cede o espaço físico, e está caminhando para formar a sua primeira turma. Há uma turma em fase inicial em Jales, outra em Guaratinguetá e em breve haverá uma turma em São Sebastião. Para cursar psicanálise é necessário que o pretendente tenha pelo menos uma formação superior não importando a área, frequente as aulas regularmente, se submeta à uma especie de terapia didata, e faça um estágio de pelo menos 50 horas de atendimento a pacientes sem remuneração.
Contato do curso: 12-996102618 e 12-988118841.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

AQUI NÃO TRÊS PODERES, ESTÃO JUNTOS E MISTURUADOS

Dizem as autoridades que no Brasil as instituições estão funcionando bem e que por isso o país não corre riscos de conflito de atribuições. Isso não é verdade. A prova é que quando o governo era do PT a presidente não podia nomear ministros livremente, foi o caso do Lula, mas o atual presidente pode, e fez uso abusivo dessa prerrogativa, com Moreira Franco, que mesmo não sendo ministro tem foro privilegiado para se livrar da Lavajato. Derrubaram a presidente Dilma, não vou defender se certo ou errado, porque ela teria praticado a tal pedalada fiscal que foi considerada crime pelos deputados capitaneados pelo atual presidiário Cunha que era o presidente da câmara federal, e agora o Temer é acusado de coisas muito mais graves e não está recebendo o mesmo tratamento da Dilma. 
A câmara faz o jogo do presidente em razão das trocas de interesses, o senado é a mesma história e nem quer deixar de pagar salários e vantagens ao Aécio que foi afastado pela justiça está com a irmã presa e segue recebendo todas as vantagens do cargo de senador e segue com o nome no painel de votação como se nada houvesse. Vê-se que a ordem do Supremo Tribunal está sendo ignorada a mostrar que um poder não respeita o outro. Quem não trabalha não pode receber salários porque o salário é a contrapartida da prestação de serviço, e se não há serviço não há salário.
Assim, vê-se que não há três poderes no Brasil, mas um só junto e misturado e todo mundo fazendo de conta quer é sério e que cumpre com o seu dever.
O último exemplo de subserviência o dinheiro sujo é o Gilmar Mendes que aparece em matéria de hoje na Folha de São Paulo como beneficiário do grupo JBS que financia o seu instituto de direito com altas verbas e por isso julga do jeito que quer, mesmo contra a lei.
No Brasil as instituições não são independentes e harmônicas como diz a constituição, mas subservientes e interessadas em vantagens que possam advir dos cofres públicos que o presidente administra.

DEU NA FOLHA - GILMAR VAI SE COMPLICANDO

O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao ser questionado pela Folha sobre o assunto, o instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa.
O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo.
NOTA NOSSA: Fica a impressão de que a república é um grande banco de negócios em que as questões republicanas ficam em segundo plano.

domingo, 11 de junho de 2017

É MAIS FÁCIL DERROTAR UM FRACO

Hoje, em pleno dia de domingo o governo de São Paulo e a prefeitura da capital realizaram uma operação de retirada dos dependentes químicos que estavam ocupando parte da Praça Princesa Isabel depois que foram banidos da “cracolândia” onde permaneceram por vários anos usando drogas diariamente. Disse o prefeito Dória que a “cracolândia” tinha acabado, mas ficou provado que ela apenas mudou de lugar. Em princípio as autoridades paulistas escolheram o caminho mais complicado de lidar com o problema porque os viciados que viviam naquele local, são extremamente vulneráveis, estão enfraquecidos tanto psicologicamente, como fisicamente, como socialmente. São pessoas que não têm nada a perder, enquanto que os traficantes que os abastecem têm a perder.
Parece que o mais correto seria impedir que a droga chegasse até eles que naturalmente seriam desestimulados a permanecerem em um local onde os seus desejos não fossem satisfeitos. Atacar a quem não tenha como se defender é no mínimo ato de covardia social.
O governador é o chefe da polícia civil e da polícia militar, mas a civil que poderia estar localizando através processo de inteligência os traficantes e suas rotas, nem aparece no processo de repressão à cracolândia. Porque será?

Fica claro que tudo o que incomoda aos ricos deve ser combatido a qualquer custo e a corda sempre arrebenta nos mais fracos. Vide a reforma da previdência e a reforma trabalhista que também atingem aos mais fracos. É mais fácil derrotar um fraco.

