
O vereador Warley Campanha (foto) do DEM, presidente da Câmara Municipal de Fernandópolis, cidade do interior de São Paulo, foi preso nesta quinta-feira, quando saía do velório da mãe do prefeito da cidade, Luiz Villar (DEM), por extorquir um advogado da Câmara.A prisão foi pedida por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que filmaram e grampearam Campanha extorquindo o assessor jurídico da Câmara, o advogado Ricardo Franco de Almeida.A vítima seria obrigada a repassar cerca de R$ 1,8 mil por mês do seu salário para não demitido do cargo, de confiança. "Ele dizia que se o advogado lhe repassasse entre 40% e 45% do seu salário, seria mantido no cargo, de confiança da Presidência da Câmara", contou o promotor Daniel Azadinho, que pediu a prisão do vereador.Almeida levou o caso ao Ministério Público, que pediu o grampeamento do telefone de Campanha e o filmou recebendo o dinheiro de Almeida. Segundo Azadinho, de janeiro até julho, o repasse foi feito por cinco vezes.Segundo Azadinho além da filmagem, os promotores obtiveram interceptações autorizadas pela Justiça nas quais Campanha cobrava o advogado. "Além disso, há testemunhas que viram o advogado entregando envelopes com dinheiro para o vereador", contou. De acordo com Azadinho, parte dos valores pagos foram em cheques, que foram rastreados pelo Gaeco.Nesta quinta-feira, o juiz Evandro Pelarin determinou a prisão preventiva do vereador por concussão, que é o funcionário público exigir para si ou para outra pessoa vantagem indevida, cuja pena é de reclusão de dois a oito anos, mais multa.Campanha foi abordado pela PM em uma rodovia quando voltava do velório da mãe do prefeito, que era realizado na cidade vizinha de Américo de Campos. No final da tarde, o vereador foi mandado para um hospital com crise hipertensão.Seu advogado, Marlon Santana, disse que a defesa deverá recorrer da prisão, mas que não sabia se isso seria feito por habeas corpus. "Não sabemos ainda tudo sobre a prisão. Estamos nos inteirando dos fatos", disse Santana. "O certo é que vamos recorrer, mas ainda estamos estudando como vamos fazer isso." Terra
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