A constituição brasileira foi modificada para estabelecer proporcionalidade em relação ao número de vereadores em todo o país. Caraguá pode ter no máximo 17 vereadores e não os dez atuais. A Câmara deverá modificar a lei orgânica para cumprir a regra constitucional para o próximo pleito e a mudança terá que ser feita até junho, um ano antes das convenções partidárias de 2012. Rola por ai que há vereadores fazendo um enorme esforço para ficar com o menor número possível de vereadores porque do jeito que está é mais fácil negociar com o prefeito. Se aumentar o número e elegerem alguns estranhos aos hábitos da corte, por certo situações atualmente vantajosas serão prejudicadas. Claro que só vamos citar a hipótese somente por amor ao debate, mas se for dezessete o número de vereadores, partindo da hipótese de que houvesse um mensalão, só como exemplo, a divisão resultaria em número menor para cada um. Claro que isso não existe, mas faz parte das conversas de botecos pela cidade.
Se houver pelo menos um que não participe dessas canalhices, se é que elas existem, poderia se transformar em dedo na ferida dos corruptos, se é que eles existem.
Algumas pessoas acham que menos vereadores seriam mais barato, seriam menos salários, seriam menos assessores, seria tudo menos, mas não se preocuparam em ver que poucos vereadores são sempre dominados pelo poder executivo que nem contas precisa prestar e o povo paga uma conta infinitamente maior. Ou seja, poucos vereadores são mais facilmente dominados pelas benesses do poder.
Há até vereador que fala claro que vai tentar de todas as formas evitar que intrusos entrem no seleto grupo.
Juristas de boa linhagem entendem que cidade com 100 mil habitantes, no caso Caraguá, têm que ter no máximo 17 vereadores, mas não menos de 16 porque 15 é número de vereadores para cidades com menos de 80 mil habitantes.
Se a intenção do legislador era a de estabelecer proporcionalidade entre população e número de vereadores, então não há lógica na idéia de que a câmara possa estabelecer qualquer número desproporcional para menos ou para mais. Com dezessete a Madalena pode voltar, o Comans, o Ilso Vitório, pode eleger o João Lúcio, o Paulo Afonso, o Rubens da Caixa, e alguns outros nomes que não nos ocorrem por ora. Acidade ganharia fiscais de verdade dos interesses públicos. Isso incomodaria a muita gente que se locupleta das propinas e vivem da pirataria governamental. Um certo ex-prefeito de certa cidade diz que não dá para governar sem “abrir as pernas” para os vereadores que chegam em grupos e exigem vantagens vergonhosas, que incluem verba mensal além do salário. “Se não pagar nois caça”. Claro que isso não ocorre e nunca ocorreu em Caraguá, é só exemplo de argumentação, mas que há bandidos de monte na política brasileira isso há e parece que morrem de medo de não mais poderem roubar.
Consultas estão sendo feitas aos Tribunais Eleitorais para que se eveitem que uma cidade grande tenha menos vereadores que uma pequena cidade como vinha ocorrendo.
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