quarta-feira, 20 de setembro de 2017

HOMOSSEXUALISMO NÃO É DOENÇA

HOMOSSEXUALISMO NÃO É DOENÇA
O Brasil está debatendo uma questão que vem tomando grande vulto nos últimos tempos, com a homossexualidade no centro das discussões. A mídia tem explorado o tema de maneira ampla, mas não há como pacificar entendimento sobre o que seja a origem cientifica do homossexualismo em suas várias formas ou gêneros.
Freud, o inventor da psicanálise afirmava no início do século passado que todas as ações ou pulsões de vida do ser humano têm origem na libido desde os primeiros momentos de vida, e isso gerou, nas primeiras décadas do século XX, certa indignação da classe médica e da sociedade como um todo que entendia ser absurdo falar-se em sexualidade na infância. Como se vê, é antiga a discussão sobre sexo e mesmo depois de tantos anos, continua a incerteza sobre as causas dos desvios sexuais que passam por inúmeras variações e a cada tempo surge uma nova denominação de um novo gênero. Nascem apenas duas espécies em se tratando do corpo físico, quais sejam, o masculino e o feminino, mas no decorrer da vida alguns indivíduos assumem comportamento diferente do que seria considerado como normal. Um homem deseja ser mulher e uma mulher deseja ser homem, alguns querem ser os dois e assim a sexualidade vai se diversificando.
A ciência médica tratava essas variações como doenças até pouco tempo atrás, e decidiu retirar da lista de doenças classificadas pela Organização Mundial de Saúde, o homossexualismo e isso é fato recente. As religiões, tratavam como pecado a sexualidade praticada fora do âmbito do relacionamento entre sexos opostos.
O fato é que as questões ligadas a sexualidade são, no modo de ver de Freud, questões de profunda importância no mundo pessoal de cada um, e mexem com o psiquismo, mesmo que se trate de sexo tradicional. Uma “brochada” pode render a necessidade de tratamento médico ou psicológico, dependendo da pessoa e da forma que ela ocorra, assim como a ejaculação precoce, a disfunção erétil, a frigidez que podem ser de natureza física ou podem ser somatizações psicológicas que refletem no corpo. Há neste mundo maravilhoso, mas complexo do sexo, inúmeras situações que provocam distúrbios mentais e causam sofrimento psíquico porque o fracasso ou a ideia de fracasso sexual desconforta e desestabiliza o aparelho mental.
O Conselho Nacional de Psicologia, expediu recentemente uma resolução que proíbe os psicólogos de tratarem os homossexuais que desejam tratamento por se sentirem desconfortáveis na sua sexualidade “gay”, o que acontece também com qualquer pessoa não “gay”. Estava certo, a partir de então, que os psicólogos não poderiam atender essas pessoas sob pena de perderem a credencial, mesmo que elas o procurassem pedindo ajuda profissional por se sentirem desconfortáveis com a sua vida sexual.  O psicólogo assim como o psicanalista, não tratam de doenças físicas, não receitam remédios e nem praticam quaisquer atos ligados a corpo físico, portanto, não operam medicina. Eles tratam apenas da mente confusa, doentia ou fragilizada de forma a contribuírem para que as pessoas consigam viver pacificamente com os seus problemas, sejam eles de qualquer natureza. Em muitas ocasiões pessoas procuram  atendimento psicológico ou psicanalítico para resolverem dificuldades mentais de convivência com fracassos sexuais no casamento tradicional e esses profissionais conseguem ajudar os sujeitos a aprender conviver com as dificuldades de forma tranquila e sem o sofrimento que muitas vezes é somatizado e sai da mente para se transformar em paralisia de membros, gagueiras, dores de cabeça, tonturas, ou seja, a mente confusa pode causar problemas como a falta de ereção,  dificuldades para se chegar ao orgasmo, que podem ser sintomas de problemas mentais e não essencialmente físicos.
Partindo desse raciocínio pode se admitir que um homossexual possa estar com problemas de natureza mental por conta de dificuldades na atividade sexual e necessite de ajuda para entender melhor a sua queixa e da mesma forma que um dia resolveu ser “gay” pode estar em dúvida se quer ou não seguir em frente, ou modificar o seu comportamento sexual, ou quem sabe, aceitar sem sofrer a sua homossexualidade e viver feliz com ela. Se todas as pessoas com problemas sexuais podem se socorrer do apoio psicológico porque o homossexual não pode tratar-se com a mesma liberdade das outras pessoas?
Há uma impropriedade no trato dessa questão quando se diz que homossexualismo não é doença, mas o que a psicologia e psicanálise tratam não é a questão física do homossexual que pode usar o seu corpo do jeito que bem entender, e pode até suicidar se desejar, mas o que essas profissões tratam é dos males que a sexualidade mal resolvida pode causar na mente humana e o desconforto natural que afeta alguém que esteja com dificuldades de conseguir uma atuação prazerosa na sua vida sexual seja ele heterossexual ou homossexual.
Um Juiz de Brasília acaba de conceder uma liminar autorizando os psicólogos a desobedecerem a resolução do conselho que proíbe o atendimento dos “gays” e o tema está na justiça para ser dirimido de vez. A liminar não resolve definitivamente o caso, mas permite que enquanto dure o processo na justiça os psicólogos possam atender os que buscarem ajuda em seus consultórios. Ao final a justiça decidirá se a resolução do conselho é legal ou não e se for julgada ilegal perderá a efetividade.
O que deve ser levado em conta nesse caso não é a questão do homossexualismo ser doença ou não ser doença, mas sim a questão ligada às perturbações mentais que uma vida sexual mal resolvida possa provocar na mente humana.

