segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O MUNDO SERÁ UM ENORME DEMOCRACIA - SERÁ PERFEITO

O Blog mostrou que a internet realmente é o grande veículo de comunicação de massas no mundo moderno. Falamos há algumas semanas que o movimento popular que derrubou o governo da Tunísia era apenas a ponta de um “iceberg” que deveria refletir em todos os paises do mundo árabe e citamos os paises mais sujeitos à reações populares. A internet foi acusada de ser o grande vilão dessa mudança de comportamento social do povo daquela região. Até arriscamos falar que os adeptos da chamada “globalização” olhou apenas os indicadores econômicos como se o mundo fosse globalizar somente seus fatores econômicos e até diziam os mais empolgados que os países que não se incluíssem na globalização estariam sujeitos ao ostracismo. O Brasil entrou de cabeça nos movimentos e congressos internacionais posicionando-se dentre os paises que aderiam a idéia da globalização econômica. As pessoas só não se atentaram para a hipótese da globalização econômica gerar reflexos no comportamento social dos povos. O Brasil não teve grandes problemas porque já vinha nas últimas décadas realizando mudanças internas baseadas na constituição de 1988 que modernizou a concepção de Estado do Brasil. Deixava de ser um Estado anacrônico e retrógrado para ter uma das constituições mais modernas do mundo. Implantou a eleição eletrônica o que veio a consolidar a idéia de democracia, implantou um sistema bancário seguro, um parque industrial modernizado, e além de tudo um povo que apesar das ditaduras de 18 anos negros mostra-se ágil na percepção novos horizontes. Agora os povos árabes, que são governados por ditaduras, ainda que civis, há mais 40 anos, alguns deles, resolveram que vão ser também globalizados, não exatamente na questão econômica, mas na questão da concepção de Estado. O povo resolveu ir para as ruas depois de ver na internet que existem paises como o Brasil que desenvolve e busca distribuir riquezas, com o governo fazendo esforço para reduzir a pobreza e as diferenças sociais. Ai, o povo dos paises árabes percebeu que ser governado por famílias que enriqueceram no poder, não é o melhor sistema, especialmente se o poder passa de pai para filho. Caiu o governo da Tunísia que está agora sob uma ditadura militar com a promessa de fazer eleições em breve e tomara que isso de fato ocorra. Segundo o Jornalista Diogo Mainard o povo do Iraque, cujo governo ditatorial do Saddan Russein foi derrubado há alguns anos, vive melhor hoje do que sob a ditadura do Saddan e a esperança do povo da Tunísia é mesma, a de conseguir escolher pelo voto livre o governante que melhor satisfizer os interesses do povo.

Agora a Líbia que é governada há 41 anos pelo ditador Kadhafi está agora sob forte tensão com inúmeras pessoas nas ruas e a situação já provocou a morte da mais de duzentos manifestantes. O filho do Kadhafi afirma que a Líbia não vai ser que nem Egito e Tunísia e lá se os protesto continuarem haverá guerra civil.

A Líbia tem 6 milhões de habitantes, equivalente ao número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro, portanto é um país pequeno que tem indicadores econômicos de crescimento positivo de 2,6% em 2008, mas que não distribui a renda de forma socialmente justa. O povo da Líbia está nas ruas, o a novidade é que soldados do exército começaram de desertar para se juntarem aos rebeldes. Parece que a rendição do Kadafi será questão só de tempo. O mundo está virando uma enorme democracia que só precisa que seu povo aprenda a escolher bem os seus governantes. Ai o mundo será perfeito.

João Lúcio - Economista

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu estou aprendendo a fazer minha parte.Com certeza vou analisar bem antes de votar.Ja estou farta de tanta coisa ruim para o povo.Cuidado nem tudo que reluz é ouro.

Ana Maria disse...

Por isso dr. João Lucio que postei o comentário mostrando o exemplo de Araraquara que tem 80% com sinal gratuito de internet.
Seria bom que não somente Caraguá, mas outras cidades copiassem o exemplo de Araraquara, porém....ai porém....rsrsrs, a integração da população com a net talvez seja prejudicial à "certos" e "certas" pessoas candidatas à cargos públicos.

Informação é fundamental para analisarmos sobre futuros representantes de uma cidade e por que não dizer, nação? O Facebook tem sido uma arma nas mãos de revolucionários que até então eram sem rosto.