Etapa final será dia 17 de março no Teatro Mario Covas
A matemática tomou conta das escolas municipais de Caraguá. Nesta quinta e sexta-feira (3 e 4), os estudantes com idade entre nove e 13 anos participam da etapa classificatória da Tabuada Caraguá. A fase final será dia 17 de março, às 8h, no Teatro Mario Covas.
A Tabuada Caraguá é um evento que envolve os alunos das 28 escolas da rede municipal de ensino. As contas de multiplicação são apresentadas aos estudantes em ordem crescente de dificuldade. As crianças que errarem são eliminadas até que restem os selecionados para a próxima fase. A etapa classificatória acontece nas escolas e nomeará dois representantes de cada unidade de ensino.
No dia 17 de março acontece a fase final. Todos os alunos participantes receberão certificado e os dez primeiros colocados e seus professores receberão um prêmio surpresa.
O evento é organizado pelo setor de Projetos da secretaria municipal de Educação e tem o objetivo de incentivar o estudo da matemática. A supervisora de ensino, Marilene Mendonça Abel explica que com essa iniciativa a escola toda se envolve e a animação fica presente nas crianças. “Os alunos sentem mais vontade de estudar porque percebem que fica divertido aprender”, disse Marilene.
Assessoria de Comunicação Social – 28/02/2011
NOTA NOSSA: As escolas públicas têm vivido uma enorme falta de motivação e o aprendizado está prejudicado por conta disso. Professores desmotivados por várias razões inclusive problemas disciplinares e salários. Alunos desmotivados e desinteressados e familiares sem motivação para colaborar com o aprendizado. Medidas como essa geram motivação e muitas outras deveriam ser realizadas como gincanas de português, e de outras matérias importantes, de preferência com premiações interessantes aos alunos que se destacarem. Há quem diga que isso humilha aos menos dotados. È necessário decidir se vamos investir no mais ou nivelar por baixo em solidariedade ao menos. De parabéns a Secretaria de Educação por essa iniciativa.
Um comentário:
Sempre que se inicia uma frase com as palavras "no meu tempo........" fica um certo ranço no ar, as pessoas te achando ultrapassado, velho, desligado das modernidades do mundo.
Mas eu acredito siceramente que em questão de educação, os tempos passados eram bem melhores. Desculpem-me os novos e modernos educadores de plantão, sempre querendo proteger as crianças de trauma, mas repetir de ano nunca fez mal a ninguém, muito menos ser eliminado em uma competição de tabuada era humilhação. Eu mesmo repeti de ano por duas vezes, nem por isso virei delinquente. Tive o apoio dos meus pais, eles não foram à escola tomar satisfações, foram para saber como e porque me ajudar, apoiaram a decisão dos professores. Se hoje sei ler e fazer contas corretamente, devo isso aos professores que notaram que eu ainda não estava preparado para seguir em frente. Hoje, leio e entendo o que estou lendo. Fiz dois cursos superiores e mais uma vez agradeço aos professores por me ensinar que, com meu esforço, consiguiria progredir. Frustrações fazem parte da vida e isso também deve ser ensinado aos filhos. Se eles não conseguirem da primeira vez, que tentem novamente, não há desmérito algum nisso.
Agora, poupar as crianças de uma repetência para evitar uma frustração ao ser reprovado é onde reside o perigo. Como será futuramente para conseguir um bom posto de trabalho? Com certeza será um problema muito maior, tendo que aceitar subempregos por não conseguir interpretar um texto ou não consegui fazer contas minimamente. Isso sem falar no vestibular, principalmente das boas universidades.
Acho que a questão está mais no fato de que tanto os pais como as escolas não querem ter trabalho, sim, porque acompanhar uma criança com dificuldades de aprendizado dá trabalho, exige dedicação. Então é mais fácil apoiar a progressão continuada do que perder tempo ensinando a tabuada e o B, A, BA.
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