O Egito é um pais que faz parte de uma das regiões mais conflituosas do mundo moderno. Às margens do Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho, é cortado pelo canal de Suez, e está inserido entre paises como Arábia Saudita, Jordânia, Israel. A história conta que essa região que é muito rica em petróleo construiu grandes ditaduras e outros povos são governados por dinastias religiosas. Desde a década de 1950 o Egito vem experimentando governos ditatoriais e o atual do Hosni Mubarak resiste no poder desde 1981. Tem apoio do governo Norte americano, mas nem assim o atual sistema conseguirá se manter.
São milhões de pessoas nas ruas em manifestação pedindo a saída do Ditador Mubarak cuja permanência no poder está por um fio.
A maior organização da resistência política no Egito é de origem muçulmana o que preocupa o ocidente que não tem tido uma boa convivência com paises governados por religiosos muçulmanos.
Na mesma região, no mês passado foi a Tunísia, país da mesma região, que através movimentos estudantis derrubou a ditadura que durava décadas. Os demais paises da região estão preocupados porque a riqueza do petróleo não chega a combater a pobreza, porque é abocanhada pelos grupos do poder que esbanjam riquezas e poderio, pode estar gerando no povo daquelas nações o desejo de democracia espelhado no mundo ocidental. Há quem afirme que a internet seria um dos mais importantes causadores dessas insatisfações populares. Deve ser verdade porque o governo Egípcio no momento em que começaram os movimentos populares, logo cortou ao acesso à internet e desligou todos os telefones celulares. O maior problema que enfrenta o ditador Mubarak é que o exército já declarou que não vai reprimir a população porque o exército existe para proteger o povo e não para reprimi-lo. Pena que no Brasil em 1964 não se pensou desse jeito.
Há protestos na Jordânia, no Iêmen e, provavelmente, sexta-feira háverá na Síria. O que ocorre no mundo árabe requer uma nova política do Ocidente, abrindo espaço para a Turquia, que é governada por muçulmanos conservadores auxiliados por grupos laicos, analisa Yves Besson, conhecedor do Oriente Médio.
Eu acho que é resultante do desemprego, de uma população majoritariamente jovem preocupa com o seu futuro. Em geral, o que é dito é correto e tudo é muito espontâneo. O problema com essas revoluções instantâneas é que elas podem ser recuperadas. Na Tunísia, parece que as coisas não evoluem muito mal, no Egito ninguém sabe.
A globalização parece estar de fato se confirmando de modo muito diferente do que se imaginava quando da concepção do modelo que visava a internacionalização das economias, mas não se imaginava que as políticas do mundo poderiam também querer se aprimorar como tem sido visto em paises como o Brasil que consegue manter a economia bem, o povo livre, as famílias se organizando independentemente de crença e origens, e enfim, um modelo de desenvolvimento sem nenhuma espécie de repressão. Só falta agora o Brasileiro aprender a votar para que se possa considerar perfeito o regime brasileiro. É bom lembrar que o Obama está tentando copiar algumas coisas do Brasil, como sistema bancário que é forte e controlado pelo governo, o SUS que garante saúde universal ainda que precário, e o sistema de votação eletrônica.
O Egito poderá, juntamente com a Tunísia e os demais paises do Oriente Médio estar buscando o caminho que o Brasil parece ter encontrado. Economia forte, povo absolutamente livre, crença religiosa liberada sendo proibida a discriminação da fé, e um futuro brilhante pela frente, é o que desejamos aos nossos irmãos do oriente médio.
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