quarta-feira, 9 de julho de 2014

EDUCAÇÃO É A GRANDE PREOCUPAÇÃO

Encontrei uma pessoa ligada ao processo de educação pública, mulher aparentemente preparada que atua no setor da inclusão social na educação. Falamos sobre os problemas que andam prejudicando o aprendizado na escola pública e a conversa ficou interessante no final. A pessoa que é profissionalmente engajada, confessou que também é contra a progressão continuada que permite que alunos que não aprendem sejam aprovados e promovidos às séries seguintes. Ponderei afirmando que um aluno que não aprendeu a matemática de uma série jamais conseguirá acompanhar o aprendizado das series seguintes. Matemática é uma ciência que exige no aprendizado de uma parte da ciência que a pessoa tenha entendido as lições anteriores. É pois, uma ciência que tem lógica e sequência no seu conteúdo. O aluno que não conhece trigonometria básica, desde os princípios que surgem do círculo de raio unitário, nunca irão entender as teorias da geometria que dão base a todo o conhecimento matemático. Assim, quem perde uma fase, não consegue acompanhar as seguintes. Isso vale também para o aprendizado da língua portuguesa e para outras ciências do tipo sequencial. A base é que dá suporte ao prosseguimento do aprendizado.
A progressão continuada, continuamos nós no nosso diálogo, é um problema sério porque manda seguir em frente quem não aprendeu a matéria que já deveria ter sido assimilada.
A conversa foi boa porque eu, na condição de observador questionei a interlocutora sobre vários pontos delicados e ela respondia com sabedoria prática as questões que nos parecem além da prática.
Chegamos à conclusão de que a educação precisa passar por uma reciclagem imediata, que possas permitir que o aluno que tem facilidade de aprender, não seja prejudicado pelo aluno que tem dificuldades e os que têm dificuldades tenham soluções específicas para as suas limitações, sem prejuízo dos mais avançados. A inclusão social do aluno com deficiências também foi objeto da discussão e a conclusão foi de que alunos que consigam acompanhar o processo de ensino devam ser mantidos nas salas de aulas regulares, mas os problemas mais graves devem merecer ambientes e tratamentos diferenciados. O aluno gênio deve merecer sala especial para gênios como prevê a lei de diretrizes e base que norteia o ensino público não Brasil, o que não vem ocorrendo. Atualmente uma criança que poderia estar numa série bem avançada permanece na vala comum da criança que traz, por exemplo, um histórico de pai drogado, mãe alcoólica e família desestruturada. O gênio que poderia contribuir com a sociedade acaba desestimulado.
Não se trata de sacrificar os menos aquinhoados, mas de não sacrificar inteligências.
Há quem defenda o nivelamento por baixo, mas há bastante hipocrisia nessas teorias que consideram igualdade o nivelamento pela média que é baixa.
A realidade é que o ensino público custa caro demais ao estado e o resultado é pior do que se poderia esperar de tão vultoso investimento. O ideal é abrir uma grande discussão sobre o tema, incluindo professores, pais e alunos, para que se possa estabelecer alguma forma de premiação ao mérito. O aluno tem que ir à escola, estudar e aprender, enquanto que o professor tem que sair da escola com a sensação do dever cumprido, ao ver que seus alunos, de fato, aprenderam as lições. 
Já existem métodos modernos de ministração de aulas, que envolvem tecnologia de primeiro mundo como lousas virtuais, projeções em vídeos, que podem contribuir para que o professor ministre aulas menos chatas e desagradáveis, através o giz branco, uma lousa negra e um apagador. A questão é de vontade política dos gestores públicos que preferem investir em construção civil porque rende propina e visibilidade imediata.
Foi bom conversar com a moça da educação cuja identidade prefiro omitir tendo em vista que o prefeito não autoriza ninguém a dar entrevistas sobre assuntos de sua gestão.

Valeu, e é claro que sempre vale a pena a gente falar sobre coisas importantes.

3 comentários:

Anônimo disse...

Eugênio

Não é nada disso, você precisa estudar a fundo o que significa "Educação Continuada". Pra não passar vergonha, entendeu. Seu conhecimento sobre o assunto é superficial!

abç

Eugênio

Ongolhovivo Olhovivo disse...

Meu caro, pena que você não tenha contribuído com o debate. Escreva o seu ponto de vista como eu fiz e ele será publicado sem restrições. A sua defesa da progressão continuada pode ter fundamentos, mas pode também não ter e, segundo já falamos por aqui, o importante é a gente saber conviver pacificamente com as diferenças. Quem pensa diferente de nós não pode ser considerado menos capaz. Eu sigo achando como alguns professores que ouvi, que a progressão continuada precsia ser revista, o professor precisa voltar a ser mais importante do que o aluno e, a escola pública prcisa ser ums instituição onde o professor ensina e o aluno aprende. Os problemas sociais devem ser resolvidos na secretaria social que existe não somente para entregar cestas básicas. Bom seria que você expressasse as suas indéias e não apenas se insurgisse contra as ideias das outras pessoas. Vamos ao debate e se vc tiver razões eu me curvarei sem problemas. Seja bem vindo ao mundo da democracia. Por identifique-se e assine o seu escrito. Abraços.

Ongolhovivo Olhovivo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.