João Lúcio Teixeira – Adepto da psicanálise 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A GENTE SEMPRE SE REINVENTA

Em certa época da minha vida eu trabalhava como técnico industrial em grandes empresas, percebia salário suficiente aos meus anseios e era feliz, com a minha família e bons amigos. Entretanto, a minha mente buscava alguma forma de estabilidade que eliminasse o risco do desemprego que sempre ocorria nas crises negativas e positivas da economia brasileira. Cursei a faculdade de economia na esperança de que com os conhecimentos do curso eu me tornasse menos vulnerável na grande empresa em que eu trabalhava. Realmente os planos sofreram mudanças e eu acabei sendo convidado para exercer função executiva em uma empresa de menor porte o que me permitiu estudar direito, o que para mim era mais interessante, e fiz o curso que me deu a oportunidade de conseguir a minha estabilidade econômica sem precisar ser empregado de ninguém. Foi um passo importante para quem sonhava em não ficar desempregado. Exerci a atividade de advogado por mais de 20 anos, me realizei tanto profissionalmente como em outros campos da necessidade humana.  Em um belo dia, viajando com a família, filhos já adultos, mas solteiros morando comigo, éramos cinco a cantar e a ouvir músicas no rádio do carro, no tempo do toca-fitas, uma hora de rock pra eles e em outro momento uma MPB para os pais, conforme previamente ajustado, numa alegria imensa indo para alguma cidade turística brasileira onde passaríamos as férias de fim de ano. Tempo bom! Até hoje lembramos.
Vindo de uma dessas viagens, ainda no carro, eu falei que naquele ano de 1997 eu iria deixar de trabalhar como advogado e deixaria o meu escritório, com o prédio próprio, e uma excelente clientela, para os dois filhos mais velhos que comigo trabalhavam, um já estava formado advogado e o outro no último ano. Eu tinha condições de sobreviver sem trabalhar, porque cuidei bem do que consegui ganhar com a advocacia, e isso soou como uma bomba com os dois manifestando um grande medo de assumirem a sua própria história.
Assumiram e foram bem sucedidos mesmo sem a minha presença. Nesse percurso fui economista, fui advogado, fui músico, escrevi livros, pintei quadros, fui político, sempre buscando algo que me fizesse mais feliz.
Aos 74 anos, ainda ávida de novas conquistas, a minha alma irrequieta queria mais e foi ai que encontrei a psicanálise. Encontrei o meu amigo Roberto que é psicanalista há muito tempo, falei da minha simpatia pelo estudo da psicanálise e ele me informou que estava começando um curso desses aqui em São José dos Campos e que havia possibilidade de matricular-me. Fui, entrei, e estou indo para a parte final do curso de 30 meses e sinto que encontrei algo que poderá preencher o grande vazio que seria a minha velhice sem nada fazer. Tenho me dedicado como se fosse nos velhos tempos em que que eu sonhava apenas em não ser um desempregado brasileiro. Sinto que a psicanálise entrou na minha vida no momento mais adequado e está me transformando em uma pessoa melhor, mais equilibrada, mais atenciosa, menos exigente e com capacidade de entender as pessoas como elas são. Em algum momento pensei que corresse o risco de ficar chato, meticuloso, e que me tornasse alguém limitado no convívio social por conta da fama dos analistas. Que bom que nada disso aconteceu, e eu estou aprendendo a conviver com o saber de modo a não assustar pessoas que comigo convivem, e nem provocar nelas o medo de se sentirem analisadas por mim no cotidiano. Que bom que tenho conseguido fazer com que as pessoas sejam apenas pessoas com seus defeitos e virtudes que não são levados à mesa quando se trata de amizade. Que bom que eu terei algo tão importante para me ocupar na velhice que se aproxima silenciosamente sem, contudo, me transformar em uma senilidade inútil. Nos próximos dias começarei a atender os meus primeiros analisandos, e tentarei entregar a eles o que de melhor eu puder realizar.

