sexta-feira, 30 de junho de 2017

O MUNDO MUDOU

Acordei, nem tão cedo como de costume, e recebi o primeiro abraço de parabéns, quando a minha mulher carinhosamente me disse pra ser feliz. Aí caiu a ficha e o filme começou a rodar, numa busca detalhada de tantos anos que se foram, porque afinal, fazer setenta e cinco anos não estava no roteiro das pessoas que como eu nasceram no meio da segunda guerra mundial 1942, ou quando ainda não havia antibióticos nas farmácias, não havia cirurgia de vista, nem do coração, e o câncer nem era diagnosticado. As pessoas daquele tempo tinham mais certeza da morte precoce do que da vida longa. Tuberculose era o terror de todo mundo, tanto que a cidade de São José dos Campos, hoje com 700 mil habitantes era apenas uma pequena cidade com 36 mil habitantes do tamanho da Ilhabela de hoje, e teve o seu primeiro momento de aumento populacional com base no tratamento de tuberculosos, já que a cidade foi escolhida como o melhor clima para o tratamento de doentes que vinham de vários lugares do Brasil, principalmente de São Paulo, buscar a recuperação natural propiciada pelo clima, temperatura, umidade, aeração, tudo da melhor qualidade a favor da cura da doença. Muitos vieram e nunca mais saíram daqui. Nessa época eu nasci lá nas Minas Gerais, Pequeri, cidade ainda hoje com menos de 10 mil habitantes, com expectativa de vida bem reduzida já que o brasileiro vivia em média 43 anos. Os brasileiros morriam de tuberculose por exemplo e de outras moléstias infecciosas pela falta do antibiótico que só chegou ao mercado em 1945. As pessoas jovens não tinham nenhuma esperança de ver a virada do século em 2000, mas a medicina teve uma evolução acelerada na década de 70, em especial, e muitas doenças passaram a ser curáveis ou no mínimo controláveis, gerando uma expectativa de vida que pulou de 43 anos para 75, nas ultimas sete décadas.
Hoje completei 75 anos e me vejo em boas condições de saúde, embora tenha passado por algumas cirurgias desde os anos 90, joelho, coluna e ultimamente no coração há oito meses, mas estou com todos os meus sentidos em perfeito funcionamento, e fui até liberado para esportes como o futebol que voltarei a jogar.
A ciência tem salvado vidas que antigamente não eram salvas, mas a humanidade, pelo menos por aqui, não tem evoluído o suficiente para se adequar a essa nova realidade, que mostra que muitas pessoas de setenta anos ainda têm a contribuir com a vida produtiva.  É tempo de se acabar com as fábricas de bengalas, e de mudarem as placas de estacionamento onde aparece um idoso com uma bengala na placa de sinalização.
Eu nem paro nessas vagas para evitar humilhação.

João Lúcio Teixeira

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A "LAVA JATO" ESTÁ CHEGANDO ÀS PREFEITURAS

Está chegando a hora de prefeitos e vereadores e servidores públicos corruptos serem pegos. As investigações andam silenciosamente que nem câncer de próstata, e os mais audaciosos ainda acreditam na impunidade. Se senador pega 30 anos, vereador pode pegar uns 300. Tem gente que vai levar susto enorme quando as seis da manhã tocarem a campainha de suas casas. Eu falava isso quando fazia programa de rádio. Lembram? Quem viver verá.

BRIGA DE COLEGIAIS

A turma do ex-prefeito em confronto com a turma do atual prefeito, em mais um capítulo em que a justiça julgou improcedente a ação eleitoral proposta pelo grupo que perdeu as eleições na tentativa de anular o pleito. Parece a criançada de escola quando os grupinhos se enfrentam por motivos nem sempre relevantes. Era claro que não ia haver cassação de chapa alguma, mas deixa claro que o poder tem mel porque esse povo não quer largar o tronco.
As cidades brasileiras merecem mais do que esse ódio que em quase todas as cidades do Brasil fazem do poder uma briguinha de famílias com pais, avós, netos, esposas, filhas todo mundo virando salvadores da pátria de modo que o povo tem pago caro para que os grupos façam política de colegiais.
Já passou da hora de se acabarem essas picuinhas que não rendem nada de útil ao povo em geral. O grupo do Temer detonou a Dilma e o Brasil piorou, porque a corrupção não acabou, os serviços públicos não estão melhores e as pessoas não estão felizes.
Política tem que ser mais do que isso.
João Lúcio Teixeira - Jornalista

ONDE DESCARTAR RESÍDUOS SÓLIDOS?

