sexta-feira, 20 de abril de 2012

A BRONCA É DO LEITOR CELSO NARDI

Vigilante despertador.

Há alguns meses um indivíduo começou a fazer rondas pelas ruas da Martim de Sá, inicialmente de carro, e recentemente de moto.
Alegando ter "registro na prefeitura", e "muita experiência nessa área por ter trabalhado em São Paulo", começou a arrecadar contribuições de alguns moradores, em troca de um serviço bastante duvidoso de vigilância: com sua moto, ele circula (em velocidade não muito baixa, diga-se de passagem) pelas ruas do bairro durante a madrugada toda, emitindo um sonoro alarme (tipo sirene), avisando aos supostos criminosos da região que ele está passando (!). 

Até aqui, tudo bem. Apesar de achar curioso existir gente disposta a pagar por esse tipo de serviço, sendo que existem empresas profissionais dedicadas a isso, não pretendo discutir a seriedade do trabalho desse "vigilante".

O problema está no barulho que ele faz. É bem alto. É uma sirene, disparada em sequencias curtas, e ininterruptamente. Ao longo da rua, de todas as ruas do bairro. 

Resolvi então interceptá-lo em frente de meu prédio e solicitei que diminuísse o barulho, expliquei que estava violando leis municipais e federais, que era impossível dormir com aquele barulho, etc.

Por duas vezes tive essa conversa com ele, mas não adiantou nada. Continua fazendo o barulho, alegando que "as pessoas que pagam precisam saber que ele está passando" (pelo que parece, a intenção principal é fazer com que as pessoas que NÃO pagam fiquem sabendo também). 

Liguei então na Secretaria de Urbanismo, na esperança de ter alguma orientação sobre o assunto. Ninguém sabia o que fazer nesse caso, e após transferirem a ligação algumas vezes, sugeriram que eu acionasse a polícia, pois "isso não é com eles".

Minha experiência em acionar a polícia militar (190) em casos de perturbação da paz (turistas fazendo barulho excessivo, geralmente carros com sistemas de som ultrapotentes) nunca mostrou resultados positivos. Geralmente dizem que vão mandar uma viatura, e nunca mandam, ou alegam estar com todas as viaturas ocupadas na região, etc. Então acredito que nesse caso, em que a origem do barulho não é um local e sim uma pessoa que pode estar em qualquer lugar do bairro (ou mesmo em bairros vizinhos), a ação da polícia seria ainda mais difícil. 

Acredito que assim como eu, outros moradores também sofrem nos finais de semana e feriados, devido ao problema dos turistas que não têm educação e trazem seus carros com seus sons ultrapotentes, ouvindo músicas de gosto duvidoso e muitas vezes de conteúdo imoral ou ilegal. Curiosamente o número de decibéis é inversamente proporcional à qualidade da "música". A prefeitura e a polícia nada fazem, afinal não querem espantar os turistas. Quando esses turistas vão embora, justamente quando acreditamos que poderemos finalmente dormir em paz, aparece esse vigilante e temos que passar a noite em claro, ou acordando inúmeras vezes, levantando pela manhã com a sensação de não ter dormido.

Fica aqui meu desabafo e minha esperança de que algo possa ser feito.

Obrigado,

Celso Nardi.


NOTA NOSSA: Quem fiscaliza o silêncio noturno no caso de estabelecimentos comerciais, é a secretaria de urbanismo da prefeitura. No caso de se tratar de  prestador de serviço autorizado pelo município, também a prefeitura. Sendo um particular não licenciado pelo município, é a polícia militar que deve fazê-lo já que se trata de crime contra o meio ambiente, a perturbação do silêncio noturno.  O fato é que, a prefeitura tira da reta e a polícia diz que tem coisas mais importantes para cuidar. E agora José?
Quem não dorme, sofre danos à saúde. 

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