O Senado Federal demitiu 50 diretores que dirigiam coisa alguma, ganhavam bem e usavam carros do senado para fins particulares. Foram demitidos e os carros recolhidos. O governo federal mantêm um Portal da Transparência publicando as despesas diariamente pela internet, e na Câmara Federal tramita projeto de lei que vai obrigar a todos os poderes públicos municipais, estaduais e federais a fazer o mesmo, ou seja publicar suas despesas na internet.
No Litoral Norte Paulista, a vereadora Solange de São Sebastião acaba de aprovar projeto de lei de sua autoria que modifica a lei de transparência que vinha vigendo na cidade, e obrigava a Câmara a publicar todos os processos de licitação, para permitir a partir de agora, que sejam publicados somente os de valores superiores a 80 mil reais, tornando secretos os de valor menor, que geralmente são verdadeiros antros de corrupção na modalidade carta-convite, numa afronta à razão humana, ao carater da gestão pública, à moralidade e decência no exercício de atividade política. Foi lastimável o ridículo papel exercido pela vereadora mais votada da cidade mais rica do Brasil, que andou para trás e mostrou o lado negro da vereança. Em Caraguatatuba ao invés de reduzir a quantidade de cargos desnecessários, como no Senado, o presidente da Câmara Kazon criou mais 8 cargos destinados a acomodar amigos e parceiros políticos que não conseguem viver sem os favores do poder. Criou até um cargo de procurador para acomodar em flagrante nepotismo, filho de assessor do prefeito, advogado de formação recente e sem nenhuma especialização em direito público, que ocupa cargo que nem atribuição tem. Cargo sem atribuição é o mesmo que dar emprego para quem não terá o que fazer. Vai receber dinheiro público e continuar advogando na assistência judiciária estadual.
Os outros cargos são também figurativos como inúmeros outros que são ocupados por pessoas que nunca vão à câmara porque não tem nem lugar onde ficar e outros que frequentam a casa legislativa, mais têm pouco o que fazer. São hoje 100 servidores em Caraguá, eram 200 até pouco tempo atrás em São Sebastião, incluíndo os terceirizados, um batalhão, maioria formada de desocupados para atender a nove ou dez vereadores que cuidam basicamente de buracos de rua, bico de luz e poda de árvores. A Câmara que é uma vergonha, tanto em Caraguá como em São Sebastião, custa uma fortuna ao povo. Mais ou menos 10 milhões de reais serão gastos neste ano, em cada uma das duas cidades, nessa orgia legislativa.
Este editorial visa exclusivamente os atos praticados em decorrência do exercício de poder e não faz nenhuma referência ao carater das pessoas.