quarta-feira, 4 de junho de 2014

DINHEIRO NÃO É TUDO

Em 1982, o falecido professor Hélio Augusto de Souza, professor universitário da faculdade de Serviço Social em São José dos Campos, foi eleito vice prefeito na chapa encabeçada pelo Robson Marinho que se elegeu prefeito da cidade com votação expressiva. O mandato era de seis anos, mas Robson renunciou o cargo em 1986 para concorrer às eleições de deputado federal, com a ideia de participar da constituinte de 1988. Hélio Augusto faleceu meses depois e a cidade acabou governada pelo presidente da câmara que não conseguiu ser um bom governante. Hélio é quem dava ares e credibilidade às pretensões do  Robson, cujo lema de campanha era "honestidade e luta". Eu fui eleito segundo suplente da bancada de vereadores do MDB e exerci o mandato por conta de alguns vereadores que viraram secretários à época. Tempos depois o Robson não mais se elegeu deputado, virou chefe de gabinete do governo Mário Covas, cargo de destaque no governo tucano do estado de São Paulo. Mais tarde, com forte apadrinhamento do Covas, foi indicado como conselheiro do Tribunal de Contas do estado, cargo vitalício, com direito a aposentadoria integral e bons salários. Era agora, um dos responsáveis para aprovar as contas dos prefeitos de todo o estado.Tudo parecia caminhar para um futuro tranquilo, não fosse a descoberta do Ministério Público que depois de intensa investigação descobriu que Robson teria recebido propina para abrir caminhos no governo para empresas alemãs, especialmente a Siemens. fornecedora dos trens do metrô paulistano.
Os valores são de altíssima soma, e o patrimônio encontrado em nome do Robson é desproporcional aos seus rendimentos. Ilha em Angra dos Reis, casa luxuosa em Ubatuba, casa luxuosa em São paulo, prédios comerciais em Sãos José dos Campos, dinheiro em contas no exterior, incluindo três milhões que foram bloqueados na Suiça. Ele tem sido ouvido e declara não ser verdade o que o Ministério Público diz ter encontrado, mas hoje, acabou de se colocar em situação delicada ao pedir licença do Tribunal.
Se for verdade que o Robson tenha mesmo recebido propina para facilitar os negócios do metrô e de outros tipos de fornecimento, cai por terra um mito importantíssimo chamado Mário Covas, caem
Robson Marinho, conselheiro do TCE de São Paulo, é investigado por suspeita de ter recebido propina
no descrédito outros parceiros políticos do Robson daquela época como o Montoro, Quércia, Serra, Geraldo, e tantos outros nomes importantes da política paulista daquelas épocas, que jutos formaram o PSDB, cujos quadros  se compunham de dissidentes do PMDB, que depois da divisão virou MDB.
Se o Robson, for mesmo processado e condenado como corrupto, o descrédito vai atingir a toda a turma que compunha o time do poder paulista à época.
Difícil acreditar que os promotores tivessem o descuido de deixar vazar para a imprensa informações de tamanha envergadura se não tivessem o mínimo de segurança dobre o assunto.
Caso as provas não fossem saudáveis o Robson já teria ingressado na justiça para impedir as investigações. Ao que sabe, ele tentou impedir o seguimento das investigações mas a justiça negou as liminares pleiteadas.
O fato está tomando proporções de grande monta, principalmente por ser ano eleitoral, e o Geraldo vai acabar pagando o pato, se é que há pato. Se der segundo turno em São Paulo, a coisa poe se complicar por Geraldo, e há até quem entenda que o Scaf poderá ser o fiel da balança. Será?
Fica evidente que o Brasil está mudando para melhor e que a corrupção pode estar com seus dias contados.
Ainda bem.

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