Um dos maiores problemas das cidades é o descarte de coisas inúteis como móveis velhos, restos de obra, papeis, metais e pneus, além de outros materiais. É comum que pessoas joguem esses materiais nos rios, em terrenos baldios ou áreas públicas ocasionando sérios problemas ambientais que geram riscos às pessoas e animais.

Em São José dos Campos existem alguns locais denominados de PEV- Posto de Entrega Voluntária, que são estruturados para receberem e darem destinação adequada aos resíduos, e a população da cidade já aprendeu a levar os seus descartes até esses locais.
Os materiais são organizados em caçambas da prefeitura, sendo madeira, papel, plástico, entulho de obra, tudo separado como se vê das fotografias em anexo.

No governo anterior, do PT, o sistema era operado por cooperativas de reciclagem em toda as etapas do processo, desde o recebimento até o descarte. O novo governo, do PSDB, modificou a rotina para excluir as cooperativas da operação dos postos, que passaram a ser operados por empresas terceirizadas, ficando reservada às cooperativas a faculdade de retirar do posto os resíduos recicláveis separados e organizados pelos funcionários da empresa terceirizada.


O fato é que o sistema é altamente importante para que a cidade fique livre dos resíduos depositados em locais inadequados o que acaba gerando à prefeitura um trabalho desordenado de recolhimento e limpeza pública.