Ainda bem que encontrei a psicanálise que se daqui pra frente nada mais der certo, já terá dado tudo certo só pelo fato de ter me transformado em alguém, melhor e mais sereno.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

RÁDIO NÃO É PARA ENGANAR O POVO

Estive em Caraguá, como sempre faço e ouvi de um amigo a informação de que o radialista Forlin da Rádio Caraguá FM teria afirmado em seu programa matinal que o ex-prefeito Antonio Carlos foi acusado injustamente pelo ministério público de improbidade administrativa por ter juntamente com a secretária de educação comprado programam educacional sem licitação quando deveria ter licitado. Ora, um radialista de formação acadêmica desconhecida não teria autoridade para discutir matéria que está nas mãos da justiça e fazer defesa processual sem ser advogado. O radio não pode se prestar desinformação.  E mais, rádio é serviço público operado por particular sob concessão do governo federal e deve ser usado para servir ao país e nunca a grupos políticos. Respeitamos a competência do radialista, mas desta vez andou mal e comprometeu a credibilidade da emissora.

PEGARAM O ANTONIO CARLOS MAIS UMA VEZ

Sempre se soube que nos últimos anos as prefeituras de todo o Brasil estavam sendo alvo de desvios financeiros que em alguns casos chegam a valores que prejudicam as possibilidades de atendimento eficaz aos serviços públicos a que o povo teria direito, como saúde, educação e manutenção dos equipamentos pertencentes ao poder público. Os prefeitos são sempre pessoas espertas que gastam grandes somas nas campanhas e que por isso precisam usar de métodos desonestos para devolver aos financiadores de campanhas os altos valores dispendidos nas suas campanhas. Os preços pagos por obras e serviços são geralmente superfaturados para que os excedentes em dinheiro sejam distribuídos entres os negociadores do poder. Um exemplo flagrante é a obra do Maracanã no Rio de Janeiro que deveria custar cerca de 800 milhões, mas custou mais de 1 bilhão e trezentos. Agora aparecem vários operadores públicos presos, inclusive o ex-governador Sérgio Cabral por conta de investigações policiais e do ministério público. Nesta semana aparece na mídia o ex-prefeito de Caraguatatuba, Antônio Carlos da Silva, do PSDB, juntamente com a ex-secretária de educação Roselli Morilla, sua parceira de longa data, sob a acusação de haverem comprado um programa educacional, sem licitação, portanto, de forma irregular, segundo o Ministério Público que faz a acusação.  Eu sempre falei nas rádios em que fiz jornalismo, que ser prefeito nos últimos anos era atividade de alto risco, mas muitas pessoas não acreditavam e preferiam crer na impunidade. O grande problema é o tal governo de coalisão, em que os prefeitos dizem necessitar do apoio dos vereadores para conseguir governar. Isso quer dizer que a câmara municipal que existe para fiscalizar o prefeito e os demais servidores da prefeitura, se vendem em troca de cargos e às vezes de dinheiro, para não exercerem o seu poder de órgão investigativo. O poder legislativo, dos vereadores inexiste por conta da corrupção e as finanças públicas viram objeto de barganha o que poderia render a todos os vereadores da base de apoio do governo possível acusação de crime de peculato por protegerem o prefeito quando deveriam fiscaliza-lo. No caso do prefeito de Caraguá a câmara de vereadores poderia ter verificado o fato tido como ilegal antes da justiça. Quem pesquisar a situação dos ex-prefeitos das cidades da nossa região vai ver que não sobrou quase ninguém dentre os que foram prefeitos e presidentes de câmaras municipais. Estão todos com direitos políticos suspensos, e respondendo a processo crime, civil ou eleitoral. O dinheiro desviado nessas negociações pode perfazer grandes somas, mas hoje existe a possibilidade de que tenham que devolver tudo e ainda serem presos. Quando vão presos entram em depressão porque quem acostuma com os hotéis de cinco estrelas e aviões de primeira classe, tem dificuldade de se acomodar em cubículos coletivos de seis metros quadrados e ocupado por mais de uma pessoa. A cadeia que antes era somente para pobres e pretos é hoje uma realidade na vida da burguesia faminta por dinheiro sujo. Só no Litoral Norte e Vale do Paraíba, são mais de quinze ex-prefeitos que poderão parar na cadeia. Eu já sabia disso há muito tempo, e só eles é que achavam que seus amigos de cargos mais altos poderiam salvá-los em qualquer dificuldade, mas os grandões também estão sendo presos. Eu que sempre acreditei no Brasil, estou feliz em ver que o país tem jeito.
O pior é que ainda há prefeitos, presidentes de câmaras e até vereadores que continuam achando que podem roubar à vontade. Aguardem.
João Lúcio Teixeira

