quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

GESTÃO PÚBLICA MODERNA

A história do Brasil conta que quase todos os governantes, sejam eles municipais, estaduais ou federais sempre governaram de maneira empírica, fazendo no governo o que lhes dá na cabeça sem nenhuma técnica gerencial ou lógica de planejamento, excetuando-se nos últimos tempos o governo federal que tem mostrado alguma tendência a modernização do seu papel. O governo é a instituição que recebe o dinheiro do povo em forma de tributos e o converte em instrumento de aprimoramento das instituições fundamentais á vida em grupo. Não dá para cada cidadão pagar o seu médico, por isso o médico público. Não dá para cada um pagar a o professor para o seu filho e por isso o ensino público, tudo custeado com o dinheiro que o povo entrega ao governante. As prioridades de cada governo deveriam obedecer a uma espécie de audiência pública para que o povo estabelecesse o que é de fato prioridade pra ele povo. A pavimentação das ruas? O melhoramento do sistema de saúde? O aprimoramento do aprendizado escolar?  O combate a mortalidade infantil? Melhoria na qualidade do transporte público? Enfim, o povo  é que deveria estabelecer as prioridades, mas o que ocorre é diferente porque um prefeito se acha no direito de fazer a obra que lhe der na cabeça e não dá satisfações a ninguém. O governador a mesma coisa e o presidente da república também. Parece absurdo, mas o chamado orçamento participativo já existe a funciona bem onde está instalado porque o prefeito retira de diversas reuniões com representantes da sociedade civil as principais diretrizes do seu governo. 
Gestão moderna indica o caminho do futuro orientando para que através os planos diretores que alguns prefeitos insistem em não aprovar, se determinem as prioridades que deverão ser seguidas por prefeitos "A" ou "B", não importando o partido e a vocação. A vocação que prevalece é a vocação do povo como um todo. 
Gestão moderna não trabalha sem dados e os dados são fundamentais para que um prefeito possa ao final de seu governo mostrar o que fez sem que seja somente metros de ruas pavimentadas. Seria oportuno mostrar não exatamente o que fez, mas o resultado do seu trabalho no índice de desenvolvimento Humano ou social. Combateu a pobreza? Melhorou o Índice de aproveitamento escolar? Melhorou o acesso à saúde? 
Tudo isso deve ser demonstrado com números porque dizer “eu acho”, não é suficiente. Fundamental é mostrar quanto por cento avançou a luta contra o desemprego, contra a mortalidade infantil, contra as dificuldades de se chegar a um médico, o transporte de massas. Quanto por cento se evoluiu? 
A gestão moderna é isso e ela recomenda pessoas novas com idéias novas, muita tecnologia, e pessoas idosas também, mas aquelas que dominam a tecnologia de ponta e não se deixam envelhecer de preguiça. Velho não há, mas há cabeças velhas às vezes até em gente nova. Um governo técnico não vê as fronteiras da idade cronológica e sim as fronteiras da idade tecnológica. É colocar no telão os números que encontrou quando tomou posse e os números que deixou quando do final de seu mandato entregar o governo ao sucessor sem mágoas e nem ódio, sabendo que o poder não lhe pertence por ser instituição oficial inerente à vida humana e a perpetuação da vida na terra. 

2 comentários:

Anônimo disse...

Sempre acompanho o Blog, e mais uma vez digo que na nossa cidade precisa sim de uma nova gestão, alguém novo que não esteja corrompido por toda essa má gestão política.

Rumores indicam um nome novo, ainda não conheço a história dessa pessoa, mas parece ser alguém que quer fazer história em Caraguá e fazer dela uma cidade-modelo! Torcer por isso e analisar cuidadosamente seus projetos. Aliás.... sempre analisem muito bem, pis o voto é 1 dia, mas serão 4 anos... e somos nós, cidadaos, que decidiremos se serão 4 anos de reclamação ou 4 anos de mudanças....

Anônimo disse...

Mostre esta postagem ao rei quem sabe ele aprende alguma coisa de bom,pois ste agora so deu bola fora.