Algumas
frases que se ouvem nas conversas com servidores públicos sobre as perseguições
políticas. “Eu participei da caça às bruxas no inicio do governo ACS. Eram
localizados a dedo os servidores que eram a favor do Aguilar e jogados nos
cantos em forma de castigo. Eu vi e até participei. Arrependo-me”. Dito por um
dos homens de confiança à época.
“Quem
está com agente vai dentro da carroça. Quem não estiver vai puxar a carroça”.
Dito pelo filho do alcaide a um servidor que se rebelou.
“Você
está fora do governo porque não vestiu a minha camisa na eleição”. Dito por um
colaborador de dentro do QG.
Tem
mais e muito mais pérolas, todas elas mostrando que o atual prefeito de Caraguá
não tem compromisso com a carreira do servidor, mas faz do emprego público
emprego político a seu favor e a favor do seu partido. Isso é comum pelo Brasil
afora, mas em alguns lugares o servidor público conseguiu pelo menos o respeito
à sua dignidade profissional, cujo serviço é destinado ao bem estar do povo e
não ao agrado do chefe. Depois de eleito alguns prefeitos colocam seus cabos
eleitorais em cargos de chefia e diretoria, e ai a idéia de perseguição se
aprofunda porque o único mérito do puxa-saco é ser puxa-saco e nada mais. Tem
os casos daqueles que para se mostrar ao chefe sai pelas ruas agradando às
pessoas com o beneficio da multa cancelada, do funcionamento sem alvará, da
obra clandestina, e assim o serviço público vira essa baderna que se avista por
ai. Então você passa ouvir frase do tipo: “Estou em depressão de tanto ser
perseguido. Tirei licença médica e se eu pudesse deixaria esse emprego, mas não
posso”. Dita por uma servidora afastada.
– “ Estou decepcionada com a falta de consideração para com as pessoas
que trabalhavam muito nas creches, mas que tiveram que sair para empregarem
cabos eleitorais de vereadores”. Dito
por servidor amedrontado que só conversa com as pessoas às escondidas, como se
fosse criminoso. “ Estou recebendo ordens de um analfabeto estúpido que não
entende nada do meu serviço e ganha o triplo do que ganha um técnico
formado”. Assim vai sendo contada a
história do servidor público em Caraguá a cidade que paga dois mil para um professor
trabalhar seis horas, enquanto São Sebastião paga três mil por quatro horas de
trabalho ao mesmo professor. Cidade sem médicos e coma saúde crítica, por pura incompetência, e
ainda tem que ouvir do prefeito em uma reunião pública: “ Ainda bem que eu
fiquei doente fora daqui, se não eu estava ferrado”. Disse ele em plena reunião
com os servidores da saúde de Caraguá. O servidor ainda tem que ouvir isso e
ser humilhado por alguém que ao que se sabe é apenas um político sem nenhuma
capacidade para avaliar tecnicamente o desempenho profissinal dos servidores.
A
classe necessita de recuperar a sua alto-estima, deixar de ser escravizada por
um montão de incompetentes, fortalecer seu sindicato, lutar por um plano de
carreira justo que livre o servidor das garras dos políticos profissionais e
dos servidores “puxa-sacos” que se vendem por trinta moedas virando capachos dos
espertalhões, que se enriquecem para poder continuar mandando com a força da própria
corrupção. Alguém pode explicar porque o cadastro imobiliário de Caraguá não
está informatizado? Pois é, essas coisas podem dar muito lucro aos corruptos
que negociam situações nos chamados “quebra-galhos” de devedores de impostos,
vide Ubatuba recentemente. Essa é só uma ponta do “iciberg” da corrupção que
mantém a politicagem porca no topo da pirâmide que deveria ser formada totalmente
de servidores estáveis honestos trabalhadores e com o justo reconhecimento de
seus méritos pelo trabalho e nunca pela subserviência. Ano que vem tem eleições
e os servidores poderão ser o fiel dessa balança elegendo e ajudando a eleger
pessoas, tanto na câmara como na prefeitura, que de fato possam contribuir para
a classe dos servidores seja no mínimo respeitada e possam fazer com que o
servidor se orgulhe de portar no pescoço o crachá funcional. Porque não eleger
um vereador de dentro da categoria para fazer o papel de defensor da classe,
mas alguém de fato comprometido com categoria e sem os interesse pessoais. Não
há ninguém com esse perfil? Que pena!... Será que não tem nenhum servidor que
no papel de vereador se dispusesse a subir no caminhão e ajudar a comandar uma
assembléia geral séria? Estou escrevendo assim, porque só eu, recebi nos
últimos dias, três pessoas em estado emocional abalado por perseguições, na
saúde, na educação e outra na sede do governo. Estavam em estado deprimente por
serem acusadas de não fazerem parte do esquema político atual.
