quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

EDITORIAL

Política acaba sendo sinônimo de conflito. Não se fala aqui em conflito de ideias, vocações ou pensamentos endereçados à providências rumo ao desenvolvimento humano. Na política parece que o que vale é um destruir o outro para evitar a concorrência na eleição seguinte. Em São Sebastião o Juan é considerado um perigo para a atual gestão. Em Ilhabela todos os dias a imprensa traz notícias dando conta de que o Manoel seria inimigo público do Colucci. Em Caraguá nem se fala sobre a profundidade do buraco que se abre entre Aguilar e Antônio Carlos.
É como se fossem aquelas guerras entre mocinhos e bandidos nos faroestes americanos. De um lado os bandidos do outro a turma do mocinho. Quando variava, eram os índios que se ferravam, e morriam só pro povo ver cair indios mortos dos telhados ou do pico da pedra.
Tem sido assim, na atualidade no Brasil e os partidos políticos parecem mais gangs de juventude, organizadas para brigas de rua, onde uma turma quer destruir a outra.
Ser político, na visão correta, seria dispor-se a ocupar um cargo público para ajudar o povo a se organizar e viver melhor, reduzindo a pobreza, a fome, a falta de conhecimento, de cultura, de lazer, de saude, e enfim, falta de muitas coisas que um cidadão sozinho não consegue resolver. O político deveria ser tutor responsável que cuida de seus tutelados com carinho e respeito. O que se avista é uma brigaria danada uns falando mal dos outros, perseguindo e fazendo até negociatas para prejudicar gente. Pagam uma fortuna só para ter um "dossie" capaz de destruir um concorrente. Por essas e outras é que as pessoas de bem evitam participar de política, mas acabam participando de qualquer jeito quando são, por exemplo, extorquidas por um fiscal corrupto, um policial corrupto, um prefeito corrupto, ou mesmo um servidor de carreira ou não que criam dificuldades para vender facilidades. Se for verdade o que está aflorando por ai, com as denúncias do pessoal que assumiu a prefeitura de Caraguá, de que há contratos com firmas irregulares, que há notas fiscais frias, na contabilidade pública, que gente recebendo dinheiro público sem dar nada em troca, e se lavar-se em conta que o Bourabeby estava frequentando o forum até recentemente por conta de sua gestão há mais de dez anos, que o Trombini estava se defendendo até alguns anos atrás para não devolver dinheiro público. Que o Aguilar responde a inúmeros processos também por conta da sua gestão como prefeito. Que o Antônio Carlos responde a um número imenso de processos pelo menos mais de dez, tudo por conta de gestão pública, podemos pensar que de fato estamos perdidos. Estamos pagando impostos para fins incertos, e a cada dia exigem mais dinheiro da gente, sempre para sustentar uma máquina nojenta, emperrada e repleta de vazamentos. Ou a legislação brasileira está errada processando gente inocente, ou a política está repleta de gente que nunca poderia estar em cargo público.
Se é assim, o que fazer para que a política seja algo mais sério e impedir que a corrupção prossiga assolando nossso cofres públicos ?
Ainda bem que o voto é direto e o povo tem chance de uma hora dessas aprender a escolher melhor.