quinta-feira, 2 de abril de 2015

O PROJETO DE GOVERNO POPULAR BATEU NO MURO

Muro é uma imagem simbólica que já se viu na Alemanha para separar as duas nações germânicas, sendo uma com tendências aos governos populares com vocações socialistas (comunismo) e outra com vocação aos governos de tendências econômicas (capitalismo). Assim, o muro de Berlin de 1961 a 1989, separou o comunismo do capitalismo e impediu durante cerca de 28 anos a migração de um lado para o outro. Após a derrubada do muro, observou-se que o lado comunista estava bastante defasado no tempo em relação à qualidade de vida de seus cidadãos e no implemento do uso da tecnologia.
A história da humanidade mostra que a luta entre esses dois pensamentos políticos vem de longe porque os dois modelos contêm erros e acertos, mas não conseguem misturar somente as coisas boas de cada um e extrair uma essência positiva. O comunismo é excessivamente coletivista e reduz em muito a individualidade, enquanto que o capitalismo é excessivamente vocacionado ao individualismo e à ambição pessoal sempre direcionada à ideia de riqueza.
O meio termo, com a disciplina de um e a felicidade do outro poderia ser mais inteligente.
Há na América Latina vários países cujos dirigentes tendem aos regimes comunistas, mas que não conseguem satisfazer os anseios de seus habitantes, cujas necessidades básicas não são atendidas.
Olhando particularmente para o Brasil, vê-se que a ideia de se ter um governo com tendência à esquerda está esbarrando no muro e pode estar se aproximando do limite. A presidente Dilma caiu verticalmente nos níveis de satisfação do povo em relação ao seu governo de tendência popular, e essa desaprovação torna o seu projeto inviável. Com as medidas econômicas adotadas recentemente imaginava-se que a popularidade pudesse parar de despencar, mas isso não aconteceu e nós falamos aqui no Blog há alguns meses que a presidenta corria esse risco e de fato a sua governabilidade pode estar entrando numa fase crítica, porque sem apoio popular não pode haver governo popular em ambiente democrático. A liberdade de manifestação permitida no Brasil, admite que empresas de comunicação façam campanhas contra ou a favor do governo, embora sejam instituições de propriedade do governo operadas por particulares por permissão, e sabe-se que nem sempre essas empresas de comunicação estão agindo em nome do interesse do povo. Há distorções, e essa liberdade que o governo brasileiro já pensou em limitar, tem força e influi definitivamente na opinião pública. A Venezuela, Argentina e outros países vizinhos limitaram o uso dos meios de comunicação. Ai a pergunta: Seria isso conveniente? A resposta ideal é o não.
Estamos diante de um quadro extremamente delicado que indica a impossibilidade de o governo Dilma manter-se estável.
Se a Dilma cair mais um pouco, ou seja, se a economia não reagir rapidamente, e o povo continuar aumentando os índices de rejeição da presidenta, a sua permanência no cargo começará a ser questionada.
Nós defendemos aqui a estabilidade política que se realiza com a satisfação do povo em relação ao seu governo, mas estamos vendo que a senhora presidenta está seguindo rumo ao ostracismo, a cada dia mais isolada.
Fica claro que  o Brasil não tem vocação para governo de tendência comunista, mas já conheceu, no governo Lula, as vantagens de um governo popular vocacionado à redução da pobreza, e à melhor distribuição e rendas e de oportunidades. Se conseguíssemos encontrar um meio termo que satisfizesse as necessidades da pobreza sem prejuízos à ideia de riqueza que mora na cabeça de muitas pessoas, talvez o Brasil tivesse encontrado a receita ideal para seguir rumo ao desenvolvimento sustentável.

Bater no muro agora, não é bom e o resultado pode ser muito ruim para a nação que necessita da boa escolaridade e da disciplina do comunismo, e da boa qualidade de vida e a liberdade do capitalismo. Será isso o que se chama de utopia?

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