Jornalista

terça-feira, 1 de agosto de 2017

BRASIL OU VENEZUELA, QUEM MENTE MAIS?

UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA EM SOCIEDADE
No início da civilização o homem ocupava cavernas, a espécie se reproduzia de forma desordenada, mas dava início à ideia de formação de núcleos familiares, mesmo de maneira arcaica numa economia de subsistência. Nesse modelo o homem produzia somente para consumo do seu grupo familiar. O pai era a autoridade máxima que exercia o controle social do grupo com regras próprias e mão pesada. Com o tempo a evolução se construía tendo como fundamento a necessidade de relacionamento com outras famílias já que havia tabus como o de não se casarem irmão com irmã, ou filha com o pai. A sexualidade restava reprimida, mas sempre latente dentro de cada indivíduo, e a principal realidade da natureza humana não se concretizava.

A cultura desenvolveu em uma espécie de espírito de dominação em que as famílias mais fortes e com maior número de componentes dominavam as menos poderosas, tomavam os seus pertences e as escravizavam. Era o predomínio do poder da força bruta contra a desproteção absoluta dos menos fortes, até que mais tarde os núcleos descobriram que sem proteção coletiva seria impossível subsistir, e criaram a figura do estado que se constituía em torno de alguma liderança segundo os costumes de cada agrupamento, tendo como exemplo mais evidente o cacique nas populações indígenas. Com o passar dos tempos, chegou-se aos modelos autuais com governantes escolhidos de forma democrática através do voto popular. Acontece que o homem ainda se vê muito longe do estado ideal já que todas as democracias flertam com as ditaduras e as ditaduras se dizem democráticas. Um governante quer se perpetuar por razões das mais diversas, como idealismo, capitalismo, escravagismo, vaidade, todos a descaracterizarem a realidade sonhada por todos menos pelos que governam. Venezuela e Brasil são dois exemplos atuais do quanto o poder anda viciado e mal resolvido. Lá a ditadura socialista se impõe na força bruta matando e prendendo pessoas pelo simples fato de pensarem diferente, mesmo que a maioria da população manifeste o desejo de mudar o modelo político, a minoria detentora do poder não permite o exercício do voto livre do povo, por entender que o povo vai errar. A minoria dominante usa do poder capitalista que se instalou no Brasil de forma no mínimo duvidosa, já que o Temer era vice não titular, e faz uso do mesmo argumento para defender a economia, que se constitui na maior preocupação do pensamento capitalista puro. Para eles a economia tem que ir bem, não importando quem será prejudicado desde que os donos do dinheiro sigam nos seus lucros nem sempre distribuídos de forma socialmente justa. Para se ter certeza é só ver que ninguém impede os lucros absurdos dos bancos. Lá na Venezuela o socialismo bruto sufoca a democracia e não permite liberdade de escolha ao povo, e aqui o capitalismo bruto sufoca a democracia impedindo que o ideal popular prevaleça. O presidente da república cometeu um crime, mas a câmara dos deputados não quer permitir que ele seja processado pela justiça mesmo que uma pesquisa mostre que 81% do povo quer que o presidente seja processado. O presidente da república distribui verbas públicas aos deputados em forma de emenda parlamentar na busca de conseguir que a maioria dos deputados impeçam que seja ele processado por crime comum que envolve uma mala de dinheiro endereçada ao presidente da república, e um deputado correndo na rua para fugir dos holofotes e esconder a mala. Se o Maduro se impõe pela força bruta na defesa do desejo de se perpetuar no seu projeto de poder, o Temer faz o mesmo apoiado por um grupo majoritário de deputados que em sua maioria estão também envolvidos em denúncias de corrupção e poderão ser processados na sequência. Não dá pra dizer se é pior estar na Venezuela numa ditadura socialista estúpida, ou no Brasil numa quase ditadura controlada pela corrupção. Há quem diga que lá há democracia e voto livre, e há aqui quem diga que o Temer foi votado como vice e está corretamente investido no poder de presidente da república. Qual seria a maior mentira?

