terça-feira, 6 de janeiro de 2015

VEIO DE UM LEITOR INDIGNADO

Há muito tempo acompanho as publicações sempre incisivas, porém coerentes de seu BLOG.

Aproveito esse tempo disponível de  minhas merecidas férias pra lhe escrever.

Gostaria de fazer um comentário sobre a Educação em Caraguatatuba, o que vou relatar é verdade, pois sou professor e qualquer profissional da educação do município pode confirmar o que digo: a equipe de Supervisão de Ensino de Caraguatatuba é que não deixa a educação acontecer de verdade, muita coisa acontece lá dentro desta Secretaria e o Prefeito nem fica sabendo. São elas as Supervisoras que elaboraram um plano de carreira que não deixou e não “deixou” a prefeitura valorizar o professor de acordo com sua produtividade (meritocracia), com o dinheiro que sobra do FUNDEB e que deveria ser usado para isso ou seja,  premiar o  bom profissional ,mas elas acham isso uma bobagem. Outro ponto que prejudica os professores : elas  estipularam um estágio probatório de 04 anos para os professores ingressantes ( ou seja 03 anos de estagio probatório e mais um ano de “interstício”, que por sua vez acaba ficando como um tempo igual a 04 anos )E isso atrapalha  a evolução funcional do magistério.
O Ensino Fundamental II ( 6º ano 9º ano) é outro ponto nevrálgico na educação de Caraguatatuba, está nas mãos de Supervisoras que pouco ( ou nada entendem) dessa modalidade de ensino, pois TODAS as Supervisoras são professoras da educação infantil  e algumas de ensino fundamental I( 1º ao 5º ano).Elas não permitem que  professores do Ensino Fundamental II façam parte da Supervisão de Ensino, professores que realmente sabem e conhecem o funcionamento dessa modalidade assim como suas necessidades e problemáticas. Por que não existem Supervisão de Fundamental II ? Elas tem medo do que?
Então sairá uma  Secretária de Educação e entrará outra Secretária de Educação e nada mudará pois quem manda de verdade são as supervisoras, retrógradas, ditadoras, arbitrárias e limitadas,  nem parece que elas são professoras também ...parecem que elas querem é prejudicar os professoras também esse esquecem um dia voltarão para sala de aula e terão que deixar seus cargos comissionados.
Ainda existe na Secretaria de Educação um grupo autodenominado Apoio Pedagógico que nada mais é do que um braço da Supervisão de Ensino, verdadeiros pelegos, são profissionais que não acrescentam nada e apenas repetem tudo que as Supervisoras mandam, ou sejam mais massacre sobre os professores, seguindo cegamente o que a Supervisão manda e ordena.
Outro fator terrível também é o fato de muitas salas de aula estarem sendo fechadas em várias unidades escolares nas escolas, assim montam-se salas de 35 alunos ( número esse que aumenta no decorrer do ano letivo com as matrículas suplementares).Como conseguir qualidade no ensino com salas abarrotadas de crianças. E detalhe as Supervisoras de Ensino dizem que salas numerosas não pode ser prerrogativa para professor reclamar de qualidade de ensino, que absurdo.
E “para não dizer que não falei das flores” a Lei Nacional do Piso Salarial dos Professores não foi respeitada aqui pelas supervisoras. Existem coisas absurdas acontecendo aqui no município ao bel prazer de quem acha que sabe e interpreta as coisas só a partir de su ponto de vista. Diga-se  de passagem, a Lei Nacional do Piso, em municípios  vizinhos , como São Sebastião, é respeitada e por aqui em Caraguatatuba a aplicação da mesma é diferente ? Será que só Caraguatatuba interpretou a Lei corretamente e o resto do país interpretou errado ?
Gostaria que o Prefeito e a população soubesse disso tudo, haja vista que seu BLOG é um veículo de credibilidade. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Fui professor da rede municipal de Caraguatatuba por dois anos (2012-2013) e gostaria de fazer alguns comentários sobre as críticas realizadas pelo autor:
1) Concordo que as Supervisoras de Ensino são incompetentes para gerir a rede de ensino! Para ver isto basta conversar por 5 minutos com qualquer uma delas. Mas acho um erro atribuir tal fato (nem um %) por serem PEB-I. As causas são outras, e a causa mais grave é o fato de serem indicadas pelo prefeito.
2) Falar que o prefeito não sabe o que se passa na SME é excluí-lo da crítica. Fica subentendido que ele sabendo ele discordaria porque ele é um "bom político". Ele escolhe a secretária e as supervisoras em última instância. Ele é o responsável por tudo isso.
3) A meritocracia não seria boa para a rede. Além do que trás um outro problema: como seria medida? Geralmente é medida pelo superior imediato (equipe gestora) que cabe lembrar é integralmente escolhida por indicações politiqueiras (esposa de não sei quem, do partido tal, obediente, etc...).
4) Por que motivo a jornada do piso seria aplicada em Caraguá? Não o foi no Estado de SP e em ouras prefeituas. Em São Sebastião e em Ilhabela houve luta pela aplicação. Colocaram as seretárias contra a parede.

Assinado: professor anônimo da região que vive de contratos precários, e por isso, precavido!

ANTONIO ALEXANDRE Santos disse...

Ate que enfim estão acordando para os desmandos da Secretaria de Educação, e o senhor Prefeito já acordou ?

Patricia disse...

Sou mãe de aluno, e gostaria de também expressar minha opinião a respeito da educação do ensino fundamental II em Caraguatatuba.
É usado a apostila do estado "Caderno do Aluno", que na verdade deveria ter o nome de "Caderno da Ignorância". É um péssimo material. Eu acompanho as lições que meu filho faz e posso afirmar isso. Em história, por exemplo, quando tratou sobre Civilização Romana não dizia nada com nada, os exercícios propostos não eram relativos a fixação do conhecimento adquirido em sala, eram assuntos sem conexão alguma. Já procurei a supervisão para denunciar isso mas o que vejo é que mal sabem do assunto também. Ou seja, salve-se quem puder na educação de Caraguá.