Economia cresce 1,9% no segundo trimestre e Brasil sai da recessão
11/09 - 09:01 , atualizada às 09:46 11/09 - Redação
A economia brasileira teve um crescimento de 1,9% no segundo trimestre de 2009 frente ao período anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação ao mesmo período de 2008, houve queda de 1,2%. Com o resultado, o Brasil sai da chamada recessão técnica, quando se registram dois trimestres consecutivos de queda.
Kupfer: atuação do governo foi decisiva para evitar "tsunami"
No trimestre, a indústria respondeu pelo maior crescimento da atividade, com expansão de 2,1% frente ao três primeiros meses de 2009. O setor de serviços cresceu 1,2%, enquanto a agropecuária recuou 0,1%.
"Nos quatro trimestres, o PIB apresentou crescimento de 1,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado no ano, o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, sendo que, somente os serviços cresceram (2,1%), enquanto a indústria (-8,6%) e a agropecuária (-3,0%) caíram", informou o IBGE.
O número do trimestre está de acordo com as previsões de mercado, que apontavam para uma alta do PIB entre 1,5% e 2% no período.Em valores correntes, o PIB brasileiro fecha o 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões.
O principal componente do crescimento no segundo trimestre foi o consumo das famílias, com alta de 2,1%. Já os investimentos permaneceram estáveis no período.
No primeiro trimestre do ano, o indicador chegou a cair 12,6%, contribuindo de forma significativa para o País entrar em recessão. Os investimentos do governo no segundo trimestre caíram 0,1%.
O IBGE informou também que a taxa de investimento no segundo trimestre ficou em 15,7% do PIB e a de poupança, em 15,% do PIB.
Comparação anual
Frente ao mesmo trimestre do ano passado, a indústria despencou 7,9% e a agropecuária caiu 4,2%, enquanto serviços avançaram 2,4%. A formação bruta de capital fixo desmoronou 17% - o pior desempenho da série histórica do IBGE, com início em 1996.
Todos os setores industriais recuaram nessa base de comparação. A pior queda foi de 10%, na indústria de transformação, "influenciada principalmente pela redução na produção de máquinas e equipamentos; metalurgia; peças e acessórios para veículos; mobiliário; vestuário e calçados", segundo relatório do IBGE.
"Também houve retração de 9,5% na construção civil; queda de 4% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e redução de 0,8% na extrativa mineral, onde a extração de minérios ferrosos caiu 27,4%, e a extração de petróleo e gás natural aumentou 5,9%."
Entre os componentes da demanda do PIB, o consumo das famílias avançou 3,2%, no 23° trimestre consecutivo de aumento na comparação anual. Segundo o IBGE, o consumo foi impulsionado pelo aumento de 3,3% na massa salarial real e pela alta de 20,3%, em termos nominais, do saldo de empréstimos para pessoas físicas.
Já o consumo do governo subiu 2,2%. Pressionada pela menor produção de máquinas e equipamentos, a formação bruta de capital fixo, indicativo dos investimentos, despencou 17% - maior queda desde o início da série, em 1996. As exportações de bens e serviços caíram 11,4% e as importações baixaram 16,5%.
Semestre
No primeiro semestre, a economia brasileira acumulou uma retração de 1,5% em relação a igual período de 2008. Nesse confronto, apenas os Serviços tiveram aumento de atividade, de 2,1%. A Indústria amargou contração de 8,6% e a Agropecuária, de 3%.
A indústria de transformação recuou 11,2% frente ao primeiro semestre de 2008, seguida pela construção civil (-9,6%). Entre os Serviços, destaques de crescimento para instituições financeiras e seguros (7,0%) e serviços de informação (6,1%), entre outros.
Na divisão do PIB por fatores de demanda interna, o consumo das famílias aumentou 2,3% e o do governo cresceu 2,5%. Os demais itens tiveram fortes quedas: a formação bruta de capital fixo (investimentos) baixou 15,6%, as importações declinaram 16,3% e as exportações diminuíram 13,1%.
Resultado anterior
No primeiro trimestre, a economia brasileira havia registrado queda de 0,8% em relaçao ao trimestre anterior e de 1,8% quando comparada ao mesmo período de 2008. Mesmo melhor do que esperado pelos analistas na ocasião, o resultado significou que o Brasil passou a fazer parte da lista de países que entraram em recessão, atingidos pelos efeitos da crise econômica.
O PIB registra o valor de tudo o que é produzido no país por meio de sua indústria, agropecuária e serviços, descontadas as despesas com os insumos utilizados no processo de produção, tais como matéria-prima, mão-de-obra e impostos. Assim, a recessão significa uma redução na produção das indústrias, no número de vagas e no valor dos salários, investimentos e negócios.