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O MUNDO MUDOU

Acordei, nem tão cedo como de costume, e recebi o primeiro abraço de parabéns, quando a minha mulher carinhosamente me disse pra ser feliz. Aí caiu a ficha e o filme começou a rodar, numa busca detalhada de tantos anos que se foram, porque afinal, fazer setenta e cinco anos não estava no roteiro das pessoas que como eu nasceram no meio da segunda guerra mundial 1942, ou quando ainda não havia antibióticos nas farmácias, não havia cirurgia de vista, nem do coração, e o câncer nem era diagnosticado. As pessoas daquele tempo tinham mais certeza da morte precoce do que da vida longa. Tuberculose era o terror de todo mundo, tanto que a cidade de São José dos Campos, hoje com 700 mil habitantes era apenas uma pequena cidade com 36 mil habitantes do tamanho da Ilhabela de hoje, e teve o seu primeiro momento de aumento populacional com base no tratamento de tuberculosos, já que a cidade foi escolhida como o melhor clima para o tratamento de doentes que vinham de vários lugares do Brasil, principalmente de São Paulo, buscar a recuperação natural propiciada pelo clima, temperatura, umidade, aeração, tudo da melhor qualidade a favor da cura da doença. Muitos vieram e nunca mais saíram daqui. Nessa época eu nasci lá nas Minas Gerais, Pequeri, cidade ainda hoje com menos de 10 mil habitantes, com expectativa de vida bem reduzida já que o brasileiro vivia em média 43 anos. Os brasileiros morriam de tuberculose por exemplo e de outras moléstias infecciosas pela falta do antibiótico que só chegou ao mercado em 1945. As pessoas jovens não tinham nenhuma esperança de ver a virada do século em 2000, mas a medicina teve uma evolução acelerada na década de 70, em especial, e muitas doenças passaram a ser curáveis ou no mínimo controláveis, gerando uma expectativa de vida que pulou de 43 anos para 75, nas ultimas sete décadas.
Hoje completei 75 anos e me vejo em boas condições de saúde, embora tenha passado por algumas cirurgias desde os anos 90, joelho, coluna e ultimamente no coração há oito meses, mas estou com todos os meus sentidos em perfeito funcionamento, e fui até liberado para esportes como o futebol que voltarei a jogar.
A ciência tem salvado vidas que antigamente não eram salvas, mas a humanidade, pelo menos por aqui, não tem evoluído o suficiente para se adequar a essa nova realidade, que mostra que muitas pessoas de setenta anos ainda têm a contribuir com a vida produtiva.  É tempo de se acabar com as fábricas de bengalas, e de mudarem as placas de estacionamento onde aparece um idoso com uma bengala na placa de sinalização.
Eu nem paro nessas vagas para evitar humilhação.

João Lúcio Teixeira

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A "LAVA JATO" ESTÁ CHEGANDO ÀS PREFEITURAS

Está chegando a hora de prefeitos e vereadores e servidores públicos corruptos serem pegos. As investigações andam silenciosamente que nem câncer de próstata, e os mais audaciosos ainda acreditam na impunidade. Se senador pega 30 anos, vereador pode pegar uns 300. Tem gente que vai levar susto enorme quando as seis da manhã tocarem a campainha de suas casas. Eu falava isso quando fazia programa de rádio. Lembram? Quem viver verá.