Valorizar
os servidores e permitir que eles se organizem, é permitir que o serviço
público seja eficiente e satisfaça a expectativa do usuário.
Quem
tem medo de categoria organizada, não conhece os efeitos de uma rebelião de
pessoas desorganizadas. Saber com quem discutir e a quem receber é valorizar a
representação. Sindicato não é para ser abafado e nem ignorado. É para ser
respeitado. Democracia pode dar mais trabalho, mas é a melhor forma de governo
que se conhece e é muito melhor conviver com a “meritocracia” do que com a “agradocracia”.
Servidor
que olha somente o seu lado pessoal não é honesto consigo mesmo e pode ser
considerado o “judas” diante da categoria, que está em frangalhos por conta da politicagem
suja e desumana.
5 comentários:
Realmente é lamentável esse tipo de corenelismo. As pessoas tem que entender que hoje temos a liberdade de expressão, a liberdade religiosa, chegamos ao ponto de podermos publicamente demonstrarmos afeto a alguém do mesmo sexo em publico....e diante disso, porque "certas" pessoas, servidores públicos baixam a cabeça e não lutam por seus direitos.
Dinheiro compra tudo? Vemos que aqui no Brasil a corrupção está acima dos valores morais. Quem viveu no período de repressão, aonde não se podia expressar mesmo pela música desagrado aos políticos, sabe bem sobre o que falo.
Espero que nossa cidade tenha homens com "H" maiúsculos e mulheres com "M" que não se intimidem diante das torturas psicológicas.
NÓS PODEMOS SIM, EXERCER O VOTO LIVRE! NÓS PODEMOS MUDAR O DESTINO DE CARAGUATATUBA. NÓS PODEMOS E DEVEMOS DIZER "NÃO" À PERSEGUIÇÕES.
SE EU FOSE FUNCIONARIO PUBLICO E SE ALGUEM DE QUALQUER CHEFIA OU O PROPRIO PREFEITO ME UMILHASE EU CHAMARIA PARA A BRIGA E LHE DAVA UMA PORRADA E DEPOIS QUE ELE TOMOU UM CACETE ELE PODE ME PROCESAR SE UMA PESSOA NAO TE RESPEITA PORQUE VOCE VAI RESPETA-LA E ASSIM QUE AS COISAS FUNCIONAN .NAO TENHA MEDO DE BRIGAR QUANDO VOCE ACREDITA NO QUE ESTA FAZENDO.
Gostei de ver Aninha, que bom que pulou e mudou de lado. Aguilar prefeito ainda é a melhor solução.
As coisas melhorariam muito para o servidor, principalmente da Educação, se esses cargos comissionados fossem extintos e houvesse concurso público para preenchê-los. 90% deles são puxa- sacos, incompetentes, que pisam nos servidores apenas para garantir seu cargo e não ter que voltar para a sala de aula!!! Tem supervisora antiga, toda prepotente que sugeriu que uma professora com problemas de saúde se afastasse por um ano sem remuneração por que ela tinha que tirar um dia por semana para se tratar...essa mesma supervisora, todos sabem, quando teve que voltar para a sala de aula não aguentou 2 dias, teve um ataque de choro e foi colocada de volta no cargo!!!!! E nem assim aprendeu a respeitar os professores.
Tenho vergonha desta politca suja de minha cidade.Uma pena!Malandragem comandando geral.As coisas mudam, o mundo gira nada é eterno nem o poder.
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