Os nossos fundamentos econômicos estão bem equilibrados e ajustados para suportar esta crise internacional que vem assolando o mundo inteiro. Mesmo com alguns renomados economistas fazendo prognósticos pessimistas ao longo dos dois mandatos do Presidente Lula, para a satisfação geral do povo eles vem errando sistematicamente. A equipe econômica invariavelmente vem fazendo projeções mais precisas do que os “econotucanos” de plantão. Para o tucanato quanto pior for o governo Lula, tanto melhor as possibilidades do PSDB vislumbrar uma chance de voltar ao comando do Brasil, por isso o desespero dos bicudos quando observam a aprovação do PT e do Lula nas pesquisas – PT 29% de preferência da população, PMDB 8%, PSDB 7% e DEM 1% – Vox Populi em maio de 2009. Nosso país tem que continuar avançando no desenvolvimento sustentável com um projeto de Brasil que está dando certo.
Na Argentina que no passado seguiu a cartilha do FMI definida pelo Consenso de Washington, privatizou-se todas as empresas estratégicas, inclusive os bancos, e diante desta crise ficou impotente, pois extinguiu os mecanismos de gestão e controles econômicos efetuados pelo Estado no passado. Optando pela moratória, a Argentina perdeu o crédito e não vê aporte de investimentos externos em sua economia. No Brasil isto não aconteceu porque uma grande aliança liderada pelo agora Presidente Lula o conduziu a este cargo maior, o que garantiu a mudança nos rumos da economia e alguns posicionamentos de soberania nacional como a não privatização da Petrobras. A privatizada Embraer mandou embora 4200 empregados, enquanto a Petrobras nenhum, esta é a diferença.
Nos EUA, a crise que abalou as estruturas do sistema capitalista, está forçando o governo a tomar medidas intervencionistas na economia, contradizendo os mais ortodoxos defendentes do neoliberalismo e da economia de mercado. Adam Smith certamente se estivesse vivo reformularia totalmente a sua teoria visto que a história provou seu equívoco. Os EUA resistem ao máximo em estatizarem alguns bancos, no entanto, imprimem em suas gráficas bilhões de dólares para injetarem nos bancos falidos, é moeda podre, sem lastro que gera inflação e desvalorização da moeda.
Não podemos ter uma economia totalmente liberalizada, mas também não podemos tê-la absolutamente centralizada. O Brasil esta mostrando ao mundo que o mais razoável é o caminho do meio, o caminho do equilíbrio e da harmonia econômica, onde o Estado tem poder de interferir quando necessário para atingirmos um crescimento programado e sustentável ao longo dos próximos 40 anos, nos colocando na posição de quinta economia mundial no ano de 2050, atrás apenas da China, dos EUA, do Japão e da Índia. Tudo isso com aumento da classe média, distribuição de renda, efetivação de políticas públicas que façam a inclusão de melhorias na vida das pessoas dando-lhes o direito nato de vivenciarem a dignidade humana.
Paulo Afonso
Engenheiro, bacharel em Direito,
Assessor do Dep. Est. Carlinhos Almeida (PT-SP).