segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ISSO TAMBÉM É POLÍTICA


Peritos encontraram no domingo (6) um grampo telefônico em uma linha usada pela presidência da Assembleia Legislativa do Paraná. Também foram achados mais um equipamento de escuta ambiental e uma câmera de vídeo em uma das salas da Casa.
Segundo os peritos, o grampo, que estava instalado em uma central telefônica, registrava as conversas feitas em um aparelho de telefone localizado em uma sala anexa ao plenário, que é usada pela presidência da Casa.
Equipamentos de escuta são encontrados na Assembleia do PR
O aparelho estava ativo e podia transmitir as conversas feitas no ramal para um receptor a uma distância de até cem metros. Os peritos ainda não sabem precisar quando o grampo foi instalado.
Já a escuta ambiental e a câmera de vídeo foram encontradas na sala da segunda secretária.
O local era, até o início de fevereiro, usado pelo atual presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), que assumiu a presidência da Casa na terça-feira (1).
Segundo os peritos, os equipamentos, apesar de já instalados, ainda não haviam sido conectados a um receptor.
No sábado (5), a equipe já havia encontrado equipamentos de escuta na Assembleia. Um deles estava instalado numa sala de reuniões usada pela presidência. Um dos aparelhos, de fabricação israelense, foi avaliado em pelo menos R$ 20 mil.
Rossoni afirma que mandou fazer a varredura por recomendação da polícia. No dia 1º de fevereiro, a Polícia Militar assumiu a segurança da Casa, após a nova administração ter supostamente recebido ameaças de funcionários comissionados que tinham sido exonerados.
A inspeção está sendo feita por peritos de uma empresa de segurança privada.
Rossoni chamou a Assembleia de "o palácio do grampo".
"Eu já tinha esse receio e a minha desconfiança foi confirmada. Tudo isso que está sendo revelado demonstra o grau de insegurança e o risco a que todos estávamos expostos", disse o deputado, que não especificou quem pode ter instalado os equipamentos.
Ao longo da semana, Rossoni afirmou que uma "quadrilha" de funcionários na Assembleia intimidava deputados e diretores da Casa.
Os equipamentos que já foram localizados foram entregues à Polícia Civil e encaminhados para perícia técnica na Polícia Científica. A perícia é feita por um grupo privado.

3 comentários:

Anônimo disse...

em caraguá...

Anônimo disse...

A coisa ta feia!So da bandidagem.

Anônimo disse...

Dizem que há grampos também na Câmara. O próprio telefone da sala já se encarrega de gravar a conversa em uma central. Seria verdade ou conversa mole? Não sei. Mas se eu fosse vereador, só de prevenção, mandaria fazer uma varredura já e chamaria um tecnico de confiança para avaliar se a tal central tem mesmo um modulo de gravação. Chorar depois é tarde.