terça-feira, 10 de março de 2015

A PRAÇA É NOSSA

Ontem foi o prior dos últimos dias. A praça do coreto no centro de Caraguá estava tomada por uma legião de andarilhos bêbados, cerca de doze deles, e mais meia dúzia de cachorros que os acompanhavam. Ora, se há política de zoonoses tem que haver providências, porque não podem os bancos da praça servirem de abrigo para desocupados bêbados e animais de rua que não se sabe se são cuidados ou não. Depois do almoço, choveu e eles foram todos para o coreto que é coberto e serve de abrigo nessas ocasiões, homens e mulheres, todos sujos fétidos e desagradáveis. A prefeitura tem uma secretaria social que tem também o dever de encaminhar essas pessoas para algum local que não seja exatamente uma praça importante do centro da cidade. Os transeuntes davam voltas para fugirem às abordagens desagradáveis e pedidos de moedas, que certamente seriam usadas na compra de bebidas. A cidade está largada ao acaso, com praça sem polícia e sem jardineiro, bancos sujos e sem manutenção, e o efeito é a criminalidade exacerbada, com homicídios, desemprego, pobreza,
e inúmeros outros desconfortos por falta de um bom prefeito que olhe a cidade como um bem coletivo, e o poder como coisa do povo e não de grupos de interesses.

2 comentários:

Sandra de Jesus disse...

Sou moradora de Caraguatatuba há 4 anos e confesso que a situação está desagradável e aparentemente abandonada.Acho que vou mudar de cidade.

Ongolhovivo Olhovivo disse...

Tem razão o comentarista quando diz que os andarilhos que se embragam na praça do centro da cidade, são pessoas como nós, mas se formos raciocinar com essa lógica de que qualquer um pode ficar onde quiser do jeito que quiser, dormir acordar, fazer xixi, sexo, em locais onde as pessoas precisam frequentar sem serem molestadas. A forma de se resolver o problema não passa pela repressão, mas por políticas sociais que retirem essas pessoas dessa situação. Assistir e achar normal é o que a prefeitura de Caraguá tem feito e isso não é justo com as pessoas que são "normais" que são a maioria, que pagam impostos e merecem o sossego e segurança. Nada de maus tratos,contra ninguém, mas tudo a favor da ordem social. Para onde levar
é problema do poder público. São José dos Campos tem abrigos e o serviço social os encaminha e cuida até que voltem às suas origens. Do jeito que está em Caraguá não pode ficar.