A CADERNETA VIRTUAL

A CADERNETA VIRTUAL
Por volta de 1970, o Brasil vivia sob as regras naturais da honestidade que imperava como regra geral de convivência entre as pessoas ditas civilizadas. Os armazéns como o do turco Aziz, anotavam as vendas em uma “caderneta” que o freguês levava pra casa, para que no final do mês a conta fosse paga, e o freguês pontual fazia jus a uma lata de goiabada ou marmelada como reconhecimento da sua pontualidade. As pessoas pagavam por uma questão de honra e do medo de que a vizinhança ficasse sabendo de possível impontualidade, o que era considerado imoral. As lojas que vendiam em prestações, como a Ducal, Mesbla e outras tinham um cadastro de fregueses que eram considerados bons pagadores, e quando surgia um novo freguês, ele precisava ser apresentado e avalizado por um cliente pontual habitual. Sem apresentação e garantia do avalista não havia compra, e se o novo freguês não pagasse o avalista horava a garantia, sem necessidade de intervenção da justiça, SPC ou SERASA. Ter o nome limpo era questão de honra e as pessoas levavam isso a sério como se o nome fosse o seu maior patrimônio.
Casamento, só com pessoas referenciadas, de família respeitada e com o comprometimento de toda a família no relacionamento que se não tivesse apoio e aceitação das famílias não havia casamento.
O trabalhador procurava emprego para garantir a sobrevivência, e quem não tinha trabalho certo era tido por malandro ou vagabundo diante da sociedade que o estigmatizava. A carteira de trabalho andava no bolso para provar ocupação lícita ou a polícia poderia conduzir o indivíduo abordado a uma delegacia de polícia para fins de averiguação.
Nas grandes cidades, o principal meio de transporte era o bonde, uma espécie de veículo aberto nas laterais com passageiros subindo e descendo sem controle, sem roletas e com um cobrador que circulava pelas laterais recebendo e dando troco a quem voluntariamente lhe dava o dinheiro. O cobrador dobrava as notas ao comprido e as colocava entre os dedos exibindo aquela fartura sem qualquer preocupação. Quem quisesse viajar sem pagar conseguia, mas isso não era comum porque era “feio” ser esperto. O cobrador prestava contas corretamente ao seu patrão, sem controles, sem câmeras de vigilância e sem roletas.
Se tudo isso era certo ou errado, não é o que se vai discutir aqui, mas o fato é que a nossa sociedade deteriorou-se de tal forma que o que se chama de evolução tecnológica quer nos mostrar que vigiar os outros é fundamental alimentando a ideia de que somos todos desonestos até que se prove o contrário, exatamente o inverso dos tempos passados onde a premissa era a de que todos eram honestos até prova em contrário.
Qual o maior problema que isso nos gerou?
O custo de vida, que é o preço que se tem que pagar para viver. Viver ficou tão caro que não há salário que seja suficiente para se bancar a tal vida moderna. Os patrões precisam controlar seus empregados, o patrimônio precisa ser assegurado, os bancos oferecem o talão de cheques sem qualquer preocupação com o calote porque os bons pagam pelos maus pagadores, e assim foi tudo ficando caro e as pessoas não conseguem mais confiar umas nas outras. A última novidade é a liberação do Fundo de Garantia das contas inativas que o governo resolveu autorizar em favor de trabalhadores que haviam sido demitidos ou que se demitiram e não puderam resgatar essas verbas à época da rescisão contratual. Os valores nem são tão altos, mas a corrida é grande e as pessoas ao serem entrevistadas pela imprensa nas filas do resgate, dizem que vão usar o dinheiro para pagar dívidas. Isso significa que grande parte das pessoas estão endividadas ao invés de terem alguma poupança como ocorria naquela época dos anos 70.
Ai vem o governo dizer que está fazendo essas liberações para incentivar o consumismo considerado necessário para o desenvolvimento econômico do país. A regra seria produzir-se no país somente o que o consumidor pode comprar e não incentivar o endividamento que acabará construindo um falso poder de compra e um mercado mentiroso que gera excesso de consumo e incapacidade de pagamento. A TV induz o endividamento e o governo prega a necessidade de se comprar mais.
A pergunta é sempre oportuna: Será que evoluímos ou será que apenas crescemos em volume de negócios e coisas?
A caderneta de anotações das compras seria muito bem vinda de volta se acompanhada de uma onda de honestidade e a utilização da tecnologia deveria servir somente para dar à caderneta um ar de modernidade virtual. A moral social, a caderneta virtual, e nós convivendo em harmonia sem espertos nem inocentes controlando e pagando pontualmente as contas pelo celular.
João Lúcio Teixeira