ARTIGO PRODUZIDO POR UM DOS MAIS PORTANTES PSICANALISTAS DO VALE DO PARAÍBA

UMA TENTATIVA DE COMPREENDER O QUE É PSICANÁLISE

Na minha opinião, não existe uma forma clara, simples, prática e objetiva de compreender o que seja a psicanálise. Acredito que qualquer esforço em simplificar acaba por correr um sério risco de profanar. Eu não estaria sendo leviano se afirmasse que a psicanálise só pode ser - mesmo que insuficientemente - compreendida no setting analítico (no consultório se preferirem), enquanto local de encontro entre duas pessoas, o analista em sua poltrona e o paciente no divã; um encontro que se transforma em uma relação intersubjetiva de duas mentes que interagem com seus processos intrapsíquicos, mobilizando, de forma criativa, uma infinidade de possibilidades.
Nos dias de hoje, muitos ainda procuram manter uma distância segura da psicanálise, da qual, caso resolvam se aproximar, o fazem, por vezes, com receios e desconfiança; outras vezes, com impaciência; outras ainda, com indiferença defensiva; alguns, corajosamente, confiam, embora não a saibam explicar.
Mas, mesmo com toda a dificuldade que existe para a compreensão do que seja psicanálise, proponho nos lançarmos na reflexão de uma abordagem dentre tantas outras possíveis.
A psicanálise, mesmo como filha da medicina psiquiátrica - uma filha amorosa e leal às suas origens - no seu processo de crescimento, precisou emancipar-se e buscar novos horizontes. Cresceu sob acusações e detratações oriundas de preconceitos moralistas e exigências estreitas de um saber científico duro e rígido em nome de uma pretensa respeitabilidade. Seguiu adiante sem alarde e se desenvolveu para a compreensão da mente humana pelo seu vértice dinâmico e criativo, afastando-se assim do binômio estagnado de saúde-doença. Falarmos do método psicanalítico – descoberto por Freud - é ao mesmo tempo celebrarmos a beleza dos processos pelos quais a mente humana opera sobre as experiências emocionais da vida para lhes fornecer uma representação, para lhes dar sentido, através da formação simbólica, que torna possível o pensar e o sonhar a respeito dessas experiências. Não são processos fáceis, precisam de tempo e podem estar sujeitos a uma variedade de dificuldades, assim como o prisioneiro desacorrentado do Mito da Caverna contado por Platão ao subir em direção à luz do sol, à fonte do saber, da verdade, do bem e do belo.
De acordo com o psicanalista Dr. Wilfred Ruprecht Bion, esses processos precisam contar com um aparelho para pensar os pensamentos e, porque não, um aparelho
para sonhar os sonhos. Ferramentas que nem sempre estão disponíveis, que precisam ser criadas ou recriadas.
Permitam-me convidá-los a apreciar um “conto-de-fadas” de Ruben Alves. Ele o conta assim:
“Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar. Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral. A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto. E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma, ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e as rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos uma coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância da sua monotonia sapal. Severos, advertiram: Quem mora com rãs e sapos tem que coaxar como rãs e sapos. O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve que aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não...Porque, quando dormia, ele se lembrava dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava uma saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar..."
O Príncipe – como representação do “verdadeiro Self” (conceito do psicanalista Dr. Donald Woods Winnicott) - foi vítima do “mau-olhar” da bruxa da floresta negra, vítima da destrutividade da inveja, que o acorrentou (como o prisioneiro de Sócrates na caverna) nas profundezas da lagoa, onde, no “ambiente-sapal”, com o fim de continuar a ser aceito, mesmo com a sensação de não existir, obrigou-se a coaxar como sapos. Apoiando-nos nas concepções de Bion, Donald Meltzer, Antonino Ferro e outros, diríamos que, embora as canções continuassem a existir, precisavam reencontrar o cantor. O Príncipe perdeu (embora não para sempre) o aparelho para cantar as melodias.
Proponho nos apoiarmos na apreensão do sentido contido nesse conto, usando-o como um ponto de vista, para compreendermos o que seja a psicanálise: O método que permite ao analista, junto com seu “paciente-sapo”, reencontrarem e trilharem o longo caminho de volta ao lar, onde o “sapo” poderá se transformar novamente em Príncipe e resgatar o aparelho eficiente para cantar as canções – mesmo que no decorrer dessa viagem de volta a fúria da bruxa possa ter de ser reenfrentada; mesmo que o canto de morte das sereias exijam fortes amarras que protejam o “Herói Homérico” (Ulisses), durante o retorno a seu reino, dos feitiços da ilusão.
Em belas palavras poéticas, Ruben Alves interpreta seu conto e nos diz que "Este é o resumo da psicanálise. É uma história em que se misturam o amor, a beleza e o feitiço do esquecimento... A psicanálise é uma luta para quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela. É um ouvir atento de uma canção que só se ouve no intervalo do silêncio do coaxar dos sapos, e que nos chega como pequenos e fugazes fragmentos desconexos. É uma batalha para nos fazer retornar ao nosso destino, inscrito nas profundezas do mar da alma...mora em nós um outro que não se esquece da nossa verdade...mas existe uma felicidade que só mora na beleza. E esta a gente só encontra na melodia que soa, esquecida e reprimida, no fundo da alma."
Luiz César Cazarim – psicanalista
Av. São João, 660, sala 37
São José dos Campos – SP
Tel: (12) 3029-4647

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O SUPREMO FEZ UM GOL DE PLACA

Hoje 22 de junho de 2017, o supremo tribunal federal do Brasil julgou importante questionamento sobre denunciação premiada. Estava em jogo a sobrevivência da operação “lava jato” a mais importante operação e combate à corrupção no Brasil e quem sabe no mundo. São três anos de trabalho conjunto entre a justiça federal e a polícia federal, que já levou à cadeia vários políticos importantes como deputados e senadores e empresários de grande porte que nunca se imaginariam ao alcance dos presídios. Uma ação proposta por um investigado questionava os métodos de ação das autoridades diante da lei de delação que prevê o acordo entre ministério público e réu no sentido de reduzir as penas ou oferecer-se a isenção e pena se o réu colabora com a justiça. No caso os donos da Friboi eram os personagens. A maioria dos ministros do supremo votou pela continuidade da metodologia como está e assim a operação lava-jato segue incólume no seu trajeto de “pega-ladrão”.

