sexta-feira, 21 de agosto de 2009

TRISTE REALIDADE

Um paciente R.M. sofreu em Caraguá um enfarto e ao sentir os sintomas dirigiu-se à Santa Casa guiando o próprio carro. Lá chegou e viu um aglomerado na porta do pronto socorro, tentou atendimento, mas não conseguiu e depois de uma hora mais ou menos, sentiu-se melhor e resolveu ir embora. Ao chegar no carro e colocar a chave no contato sentiu de novo as dores e voltou à portaria disposto a exigir atendimento rápido. Não teve tempo, caiu no meio das pessoas situação que lhe permitiu ser recolhido e internado. Resultado, enfarto que lhe rendeu dois dias na UTI local e em seguida a transferência para a Santa Casa de São José. Tudo pelo SUS porque não tinha plano de saúde e nem dinheiro para pagar as despesas.
Três dias na UTI por lá e os médicos definiram que precisava passar por um exame denominado "cateterismo" que é o mapeamento dos danos para definição da necessidade ou não de uma cirurgia. O SUS não estaria autorizando tal procedimento, e o resultado é a alta para que o paciente voltasse para Caraguá. Detalhe: Caraguá não faz cataterismo e nem no litoral norte nenhuma cidade o faz pelo SUS. Estava, na realidade condenando o cidadão ao risco de repetir um novo enfarto e quem sabe.
Ainda bem que há pessoas por aqui que se preocupam com os outros e conseguiram encaminhamento para a Beneficência Portuguesa, pelo SUS e a vida por certo será salva.
Estamos diante de uma situação gravíssima no quesito saúde e nós continuamos pensando em investir dinheiro público em festas e obras de embelezamento.
A ideia de gestão pública necessita de uma revisão urgente para que as verbas públicas sejam destinadas a preservação da vida humana, e o desenvolvimento humano através a evolução da ciência e tecnologia. Municípios acham que investir em ciência e tecnologia é problema somente do governo federal e assim, vamos assistindo de camarote a degradação da espécie humana.
O império da engenharia e dos fatores considerados esteticamente importantes, precisa sofrer um refreamento enquanto há tempo.
Salvamos uma vida, mas quantas teremos perdido porque não dispomos de tratamentos eficazes ?

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