segunda-feira, 5 de junho de 2017

É RATO ROENDO RATO

Um velho amigo meu, Dr. Altino Bondesan, advogado conhecido em São José dos Campos, pelas suas frases de efeito em petições judiciais, escreveu certa vez em uma de suas verbalizações extravagantes, comparando o comportamento de um cidadão que tentava se esquivar da justiça, a seguinte frase: "O rato tanto se escondeu entre os sacos do armazém, que acabou deixando de fora o rabo".
Os políticos brasileiros confiavam tanto na impunidade que se descuidaram do rabo de palha que ficou visível aos investigadores nessa operação "lava jato" da polícia federal, que vem a cada dia descobrindo mais "rabos de palha" entre os sacos, e mais ratos são levados à ratoeira da justiça.
O atual presidente da república é um exemplo típico de alguém que escolheu como homem de sua confiança para receber propinas o deputado do Rodrigo Rocha Loures do PMDB do Paraná, que foi flagrado correndo na rua com uma mala cheia de dinheiro, quinhentos mil, se acha preso como corrupto, e que por conta de sua mulher que vai dar a luz nesses dias, e de uma família que vem pressionando para que ele faça a delação premiada, virou o maior problema da mafia que está no comando do poder político no Brasil atualmente.
Se esse cidadão resolve denunciar, muita gente importante poderá acabar presa e o presidente Temer que foi quem o escolheu para homem de confiança poderá ficar exposto a um enorme desconforto de ter que sair do Palácio e, depois de velho, ainda ir morar em apartamento de três por seis, e ainda ter que dividi-lo com mais corruptos. Seria o pagamento a que faz jus depois de ter contribuído para a queda dos que nele confiaram e cederam-lhe o cargo de vice presidente achando que seria ele tão confiável como foi o falecido José Alencar que foi vice do Lula e nunca traiu a confiança que lhe fora depositada.
Temer bancou o canalha com os que nele confiaram e agora poderá receber o pagamento com a mesma moeda, e ser traído exatamente como se sentiu a Dilma naquela momento em que o Temer na condição de vice, ávido de poder fazia, conluio com o Cunha e a derrubavam, através de artifício deplorável,  aquela que um dia nele confiou.
A Dilma quando nomeou Lula para ministro sofreu um ataque insano de todas as partes para que revisse a nomeação que visava proteger o Lula das investigações, e o judiciário fez questão de anular a nomeação classificada por indigna, e o Temer já fez pior com vários de seus apaniguados, incluindo o fato ocorrido na semana passada em que o Moreira Franco teve a proteção mais descarada do que a do Lula quando o presidente em ato deslavado atribuiu por decreto status de ministro ao cargo de secretário ocupado por Moreira franco, com a intenção explicita de protegê-lo da "lava jato". Não é o único caso. Cadê o Gilmar Mendes para anular agora?
Agora o presidente está com o sono prejudicado porque o tal do Loures está chorando na cadeia arrependido do que fez, e prestes a fazer denunciação premiada. Já pensaram nisso?
Pois é, se o ambiente é formado por traidores, ninguém estará livre de ser a próxima vitima.  Bom para o povo brasileiro que não se livra da bandidagem política de um jeito talvez consiga se livrar com as traições de uns e outros.
João Lúcio Teixeira

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A DISPUTA DE PODER E SEUS MISTÉRIOS