Parece que o supremo está sensível à expectativa do povo brasileiro que deseja firmeza da justiça nos casos de corrupção que contaminaram completamente o poder político e parte do legislativo brasileiros. Ainda bem.

ESTOU VIVO

Ouvi de um amigo a sua história de alguém que um dia pensou em dar fim à própria vida, em ato de desespero absoluto. Um cara de boa aparência, vida econômica bem resolvida, mas que deixou de gostar da vida. Ai eu escrevi essa modesta poesia para mostrar que a vida vale a pena pelos seus pequenos detalhes e não por uma questão e sucesso, poder ou riqueza. A vida é simples porque é bela.

ESTOU VIVO

MAIS SÓ DO QUE UM PAU DE SEBO
ANDAVA TONTA MINH'ALMA
CONFUSA E CHEIA DE DORES
A TIRAR DE MIM A CALMA

SUBI LADEIRAS E ESCADAS
DESCI CALÇADAS DESERTAS
ANDEI POR SOBRE O VAZIO
VIVI MEMÓRIAS INCERTAS

A CONFUSÃO NA CABEÇA
NÃO TINHA EXPLICAÇÃO
SE DESEJAVA A MORTE
DOIA O MEU CORAÇÃO

QUANDO ABRACEI O MEU CÃO
SENTI QUE NO MUNDA HAVIA
UM SER QUE TANTO ME AMAVA
E QUE SEM MIM SOFRERIA. (ESTOU VIVO)


João Lúcio Teixeira 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DEU PANE NA CUCA DOS ANALISTAS

Aquele povo que vivia fazendo análise da situação política no Brasil, inclusive eu, está completamente endoidecido com a velocidade com que os fatos caem em desuso. Hoje o que se escreve já não vale mais amanhã. Verdades viram mentiras com a maior rapidez.
Toda a cautela do mundo, não é suficiente.

sábado, 17 de junho de 2017

FOGO NA LONA DO CIRCO

O Joesley disse que Temer, o presidente do Brasil após o golpe da inexplicada pedalada, é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil.
O PSDB começa a rediscutir o apoio ao governo. Parece que Deus é brasileiro e está atento.
O presidente pode cair se o Gilmar Mendes não resolver protegê-lo com apoio de alguns outros ministros da justiça brasileira também fragilizada.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CURSO DE PSICANÁLISE

Psicanálise é um movimento efervescente nos tempos atuais, já que visa a cuidar da saúde mental das pessoas, quando a medicina e a psicologia não conseguem alcançar a profundidade do desconforto emocional. Freud, o criador do movimento foi um dos mais importantes estudiosos da mente humana nos primeiros anos do século XX, por volta de 1900, quando descobriu que alguns dontes mentais
não podiam ser tratados com medicamentos mas com escuta e ajuda técnica do método que depois de descobrir os segredos da mente com seus diversos compartimentos que nominou de  consciente, pré-consciente e inconsciente, ele descobriu que alguns pacientes queriam ser ouvidos e somente pelo fato de serem ouvidos eles apresentavam melhoras significativas como se desabafassem o seu incômodo. São José dos campos conta com um curso de psicanálise ministrado pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Contemporânea, que funciona nas dependências da ETEP, que apenas cede o espaço físico, e está caminhando para formar a sua primeira turma. Há uma turma em fase inicial em Jales, outra em Guaratinguetá e em breve haverá uma turma em São Sebastião. Para cursar psicanálise é necessário que o pretendente tenha pelo menos uma formação superior não importando a área, frequente as aulas regularmente, se submeta à uma especie de terapia didata, e faça um estágio de pelo menos 50 horas de atendimento a pacientes sem remuneração.
Contato do curso: 12-996102618 e 12-988118841.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

