Natural de Pedregulho (SP), onde nasceu em 18 de agosto de 1938, Orestes Quércia começou sua vida pública no movimento estudantil, quando era aluno da Escola Normal Livre de Campinas.
Em seguida cursou direito na PUC de Campinas, tendo dirigido o jornal do centro acadêmico. A partir de 1959, começou a trabalhar nos jornais e rádios da cidade.
Formou-se em direito em 1962 e, no ano seguinte, foi eleito vereador na legenda do Partido Libertador. Assumiu o mandato em 1964. Com a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, Quércia filiou-se MDB, pelo qual foi eleito deputado estadual em 1966.
Escolhido vice-líder da oposição, foi eleito prefeito de Campinas em novembro de 1968 --pouco antes da edição do AI-5. Em sua gestão, desenvolveu trabalhos em parceria com a Unicamp. Abriu avenidas, pavimentou ruas, construiu uma estação de tratamento de água, construiu casas populares.
Conseguiu eleger seu sucessor nas eleições municipais de 1972, numa conjuntura em que o MDB sofreu grande derrota no país, e começou então a articular sua candidatura ao Senado. Na convenção do partido, em 1974, derrotou o presidente do MDB paulista, Lino de Mattos, e o deputado Freitas Nobre, obtendo mais de 80% dos votos dos convencionais.
Em novembro, competindo contra o senador e ex-governador Carvalho Pinto, candidato do regime militar, obteve uma vitória impressionante: 4,6 milhões de votos contra 1,6 milhão.
Assumiu o mandato em 1975 e, no ano seguinte, passou a criticar a política econômica de Ernesto Geisel e a desnacionalização da economia. Em 1977, porém, foi acusado de corrupção na prefeitura. Houve rumores de que seria cassado pelo AI-5, mas isso não se consumou.
Em 1979, fundou um jornal em Campinas, que foi incorporado em 1981 pelo "Diário do Povo", do qual se tornou sócio. No ano seguinte, perdeu a indicação para ser candidato a governador pelo PMDB para Franco Montoro, mas ficou com a vaga de vice.
Quércia tinha pequena influência no governo --indicou dois secretários e poucos diretores de estatais. Não conseguiu impedir a escolha de Fernando Henrique Cardoso para presidente do PMDB paulista nem a indicação de Mário Covas para prefeito de São Paulo, em 1983. Também não conseguiu emplacar Almino Affonso como candidato a prefeito da capital, em 1985.
Dedicou-se então a fortalecer suas bases no interior: criou trezentos diretórios municipais do partido e, em 1986, já tinha o controle de 70% da legenda no Estado. Na convenção regional do PMDB, Covas e FHC aceitaram concorrer ao Senado.
Apesar disso, sofreu fortes pressões dentro do partido para que desistisse da disputa ao governo. Inicialmente mal posicionado nas pesquisas de intenção de voto, Quércia assumiu a liderança após o início do horário eleitoral gratuito, quando consolidou sua identificação com o PMDB e o Plano Cruzado. Venceu a eleição com 5.578.795 votos (36,1% dos votos totais) graças ao interior (perdeu na capital para Antonio Ermírio, do PTB).
2 comentários:
o PMDB de Caragua voltará ao Álvaro alencar!
Vai vendo..
Álvaro Alencar merece o PMDB Sendo na mão do prefeito será um partido de aluguel do PSDB .
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