Para entender o mecanismo do poder é necessário fazer um exercício cansativo, mas interessante sobre as razões que levam pessoas a desejar ocupar cargos públicos. Ainda que alguns neguem, o fato é  que são duas as forças que se debatem na politica brasileira. De um lao alguns partidos que pensam em redução da pobreza, geração de postos de trabalho com carteira assinada, melhorias salariais, que são os partidos denominados de "vermelhos", "comunistas" e  outras qualificações. Do outro lado os partidos que se preocupam com a economia, os lucros empresariais, a queda da inflação, a cotação do dólar, o combate aos movimentos sociais, o fim da cracolândia, e assim vai um colar de preocupações com as riquezas dos que têm e que não querem dividir, e com desconforto que a pobreza pode lhes causar.
A burguesia sempre deteve o poder até que em 2000 a esquerda conseguiu ocupar a presidência do Brasil e o presidente Lula acabou por ser reeleito, saiu com mais de 80% de aprovação popular. elegeu e reelegeu a sua substituta a Dilma, até que ela foi derrubada por acusação de ter praticado uma tal "pedalada fiscal", mesmo sem grandes comprovações sobre a veracidade dessas acusações. O fato é que ficou fraca e caiu principalmente por conta da corrupção na Petrobras.
Assumiu o Temer que era seu vice presidente, oriundo da elite paulistana que surgiu com o discurso conservador de cunho eminentemente capitalista no sentido de recuperar a economia brasileira, e fazer com que as empresas cresçam e gerem empregos, como se o favorecimento do capital fosse a solução dos problemas sociais.
Enquanto os governantes da outra face da política falavam em empregos com carteira assinada, luz para todos, cota social nas universidades e combate à fome, o contraste se mostra agora com a preocupação de proteger o empresariado, que não deixou de crescer nos governos do Partido do Trabalhadores.
Se não tivesse havido tanta roubalheira nos governo Lula e Dilma eu poderia jurar que aquelas bandeiras eram infinitamente mais convincentes do as que são hasteadas atualmente.
O Temer está agora sendo investigado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal, primeiro caso na história do Brasil de um presidente ser réu na justiça, tudo por conta de um encontro noturno e silencioso com um corruptor confesso que delatou o esquema, afirmando que mandou uma mala de dinheiro para pagamento de propina em troca de favorecimentos do governo Temer. Falou o delator que parte do dinheiro era para o presidente.
Fica evidente que as forças em disputa são o capital e o trabalho, ambos tendo que roubar muito para se manter no poder. Quem deseja voltar é o pessoal do PSDB, força que governou por oito anos até perder para o Lula, que tem o seu presidente sendo investigado por corrupção e com a irmã e um parente presos por participarem do esquema de corrupção envolvendo empresa e empresário.
A idade da nossa democracia é de adolescente que daqui a pouco vai criar juízo e espantar essa bandidagem o poder. Aí, o Brasil vira potência.


terça-feira, 25 de abril de 2017

A ESQUERDA TERÁ QUE ESTAR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

A ESQUERDA TERÁ QUE ESTAR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
O fato é que o Brasil atravessa um momento de extrema delicadeza em sua trajetória política e social. O governo sempre esteve nas mãos dos ricos ou dos que se achavam ricos, numa espécie de seleção arbitrária sobre quem pode e deve governar uma nação que é considerada como uma grande fazenda de alguns fazendeiros. Os que não são parte da família “real” não terão acesso ao poder porque governar é coisa de rico ou de burguês.  Democracia é o rico mandar no pobre e se houver inversão já virou ditadura. O governo burguês se orienta pelos resultados da economia e nada mais interessa, mesmo que as riquezas produzidas pela economia pujante, fiquem nas mãos de meia dúzia de famílias deixando as demais, que são milhares, a implorar por alguma oportunidade de vida digna. Os burgueses que se beneficiam do poder conseguem resolver os problemas de seus filhos e netos nas escolas particulares, nos convênios médicos e na segurança privada.
Os plebeus brasileiros conseguiram furar o cerco e elegeram um presidente que não era burguês e que conseguiu estabelecer novas correlações entre povo e governo, mas foi só um cochilo e tudo foi para o brejo, porque a burguesia assim que notou os primeiros sinais de fraqueza do sistema popular que governava, direcionou todos os canhões rumo à destruição do que tanto lhe incomodava. Não contavam então, com a possibilidade de a plebe ter conseguido se fortalecer enquanto governo e ter reservado forças para se manter na luta pelo mesmo poder que lhes foi retirado de forma abrupta.
O judiciário está a serviço da burguesia já que tem dado prioridade aos processos que evolvem os ex-presidentes com clara intenção de enfraquecer as forças populares. Tudo orquestrado de forma a ignorar a vontade do povo que pode pretender participar do processo de reconstrução da nação, mas não foi consultado no impeachment e nem será consultado se houver outra eleição para presidente de imediato porque quem comandou o impeachment foram os deputados e que irá eleger o novo presidente caso seja necessário serão os deputados e senadores.
Querem condenar e prender o Lula rapidamente porque ele tem forças para tentar se eleger de novo e isso seria o caos segundo as convicções da burguesia economicamente ativa.
O Juiz que controla os processos mais importantes errou clamorosamente ao admitir mais de 80 testemunhas arroladas pelo Lula e errou quando quis dar o troco determinando o comparecimento do Lula a todas as audiências, coisa que alei processual não prevê e ninguém pode ser obrigado a fazer algo que a lei não determina. Agora vai rever a decisão equivocada ao ver que a ida do Lula ao fórum poderá se transformar em um acontecimento político de enormes proporções e ocupar as capas de todos os maiores jornais do mundo.
A polícia federal já declarou que não tem condições de garantir a segurança em Curitiba caso o Lula seja convocado e pediu adiamento das audiências.
Parece que na força não vai dar certo e o final poderá ser uma grande negociação onde todas as forças políticas, inclusive as de esquerda estejam na mesa de negociação.
Aguardemos.