AQUI NÃO TRÊS PODERES, ESTÃO JUNTOS E MISTURUADOS

Dizem as autoridades que no Brasil as instituições estão funcionando bem e que por isso o país não corre riscos de conflito de atribuições. Isso não é verdade. A prova é que quando o governo era do PT a presidente não podia nomear ministros livremente, foi o caso do Lula, mas o atual presidente pode, e fez uso abusivo dessa prerrogativa, com Moreira Franco, que mesmo não sendo ministro tem foro privilegiado para se livrar da Lavajato. Derrubaram a presidente Dilma, não vou defender se certo ou errado, porque ela teria praticado a tal pedalada fiscal que foi considerada crime pelos deputados capitaneados pelo atual presidiário Cunha que era o presidente da câmara federal, e agora o Temer é acusado de coisas muito mais graves e não está recebendo o mesmo tratamento da Dilma. 
A câmara faz o jogo do presidente em razão das trocas de interesses, o senado é a mesma história e nem quer deixar de pagar salários e vantagens ao Aécio que foi afastado pela justiça está com a irmã presa e segue recebendo todas as vantagens do cargo de senador e segue com o nome no painel de votação como se nada houvesse. Vê-se que a ordem do Supremo Tribunal está sendo ignorada a mostrar que um poder não respeita o outro. Quem não trabalha não pode receber salários porque o salário é a contrapartida da prestação de serviço, e se não há serviço não há salário.
Assim, vê-se que não há três poderes no Brasil, mas um só junto e misturado e todo mundo fazendo de conta quer é sério e que cumpre com o seu dever.
O último exemplo de subserviência o dinheiro sujo é o Gilmar Mendes que aparece em matéria de hoje na Folha de São Paulo como beneficiário do grupo JBS que financia o seu instituto de direito com altas verbas e por isso julga do jeito que quer, mesmo contra a lei.
No Brasil as instituições não são independentes e harmônicas como diz a constituição, mas subservientes e interessadas em vantagens que possam advir dos cofres públicos que o presidente administra.

DEU NA FOLHA - GILMAR VAI SE COMPLICANDO

O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao ser questionado pela Folha sobre o assunto, o instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa.
O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo.
NOTA NOSSA: Fica a impressão de que a república é um grande banco de negócios em que as questões republicanas ficam em segundo plano.

domingo, 11 de junho de 2017

É MAIS FÁCIL DERROTAR UM FRACO

Hoje, em pleno dia de domingo o governo de São Paulo e a prefeitura da capital realizaram uma operação de retirada dos dependentes químicos que estavam ocupando parte da Praça Princesa Isabel depois que foram banidos da “cracolândia” onde permaneceram por vários anos usando drogas diariamente. Disse o prefeito Dória que a “cracolândia” tinha acabado, mas ficou provado que ela apenas mudou de lugar. Em princípio as autoridades paulistas escolheram o caminho mais complicado de lidar com o problema porque os viciados que viviam naquele local, são extremamente vulneráveis, estão enfraquecidos tanto psicologicamente, como fisicamente, como socialmente. São pessoas que não têm nada a perder, enquanto que os traficantes que os abastecem têm a perder.
Parece que o mais correto seria impedir que a droga chegasse até eles que naturalmente seriam desestimulados a permanecerem em um local onde os seus desejos não fossem satisfeitos. Atacar a quem não tenha como se defender é no mínimo ato de covardia social.
O governador é o chefe da polícia civil e da polícia militar, mas a civil que poderia estar localizando através processo de inteligência os traficantes e suas rotas, nem aparece no processo de repressão à cracolândia. Porque será?

Fica claro que tudo o que incomoda aos ricos deve ser combatido a qualquer custo e a corda sempre arrebenta nos mais fracos. Vide a reforma da previdência e a reforma trabalhista que também atingem aos mais fracos. É mais fácil derrotar um fraco.

