Nos últimos tempos este Blog tem feito algumas denúncias relacionadas aos problemas de atendimento no sistema de saúde em Caraguatatuba.
Citamso alguns casos específicos de pacientes que tiveram dificuldades, dentre eles o João Lúcio que demorou 65 dias para conseguir uma consulta no AME, uma gestante com suspeita de gripe suína que acabou sendo atendida em São Sebastião, e de um Senhor o Ricardo Meira que com dores no peito buscou atendimento na Santa Casa de Caraguá e só conseguiu ser atendido depois que desmaiou de dor e enfartou na porta do hospital. Todos foram salvos, mas porque buscaram proteção em outras cidades.
João Lúcio foi para médicos particulares, a gestante foi para Jacareí e o Sr. Ricardo para São José e depois São Paulo.
Depois de toda essa discussão em torno do assunto, pode-se concluir que, o problema do atendimento na saúde em Caraguá está ligado diretamente aos obstáculos postos entre os pacientes e e o primeiro atendimento. Todo mundo se dirige ao pronto socorro da Santa Casa porque é o único local que dá acesso a quem sinta o desejo de consultar o médico. Lá na porta do pronto socorro fica uma confusão e acabam atendendo primeiro a quem esteja sangrando, desmaiado ou em desespero de dor. Este não pode ser o critério porque alguém que não demonstre essas situações pode estar, por exemplo, o caso do Sr. Ricardo, enfartando silenciosamente e não vai merecer prioridade.
O correto seria que qualquer pessoa que sinta necessidade de consultar um médico tivesse acesso facilitado, mesmo que não seja caso de emergência, porque se for o caso, o médico irá pelo menos tranquilizar o paciente que voltará para casa confortado.
O que não dá é pra dizer que procurar médico é frescura ou mania.
A gestante teve uma gripe forte que parecia suína, mas felizmente não era, e nos seus sete meses de gestação ficou internada e bem tratada no hospital de São Sebastião por 5 dias, tratando de uma pneumonia, e talvez por conta de tanto remédios necessários, o parto precipitou-se e a criança precisou nascer em Jacareí porque aqui não há UTI néo-natal. Foi removida em ambulância para lá e já está em casa com seu bebê que nasceu de 7 meses passando bem, e a mãe também está bem. O Sr. Ricardo enfartado foi atendido na Santa Casa de Caraguá graças ao Dr. Sampa que estava por lá passando visitas, e foi encaminhado para São José, na Santa Casa, lá permaneceu por 5 dias e assim que amenizou a crise foi para São Paulo, pelo SUS com mais uma participação importante do Dr Sampa, e recebeu três pontes, duas safenas e uma mamária no dia seguinte ao de sua internação no Beneficiência Portuguesa. Passa bem.
Tudo mostra que o problema é o primeiro acesso ao médico, que vem sendo dificultado de todas as formas. Ricardo disse que depois que conseguiu entrar na Santa Casa de Caraguá foi muito bem tratado e foi salvo de um enfarto de grandes proporções. A dificuldade foi conseguir ultrapassar a porta de entrada. A gestante idem, rolou de um lado para o outro até ser levada por aparentes para São Sebastião e e lá, segundo ela, o acesso foi fácil e a sua vida bem como a de seu bebê foram bem cuidadas.
Agora temos visto em uma matéria publicada pelo Jornal Imprensa Livre, que a comissão de saúde da câmara de vereadores se reuniu com a Secretária de Saúde, e outros órgãos para cobrar uma solução para essa dificuldade.
Ficou acertado que será providenciado um serviço de pronto atendimento lá no Posto de Saúde do Porto Novo. Nada mais importante do que isso, com médicos atendendo dia e noite, ambulâncias de plantão para remoções urgentes, e uma central de atendimento capaz de agilizar as providências capazes de salvar vidas humanas, não só no Porto Novo como também no Massaguaçu, que é bairro distante e possível remoção inadequada pode custar vidas.
A promessa foi publicada e os vereadores têm essa função como primordial, que é fiscalizar e exigir soluções para os problemas do povo já que verbas públicas são gastas em abundância e a saúde de Caraguá tem sido a pior de todas da nossa região, o que mostra a estatística de mortalidade infantil que a mais alta de todas as cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
A comissão de saúde da Câmara está agindo oportunamente e a viabilização urgente de um serviço de pronto atendimento no Porto Novo vai, por certo, contribuir para uma verdadeira revolução no processo de atendimento.
Difícil vai ser fazer com que alguns profissionais da saúde cumpram com seus horários e tenham mais dedicação ao problema dos pacientes da rede pública.
Por ora, parabéns pela iniciativa, mas ela não pode ficar só no papel.
Um comentário:
NOS SERVIÇOS DE PRONTO SOCORRO, É OBRIGATÓRIA A EXISTÊNCIA DE UMA SALA DE TRIAGEM, OU SEJA, O PACIENTE É EXAMINADO PARA QUE SE POSSA VERIFICAR A GRAVIDADE DE SEU PROBLEMA. APÓS ESSE EXAME, DEVERÁ SER FEITO O ENCAMINHAMENTO PARA O MÉDICO. NA STA. CASA NÃO SE FAZ ISSO, TODOS OS PACIENTES FICAM AGUARDANDO A VEZ, INCLUSIVE CRIANÇAS JUNTO COM ADULTOS, ATÉ QUE SEJAM DEVIDAMENTE ATENDIDOS.
VEJAM, UM PROCEDIMENTO TÃO SIMPLES, QUE PODE SER EFETUADO EM UMA SALA POR UM ENFERMEIRO, JÁ SERIA SUFICIENTE PARA AGILIZAR O ATENDIMENTO. NÃO É NECESSÁRIO SER MÉDICO PARA VER QUE ESTÁ TUDO CONFUSO. OS PACIENTES TEM QUE FICAR DO LADO DE FORA, FAÇA CHUVA OU SOL, E SÃO MUITO MAL TRATADOS PELOS FUNCIONÁRIOS (TANTO OS ATENDENTES QUE FAZEM A FICHA COMO PELO VIGIA QUE FICA NA PORTA). BOA EDUCAÇÃO NÃO REQUER DINHEIRO, ASSIM COMO HIGIENE E ASSEIO. REQUER SOMENTE BOA VONTADE.
E NADA DE DIZER QUE "AS IRMÃS FAZEM O POSSÍVEL", POIS TRATANDO-SE DE SAÚDE, O POSSÍVEL NÃO É ACEITÁVEL, TEMOS QUE FAZER TUDO PARA SALVAR VIDAS.
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