João Lúcio Teixeira

segunda-feira, 17 de abril de 2017

RELIGIÃO NA POLÍTICA É PROBLEMA

RELIGIÃO NA POLÍTICA É PROBLEMA
A discussão sobre a religiosidade teve o seu começo por volta do ano 800 antes de Cristo, com as civilizações Grega, Chinesa e Indiana, ocasião em que os pensadores Gregos passaram a questionar a irracionalidade da dependência religiosa, e passaram a buscar explicações racionais para os fatos da vida. Os homens começaram a questionar a submissão a Deus para solucionar problemas cotidianos, e passaram a pesquisar a formação do universo e suas influências na vida das pessoas. Eram os primeiros passos do pensamento filosófico que brotava na mente humana e fazia com que a razão passasse a substituir a alma como único elemento etéreo da pessoa viva. O que era chamado de espirito ou alma, passava a ser conhecido como mente, tema que bem mais tarde foi pesquisado por Freud, o pai da psicanálise, que qualificou a mente como o elemento fundamental da elaboração dos pensamentos e memórias. Chegou-se à conclusão de que o homem material nasce sem qualquer registro de memória e vai aos poucos colecionando conteúdo nas suas vivências, para compor o que se chama de caráter ou conjunto de caracteres que lhe dão a identidade social. Segundo Freud o homem nasce como uma folha de papel em branco e vai adquirindo conhecimentos ao longo da vida. Por isso existe a afirmação de que o homem é produto do meio em que vive. A criança que recebe uma educação equilibrada de pais equilibrados e de comportamento social bem aceito, têm maior probabilidade de serem adultos bem resolvidos e bem recebidos em quaisquer meios sociais.
A religiosidade teria nesse contexto a finalidade de servir como ferramenta ou instrumento de aplicação prática do respeito e da moral social, sem, contudo ser elemento fundamental na construção do caráter que dependerá de muitos outros fatores.
O cristianismo teve enorme participação na construção das sociedades primitivas e serviu de instrumento de controle social quando tudo era muito rudimentar em matéria de sociedade civil, e as pessoas acabavam pautando o seu comportamento no material religioso. Que Jesus existiu e foi historicamente um dos mais importantes homens do mundo, não há dúvida, e os ensinamentos religiosos seguem sendo muito importantes para as estruturações comportamentais.
Esse ponto também passa agora a ser criticado, na questão política onde inúmeros religiosos estão sendo pilhados pela justiça por envolvimento em atos de corrupção, a mostrar que a religiosidade não está isenta de críticas. Deputados e outros ocupantes de cargos eletivos podem ter usado a crença de seus fiéis para atingir o poder e dele se beneficiarem.
O que era mais sagrado está sendo questionado, e o povo vai acabar se afastando das religiões do mesmo jeito que já está se distanciando da política, se religiosos desonestos continuarem a usar a fé para galgarem poder político e agirem de má fé como tem ocorrido.
Há quem diga que os religiosos corruptos não irão prejudicar a fé do povo, mas há quem diga que se não dá para separar o joio do trigo, terá que prevalecer a ideia de que o bom religioso deve permanecer no templo e não nos palácios.