11/09 - 09:01 , atualizada às 09:46 11/09 - Redação
A economia brasileira teve um crescimento de 1,9% no segundo trimestre de 2009 frente ao período anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação ao mesmo período de 2008, houve queda de 1,2%. Com o resultado, o Brasil sai da chamada recessão técnica, quando se registram dois trimestres consecutivos de queda.
Kupfer: atuação do governo foi decisiva para evitar "tsunami"
No trimestre, a indústria respondeu pelo maior crescimento da atividade, com expansão de 2,1% frente ao três primeiros meses de 2009. O setor de serviços cresceu 1,2%, enquanto a agropecuária recuou 0,1%.
"Nos quatro trimestres, o PIB apresentou crescimento de 1,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado no ano, o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, sendo que, somente os serviços cresceram (2,1%), enquanto a indústria (-8,6%) e a agropecuária (-3,0%) caíram", informou o IBGE.
O número do trimestre está de acordo com as previsões de mercado, que apontavam para uma alta do PIB entre 1,5% e 2% no período.Em valores correntes, o PIB brasileiro fecha o 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões.
O principal componente do crescimento no segundo trimestre foi o consumo das famílias, com alta de 2,1%. Já os investimentos permaneceram estáveis no período.
No primeiro trimestre do ano, o indicador chegou a cair 12,6%, contribuindo de forma significativa para o País entrar em recessão. Os investimentos do governo no segundo trimestre caíram 0,1%.
O IBGE informou também que a taxa de investimento no segundo trimestre ficou em 15,7% do PIB e a de poupança, em 15,% do PIB.
Comparação anual
Frente ao mesmo trimestre do ano passado, a indústria despencou 7,9% e a agropecuária caiu 4,2%, enquanto serviços avançaram 2,4%. A formação bruta de capital fixo desmoronou 17% - o pior desempenho da série histórica do IBGE, com início em 1996.
Todos os setores industriais recuaram nessa base de comparação. A pior queda foi de 10%, na indústria de transformação, "influenciada principalmente pela redução na produção de máquinas e equipamentos; metalurgia; peças e acessórios para veículos; mobiliário; vestuário e calçados", segundo relatório do IBGE.
"Também houve retração de 9,5% na construção civil; queda de 4% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e redução de 0,8% na extrativa mineral, onde a extração de minérios ferrosos caiu 27,4%, e a extração de petróleo e gás natural aumentou 5,9%."
Entre os componentes da demanda do PIB, o consumo das famílias avançou 3,2%, no 23° trimestre consecutivo de aumento na comparação anual. Segundo o IBGE, o consumo foi impulsionado pelo aumento de 3,3% na massa salarial real e pela alta de 20,3%, em termos nominais, do saldo de empréstimos para pessoas físicas.
Já o consumo do governo subiu 2,2%. Pressionada pela menor produção de máquinas e equipamentos, a formação bruta de capital fixo, indicativo dos investimentos, despencou 17% - maior queda desde o início da série, em 1996. As exportações de bens e serviços caíram 11,4% e as importações baixaram 16,5%.
Semestre
No primeiro semestre, a economia brasileira acumulou uma retração de 1,5% em relação a igual período de 2008. Nesse confronto, apenas os Serviços tiveram aumento de atividade, de 2,1%. A Indústria amargou contração de 8,6% e a Agropecuária, de 3%.
A indústria de transformação recuou 11,2% frente ao primeiro semestre de 2008, seguida pela construção civil (-9,6%). Entre os Serviços, destaques de crescimento para instituições financeiras e seguros (7,0%) e serviços de informação (6,1%), entre outros.
Na divisão do PIB por fatores de demanda interna, o consumo das famílias aumentou 2,3% e o do governo cresceu 2,5%. Os demais itens tiveram fortes quedas: a formação bruta de capital fixo (investimentos) baixou 15,6%, as importações declinaram 16,3% e as exportações diminuíram 13,1%.
Resultado anterior
No primeiro trimestre, a economia brasileira havia registrado queda de 0,8% em relaçao ao trimestre anterior e de 1,8% quando comparada ao mesmo período de 2008. Mesmo melhor do que esperado pelos analistas na ocasião, o resultado significou que o Brasil passou a fazer parte da lista de países que entraram em recessão, atingidos pelos efeitos da crise econômica.
O PIB registra o valor de tudo o que é produzido no país por meio de sua indústria, agropecuária e serviços, descontadas as despesas com os insumos utilizados no processo de produção, tais como matéria-prima, mão-de-obra e impostos. Assim, a recessão significa uma redução na produção das indústrias, no número de vagas e no valor dos salários, investimentos e negócios.
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