BRIGA DE COLEGIAIS

A turma do ex-prefeito em confronto com a turma do atual prefeito, em mais um capítulo em que a justiça julgou improcedente a ação eleitoral proposta pelo grupo que perdeu as eleições na tentativa de anular o pleito. Parece a criançada de escola quando os grupinhos se enfrentam por motivos nem sempre relevantes. Era claro que não ia haver cassação de chapa alguma, mas deixa claro que o poder tem mel porque esse povo não quer largar o tronco.
As cidades brasileiras merecem mais do que esse ódio que em quase todas as cidades do Brasil fazem do poder uma briguinha de famílias com pais, avós, netos, esposas, filhas todo mundo virando salvadores da pátria de modo que o povo tem pago caro para que os grupos façam política de colegiais.
Já passou da hora de se acabarem essas picuinhas que não rendem nada de útil ao povo em geral. O grupo do Temer detonou a Dilma e o Brasil piorou, porque a corrupção não acabou, os serviços públicos não estão melhores e as pessoas não estão felizes.
Política tem que ser mais do que isso.
João Lúcio Teixeira - Jornalista

ONDE DESCARTAR RESÍDUOS SÓLIDOS?

Um dos maiores problemas das cidades é o descarte de coisas inúteis como móveis velhos, restos de obra, papeis, metais e pneus, além de outros materiais. É comum que pessoas joguem esses materiais nos rios, em terrenos baldios ou áreas públicas ocasionando sérios problemas ambientais que geram riscos às pessoas e animais.

Em São José dos Campos existem alguns locais denominados de PEV- Posto de Entrega Voluntária, que são estruturados para receberem e darem destinação adequada aos resíduos, e a população da cidade já aprendeu a levar os seus descartes até esses locais.
Os materiais são organizados em caçambas da prefeitura, sendo madeira, papel, plástico, entulho de obra, tudo separado como se vê das fotografias em anexo.

No governo anterior, do PT, o sistema era operado por cooperativas de reciclagem em toda as etapas do processo, desde o recebimento até o descarte. O novo governo, do PSDB, modificou a rotina para excluir as cooperativas da operação dos postos, que passaram a ser operados por empresas terceirizadas, ficando reservada às cooperativas a faculdade de retirar do posto os resíduos recicláveis separados e organizados pelos funcionários da empresa terceirizada.


O fato é que o sistema é altamente importante para que a cidade fique livre dos resíduos depositados em locais inadequados o que acaba gerando à prefeitura um trabalho desordenado de recolhimento e limpeza pública.