João Lúcio Teixeira 

quarta-feira, 29 de março de 2017

TOMA LÁ DÁ CÁ

Agora é lei, e todas as atividades profissionais podem ser objeto de terceirização, salvo raríssimas exceções. A realidade é que quase tudo é permitido em matéria de contratação de trabalhadores. O foco dessa lei é regulamentar a situação que já vem sendo verificada há mais de duas décadas, com empresas de determinado ramo de atividade e cujos pisos salariais estabelecidos por acordos e convenções trabalhistas, são considerados muito altos. Um caso exemplar é o da General Motors em São José dos Campos, cujo sindicato dos metalúrgicos é considerado bastante forte e vem conseguindo subir o piso salarial a cada negociação anual. Se o piso dessa empresa estiver na faixa de 2.500 reais, mera estimativa para fins de raciocínio, ela poderá agora contratar trabalhadores por meio de empresas que não estejam enquadradas na mesma categoria sindical e pagar salários menores e bem diferentes do piso da sua categoria. O resultado dessa nova realidade é a possibilidade dessas empresas demitirem os funcionários efetivos e realizar grande parte de suas atividades através de mão de obra terceirizada.
Os movimentos sindicais estão se manifestando contrários à referida lei, porque, certamente, haverá um enfraquecimento da política sindical que antes detinha o monopólio da representação dos trabalhadores de determinada categoria e isso sempre fortalece os movimentos. Com a nova regra, a empresa disporá de um poder maior de barganha diante da possibilidade de usar terceiras empresas ao invés de empregados seus.
Os movimentos sindicais, no Brasil surgiram por volta de 1903 com as ligas camponesas, logo reconhecidas como sindicatos rurais, para em 1907 surgirem outros movimentos de caráter urbano. O resultado da pressão dessas organizações culminou em 1943 com a normatização da relação patrão-empregado através da Consolidação das Leis Trabalhistas, sancionada por Getúlio Vargas, presidente do Brasil à época, lei que vigora até hoje com inúmeras modificações.
De lá até os dias de hoje o movimento sindical alastrou-se tendo conseguido a façanha de eleger um presidente da república oriundo das massas trabalhadoras.
Altamente politizado, o movimento tem sofrido alguns revezes, como ocorreu também na Polônia com um presidente operário o Lech Walesa, cuja permanência no poder durou pouco, mas serviu de escola para o Brasil chegar ao poder.
O fortalecimento dos movimentos operários no Brasil, trouxe certos benefícios elogiados pelo mundo, como redução da miséria, e atendimento de outras demandas oriundas do estado de pobreza em que muitos brasileiros se encontravam. Tudo dava sinal de que seria duradoura a permanência do trabalhador no poder, mas a maldita corrupção, já anunciada no livro “A revolução dos bichos” de autoria do escritor inglês George Orwell, que existe atualmente em filme do mesmo nome “A revolução dos bichos”, acabou por infectar o governo popular brasileiro interrompendo da trajetória do que se dizia “governo socialista”.
Algumas conquistas obtidas nessa época estão sendo revistas, e certamente, haverá perdas como as já anunciadas como a reforma da previdência social, as mudanças das leis trabalhistas, a tal lei da terceirização, e outras alterações que deverão ressaltar a queda de braço entre capital e trabalho. Um governo trabalhista, de viés socialista busca aumentar as conquistas dos trabalhadores, enquanto que o governo capitalista olha para a economia e os lucros dos setores empresariais.
Essa queda de braço pode ser benéfica por não permitir perpetuação e excesso de poder a nenhuma das duas vertentes, mas há que se equilibrar na alternância, de forma que o capital desenvolva os seus desejos básicos com lucros não exorbitantes que mantenham os investimentos, e o trabalhador consiga conquistar melhores condições de vida sem crises e desempregos.
As mudanças que o governo atual, de cunho capitalista deseja implementar, têm a sua justificativa, nos excessos praticados durante os tempos em que o governo socialista deixou acontecer desmandos, corrupção e deterioração de empresas e setores que deveriam dar suporte ao desenvolvimento humano sonhado e desejado.
Como ocorreu no Chile, em que o socialismo que havia perdido o poder voltou a conquista-lo, não seria surpresa se os movimentos de trabalhadores voltassem a eleger governo de sua vocação e voltassem a conquistar novas situações favoráveis aos trabalhadores.
Nos Estados Unidos, neste ano de 2017 está ocorrendo o mesmo fenômeno, com um presidente Republicano, de vocação capitalista ortodoxa, o Trump, que vem tentando desarticular políticas sociais como o sistema de saúde universal denominado de “Obamacare”, instituído pelo presidente Obama que governava com vocação menos capitalista. O fenômeno da disputa de forças entre capital e trabalho é universal e ocorre sistematicamente em todas as regiões do mundo. Quando um está no poder o outro tenta derrubar e depois inverte.
O atual presidente Temer do Brasil, vai tentar aprovar medidas do interesse do capitalismo empresarial que não se mostra menos corrupto do que o sistema de governo que o antecedeu, e é inevitável, com o atual estágio cultural do Brasil, que, por algum tempo, o poder público siga ocupado por políticos contaminados pelos males da história recente, viciados na política suja do toma lá dá cá, até que a nossa democracia cresça e apareça.