Ontem dia 12 de janeiro de 2011 completou um ano desde o terremoto do Haiti que exterminou 316 mil pessoas feriu 350 mil e deixou desabrigados 1,5 milhão de flagelados.
O Brasil tem sido o grande parceiro do Haiti na luta pela reconstrução do país. O Brasil já entregou 80% do que prometeu ceder aos irmãos Haitianos, e foi o país que mais cumpriu as promessas de ajuda, além de estar mantendo lá uma força tarefa do exército brasileiro que antes era de mil soldados e atualmente são mais de três mil soldados brasileiros que estão lá em missão militar. Depois de um ano, sem a ajuda das principais nações do mundo que prometeram mas não cumpriram a promessa de ajuda, somente 5% do entulho que sobrou dos prédios ruídos foram retirados. É muito pouco para um povo que vive em quase totalidade da população em barracas improvisadas sem condições de higiene, o que acaba permitindo proliferação de doenças como a epidemia de cólera que já matou muitas pessoas e contaminou muitas outras. O Haiti é uma nação em desordem total, por conta da promiscuidade inerente aos ambientes onde impera a miséria. Politicamente a nação está em desordem também porque não há muita lógica em um governo que não pode punir os abusos, e nem consegue organizar a população que aguarda diariamente a ajuda do mundo para se alimentar ou tratar da saúde. Houve eleições em outubro último para eleger os governantes, mas a contagem dos votos foi posta em dúvida e a ONU está providenciando a recontagem dos votos para definir os candidatos que irão ao segundo turno em 7 de fevereiro. A preocupação é de que os políticos porventura eleitos desviem as ajudas o que seria ainda mais dramático, em um país que já teve governantes altamente corruptos que enriqueceram, mas deixaram a população na maior pobreza do continente. A presidente do Brasil promete intensificar a ajuda e cobrar dos países que se comprometeram ajudar para que cumpram o seu compromisso porque uma nação não pode simplesmente deixar de existir. A demora na reconstrução ao menos no que seja fundamental só vai agravar a situação. A solidariedade entre os povos é fator que reduz as importâncias das fronteiras territoriais e valorizam a irmandade universal. O Brasileiro já sabe o quanto é importante receber ajuda em momentos de catástrofe.

Um comentário:
Não podemos esquecer da Dra. Zilda Arns, Brasileira, Fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança. Faleceu em missão no Haiti, onde levava, para aquela região marcada pelo sofrimento e escassez, o projeto em prol da vida. Dra. Zilda Arns nos ensinou sobre ética e nos mostrou que, com medidas muito simples, é possivel preservar nosso maior patrimônio: A vida
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