ARTIGO PRODUZIDO POR UM DOS MAIS PORTANTES PSICANALISTAS DO VALE DO PARAÍBA

UMA TENTATIVA DE COMPREENDER O QUE É PSICANÁLISE

Na minha opinião, não existe uma forma clara, simples, prática e objetiva de compreender o que seja a psicanálise. Acredito que qualquer esforço em simplificar acaba por correr um sério risco de profanar. Eu não estaria sendo leviano se afirmasse que a psicanálise só pode ser - mesmo que insuficientemente - compreendida no setting analítico (no consultório se preferirem), enquanto local de encontro entre duas pessoas, o analista em sua poltrona e o paciente no divã; um encontro que se transforma em uma relação intersubjetiva de duas mentes que interagem com seus processos intrapsíquicos, mobilizando, de forma criativa, uma infinidade de possibilidades.
Nos dias de hoje, muitos ainda procuram manter uma distância segura da psicanálise, da qual, caso resolvam se aproximar, o fazem, por vezes, com receios e desconfiança; outras vezes, com impaciência; outras ainda, com indiferença defensiva; alguns, corajosamente, confiam, embora não a saibam explicar.
Mas, mesmo com toda a dificuldade que existe para a compreensão do que seja psicanálise, proponho nos lançarmos na reflexão de uma abordagem dentre tantas outras possíveis.
A psicanálise, mesmo como filha da medicina psiquiátrica - uma filha amorosa e leal às suas origens - no seu processo de crescimento, precisou emancipar-se e buscar novos horizontes. Cresceu sob acusações e detratações oriundas de preconceitos moralistas e exigências estreitas de um saber científico duro e rígido em nome de uma pretensa respeitabilidade. Seguiu adiante sem alarde e se desenvolveu para a compreensão da mente humana pelo seu vértice dinâmico e criativo, afastando-se assim do binômio estagnado de saúde-doença. Falarmos do método psicanalítico – descoberto por Freud - é ao mesmo tempo celebrarmos a beleza dos processos pelos quais a mente humana opera sobre as experiências emocionais da vida para lhes fornecer uma representação, para lhes dar sentido, através da formação simbólica, que torna possível o pensar e o sonhar a respeito dessas experiências. Não são processos fáceis, precisam de tempo e podem estar sujeitos a uma variedade de dificuldades, assim como o prisioneiro desacorrentado do Mito da Caverna contado por Platão ao subir em direção à luz do sol, à fonte do saber, da verdade, do bem e do belo.
De acordo com o psicanalista Dr. Wilfred Ruprecht Bion, esses processos precisam contar com um aparelho para pensar os pensamentos e, porque não, um aparelho
para sonhar os sonhos. Ferramentas que nem sempre estão disponíveis, que precisam ser criadas ou recriadas.
Permitam-me convidá-los a apreciar um “conto-de-fadas” de Ruben Alves. Ele o conta assim:
“Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar. Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral. A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto. E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma, ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e as rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos uma coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância da sua monotonia sapal. Severos, advertiram: Quem mora com rãs e sapos tem que coaxar como rãs e sapos. O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve que aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não...Porque, quando dormia, ele se lembrava dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava uma saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar..."
O Príncipe – como representação do “verdadeiro Self” (conceito do psicanalista Dr. Donald Woods Winnicott) - foi vítima do “mau-olhar” da bruxa da floresta negra, vítima da destrutividade da inveja, que o acorrentou (como o prisioneiro de Sócrates na caverna) nas profundezas da lagoa, onde, no “ambiente-sapal”, com o fim de continuar a ser aceito, mesmo com a sensação de não existir, obrigou-se a coaxar como sapos. Apoiando-nos nas concepções de Bion, Donald Meltzer, Antonino Ferro e outros, diríamos que, embora as canções continuassem a existir, precisavam reencontrar o cantor. O Príncipe perdeu (embora não para sempre) o aparelho para cantar as melodias.
Proponho nos apoiarmos na apreensão do sentido contido nesse conto, usando-o como um ponto de vista, para compreendermos o que seja a psicanálise: O método que permite ao analista, junto com seu “paciente-sapo”, reencontrarem e trilharem o longo caminho de volta ao lar, onde o “sapo” poderá se transformar novamente em Príncipe e resgatar o aparelho eficiente para cantar as canções – mesmo que no decorrer dessa viagem de volta a fúria da bruxa possa ter de ser reenfrentada; mesmo que o canto de morte das sereias exijam fortes amarras que protejam o “Herói Homérico” (Ulisses), durante o retorno a seu reino, dos feitiços da ilusão.
Em belas palavras poéticas, Ruben Alves interpreta seu conto e nos diz que "Este é o resumo da psicanálise. É uma história em que se misturam o amor, a beleza e o feitiço do esquecimento... A psicanálise é uma luta para quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela. É um ouvir atento de uma canção que só se ouve no intervalo do silêncio do coaxar dos sapos, e que nos chega como pequenos e fugazes fragmentos desconexos. É uma batalha para nos fazer retornar ao nosso destino, inscrito nas profundezas do mar da alma...mora em nós um outro que não se esquece da nossa verdade...mas existe uma felicidade que só mora na beleza. E esta a gente só encontra na melodia que soa, esquecida e reprimida, no fundo da alma."
Luiz César Cazarim – psicanalista
Av. São João, 660, sala 37
São José dos Campos – SP
Tel: (12) 3029-4647

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O SUPREMO FEZ UM GOL DE PLACA

Hoje 22 de junho de 2017, o supremo tribunal federal do Brasil julgou importante questionamento sobre denunciação premiada. Estava em jogo a sobrevivência da operação “lava jato” a mais importante operação e combate à corrupção no Brasil e quem sabe no mundo. São três anos de trabalho conjunto entre a justiça federal e a polícia federal, que já levou à cadeia vários políticos importantes como deputados e senadores e empresários de grande porte que nunca se imaginariam ao alcance dos presídios. Uma ação proposta por um investigado questionava os métodos de ação das autoridades diante da lei de delação que prevê o acordo entre ministério público e réu no sentido de reduzir as penas ou oferecer-se a isenção e pena se o réu colabora com a justiça. No caso os donos da Friboi eram os personagens. A maioria dos ministros do supremo votou pela continuidade da metodologia como está e assim a operação lava-jato segue incólume no seu trajeto de “pega-ladrão”.

