O prefeito de Ilhabela demitiu 16 pessoas por envolvimento no desvio de verbas públicas na folha de pagamento constatado em 2006. A demissão envolve funcionários que participaram dos atos fraudulentos de gerar folha falsa de pagamento com depósito de valores indevidos nas contas bancárias de alguns servidores e os valores desviados podem atingir a mais de três milhões de reias.
O fato veio à tona quando a ONG Olho Vivo, através o seu presidente Dr. João Lúcio, que contou com a contribuição do Eng. Anselmo e do dentista Dr. Danilo, ambos moradores de Ilhabela, requereu ao Delegado Seccional Dr. José Francisco que instaurasse inquérito para apurar os fatos que haviam sido publicados no Estadão.
O inquérito foi instaurado e a sobrinha do prefeito da cidade que era a pessoa que controlava a fraude, se apresentou ao delegado e entregou um punhado de jóias que haviam sido compradas com dinheiro desviado. O inquérito virou processo e está tramitando na esfera criminal. Agora, tardiamente o prefeito resolveu demitir pessoas que já deveriam ter sido demitidas há muito tempo. Acontece que o inquérito inclui como Réu o próprio prefeito, uma vez que a documentação apreendida na prefeitura pelo zeloso delegado comprova que o prefeito tinha conhecimento do fato.
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