A CADERNETA VIRTUAL

A CADERNETA VIRTUAL
Por volta de 1970, o Brasil vivia sob as regras naturais da honestidade que imperava como regra geral de convivência entre as pessoas ditas civilizadas. Os armazéns como o do turco Aziz, anotavam as vendas em uma “caderneta” que o freguês levava pra casa, para que no final do mês a conta fosse paga, e o freguês pontual fazia jus a uma lata de goiabada ou marmelada como reconhecimento da sua pontualidade. As pessoas pagavam por uma questão de honra e do medo de que a vizinhança ficasse sabendo de possível impontualidade, o que era considerado imoral. As lojas que vendiam em prestações, como a Ducal, Mesbla e outras tinham um cadastro de fregueses que eram considerados bons pagadores, e quando surgia um novo freguês, ele precisava ser apresentado e avalizado por um cliente pontual habitual. Sem apresentação e garantia do avalista não havia compra, e se o novo freguês não pagasse o avalista horava a garantia, sem necessidade de intervenção da justiça, SPC ou SERASA. Ter o nome limpo era questão de honra e as pessoas levavam isso a sério como se o nome fosse o seu maior patrimônio.
Casamento, só com pessoas referenciadas, de família respeitada e com o comprometimento de toda a família no relacionamento que se não tivesse apoio e aceitação das famílias não havia casamento.
O trabalhador procurava emprego para garantir a sobrevivência, e quem não tinha trabalho certo era tido por malandro ou vagabundo diante da sociedade que o estigmatizava. A carteira de trabalho andava no bolso para provar ocupação lícita ou a polícia poderia conduzir o indivíduo abordado a uma delegacia de polícia para fins de averiguação.
Nas grandes cidades, o principal meio de transporte era o bonde, uma espécie de veículo aberto nas laterais com passageiros subindo e descendo sem controle, sem roletas e com um cobrador que circulava pelas laterais recebendo e dando troco a quem voluntariamente lhe dava o dinheiro. O cobrador dobrava as notas ao comprido e as colocava entre os dedos exibindo aquela fartura sem qualquer preocupação. Quem quisesse viajar sem pagar conseguia, mas isso não era comum porque era “feio” ser esperto. O cobrador prestava contas corretamente ao seu patrão, sem controles, sem câmeras de vigilância e sem roletas.
Se tudo isso era certo ou errado, não é o que se vai discutir aqui, mas o fato é que a nossa sociedade deteriorou-se de tal forma que o que se chama de evolução tecnológica quer nos mostrar que vigiar os outros é fundamental alimentando a ideia de que somos todos desonestos até que se prove o contrário, exatamente o inverso dos tempos passados onde a premissa era a de que todos eram honestos até prova em contrário.
Qual o maior problema que isso nos gerou?
O custo de vida, que é o preço que se tem que pagar para viver. Viver ficou tão caro que não há salário que seja suficiente para se bancar a tal vida moderna. Os patrões precisam controlar seus empregados, o patrimônio precisa ser assegurado, os bancos oferecem o talão de cheques sem qualquer preocupação com o calote porque os bons pagam pelos maus pagadores, e assim foi tudo ficando caro e as pessoas não conseguem mais confiar umas nas outras. A última novidade é a liberação do Fundo de Garantia das contas inativas que o governo resolveu autorizar em favor de trabalhadores que haviam sido demitidos ou que se demitiram e não puderam resgatar essas verbas à época da rescisão contratual. Os valores nem são tão altos, mas a corrida é grande e as pessoas ao serem entrevistadas pela imprensa nas filas do resgate, dizem que vão usar o dinheiro para pagar dívidas. Isso significa que grande parte das pessoas estão endividadas ao invés de terem alguma poupança como ocorria naquela época dos anos 70.
Ai vem o governo dizer que está fazendo essas liberações para incentivar o consumismo considerado necessário para o desenvolvimento econômico do país. A regra seria produzir-se no país somente o que o consumidor pode comprar e não incentivar o endividamento que acabará construindo um falso poder de compra e um mercado mentiroso que gera excesso de consumo e incapacidade de pagamento. A TV induz o endividamento e o governo prega a necessidade de se comprar mais.
A pergunta é sempre oportuna: Será que evoluímos ou será que apenas crescemos em volume de negócios e coisas?
A caderneta de anotações das compras seria muito bem vinda de volta se acompanhada de uma onda de honestidade e a utilização da tecnologia deveria servir somente para dar à caderneta um ar de modernidade virtual. A moral social, a caderneta virtual, e nós convivendo em harmonia sem espertos nem inocentes controlando e pagando pontualmente as contas pelo celular.
João Lúcio Teixeira