Parece que o supremo está sensível à expectativa do povo brasileiro que deseja firmeza da justiça nos casos de corrupção que contaminaram completamente o poder político e parte do legislativo brasileiros. Ainda bem.

ESTOU VIVO

Ouvi de um amigo a sua história de alguém que um dia pensou em dar fim à própria vida, em ato de desespero absoluto. Um cara de boa aparência, vida econômica bem resolvida, mas que deixou de gostar da vida. Ai eu escrevi essa modesta poesia para mostrar que a vida vale a pena pelos seus pequenos detalhes e não por uma questão e sucesso, poder ou riqueza. A vida é simples porque é bela.

ESTOU VIVO

MAIS SÓ DO QUE UM PAU DE SEBO
ANDAVA TONTA MINH'ALMA
CONFUSA E CHEIA DE DORES
A TIRAR DE MIM A CALMA

SUBI LADEIRAS E ESCADAS
DESCI CALÇADAS DESERTAS
ANDEI POR SOBRE O VAZIO
VIVI MEMÓRIAS INCERTAS

A CONFUSÃO NA CABEÇA
NÃO TINHA EXPLICAÇÃO
SE DESEJAVA A MORTE
DOIA O MEU CORAÇÃO

QUANDO ABRACEI O MEU CÃO
SENTI QUE NO MUNDA HAVIA
UM SER QUE TANTO ME AMAVA
E QUE SEM MIM SOFRERIA. (ESTOU VIVO)


João Lúcio Teixeira 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DEU PANE NA CUCA DOS ANALISTAS

Aquele povo que vivia fazendo análise da situação política no Brasil, inclusive eu, está completamente endoidecido com a velocidade com que os fatos caem em desuso. Hoje o que se escreve já não vale mais amanhã. Verdades viram mentiras com a maior rapidez.
Toda a cautela do mundo, não é suficiente.

sábado, 17 de junho de 2017

FOGO NA LONA DO CIRCO

O Joesley disse que Temer, o presidente do Brasil após o golpe da inexplicada pedalada, é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil.
O PSDB começa a rediscutir o apoio ao governo. Parece que Deus é brasileiro e está atento.
O presidente pode cair se o Gilmar Mendes não resolver protegê-lo com apoio de alguns outros ministros da justiça brasileira também fragilizada.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CURSO DE PSICANÁLISE

Psicanálise é um movimento efervescente nos tempos atuais, já que visa a cuidar da saúde mental das pessoas, quando a medicina e a psicologia não conseguem alcançar a profundidade do desconforto emocional. Freud, o criador do movimento foi um dos mais importantes estudiosos da mente humana nos primeiros anos do século XX, por volta de 1900, quando descobriu que alguns dontes mentais
não podiam ser tratados com medicamentos mas com escuta e ajuda técnica do método que depois de descobrir os segredos da mente com seus diversos compartimentos que nominou de  consciente, pré-consciente e inconsciente, ele descobriu que alguns pacientes queriam ser ouvidos e somente pelo fato de serem ouvidos eles apresentavam melhoras significativas como se desabafassem o seu incômodo. São José dos campos conta com um curso de psicanálise ministrado pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Contemporânea, que funciona nas dependências da ETEP, que apenas cede o espaço físico, e está caminhando para formar a sua primeira turma. Há uma turma em fase inicial em Jales, outra em Guaratinguetá e em breve haverá uma turma em São Sebastião. Para cursar psicanálise é necessário que o pretendente tenha pelo menos uma formação superior não importando a área, frequente as aulas regularmente, se submeta à uma especie de terapia didata, e faça um estágio de pelo menos 50 horas de atendimento a pacientes sem remuneração.
Contato do curso: 12-996102618 e 12-988118841.