domingo, 15 de dezembro de 2013

BACHELET VENCE ELEIÇÕES NO CHILE E A ESQUERDA FESTEJA

O Chile dá mostras de que a tendência dos países da América do Sul é eleger governos de partidos com tendência à esquerda. Já dissemos que a ideia de esquerda e direita tem sofrido adaptações nos últimos anos deixando como linha divisória o risco que deixa de um lado o trabalho e outro o capital. Os donos da terra, da fábrica, da construtora, do banco, da rede de lojas, das fazendas, são posicionados de um lado e os trabalhadores que dependem dos salários para manter as suas famílias são posicionados do outro lado da linha. Assim é que os pensadores modernos menos alienados vêm considerando a noção de direita e esquerda.
A Bachelet já foi presidente da república Chilena de 2006 a 2010, governou com os olhos voltados para os trabalhadores, e para a população menos favorecida. Perdeu as eleições em 2010 e o país passou a ser governado por Sebastián Piñera dos partidos de direita. Hoje, Bachelet volta a vencer as eleições e aos 62 anos é a primeira pessoa a ser eleita por duas vezes para governar o Chile desde o fim da ditadura de Pinochet nos anos 80. Derrotou a candidata apoiada pelo presidente Piñera com 70% dos votos no segundo turno.
O Chile é considerado um país desenvolvido em relação aos seus vizinhos, e experimentou do mesmo veneno que o Brasil, quando em 1963 sofreu um duro golpe financiado pelo capital norte-americano, que desalojou do governo o esquerdista Salvador Allende e estabeleceu a ditadura, do mesmo jeito que ocorreu por aqui.
Esta pequena passagem pela história do Chile, mostra que os países da América do Sul estão preferindo eleger governos voltados para os ideais de esquerda ou seja, governos que protegem os trabalhadores e não os capitalistas.
Não se pode dizer que o ideal de esquerda dos anos 60 seja o mesmo de hoje, por que naquela época os ideais de esquerda eram mirados no regime Russo em confronto com o regime Norte-americano, ou seja a estatização dos meios de produção tendo o Estado como patrão de todos os trabalhadores, e do outro lado a livre iniciativa do capital cujo lucro não tinha limites e era direito do empresariado.
Atualmente o ideal de esquerda presa a liberdade individual, permite o lucro, mas estabelece a responsabilidade social do capital, seja ele público ou privado.

Bachelet, na sua volta ao governo Chileno mostra que a tendência das eleições futuras na América do Sul é pela eleição e candidatos voltados à defesa dos menos favorecidos e a responsabilidade dos governantes na aplicação dos recursos públicos arrecadados por pesadíssima carga tributária. Não seria triste pagar impostos se os serviços públicos prestassem. Os políticos que administram sacos de cimento ao invés de vidas humanas podem estar com seus dias contados. Os legisladores que se vendem ao invés de contribuírem com o desenvolvimento humano podem desaparecer em breve. Quem viver verá.

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